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54 Novembro 2021 | AutoData MARCO » ANIVERSÁRIO Os loucos anos 70 na comunicação corporativa Aniversários são excelentes oportunidades para revisitar materiais antigos e de época e, por meio deles, observar como também as empresas, além das próprias pessoas, acompanham os movimentos e as tendências de cada período, bem como suas particularidades e peculiaridades. A Honda não foge à regra. Nos anos 70, portanto logo quando de sua chegada ao País, a fabricante editava o jornal Por Dentro da Honda, dedicado a seus funcionários e à rede de concessionários. O número 1 foi publicado em 1973. A edição de número 24, de setembro de 1975, mostra exemplarmente como a comunicação corporativa era então fortemente influenciada pela realidade daquela época. Uma das principais manchetes da publicação apontava: “Conheça alguns brotos do departamento de peças”: “Gladys Regina é paulista, tem 18 anos, solteirinha, mora no Bairro Cerqueira César...”, “Ilda é mais uma paulista, solteira também, conta com 23 primaveras, mora no Jaguaré, não fornece seu telefone...” e por aí vai. Havia uma seção dedicada a entrevistas com o pessoal que trabalhava na Honda na época. Na citada edição o personagem foi Sérgio Duarte, então responsável pelo departamento de imprensa – e muitos anos depois um dos fundadores desta revista AutoData –, tratado por seu apelido, Bigó. Trecho publicado: “– Bigó, um ‘malho’ em três coisas aqui dentro que em sua opinião poderiam melhorar? – Em primeiro lugar a estrutura administrativa, um tanto estranha nessa fase transitória da empresa, em segundo lugar o depto. de imprensa, que sofre com falta de pessoal, e em terceiro (desculpe, mas foi você quem perguntou) esse jornal... – Cretino... Três coisas que o irritam, de um modo geral? – Trabalho mal pensado, falsidade no campo profissional e falta de entusiasmo. – Bom, agora você pode elogiar pelo menos uma coisa aqui da Honda? – Em tempo de ‘puxadinha’, mas incontestável, os dois homens mais incríveis aqui da Honda: Tanaka e Iida. A força de trabalho e a capacidade de decisão são de fazer inveja a qualquer um...” No editorial, que celebrava a vigésima-quarta edição do jornal, o título apontava: “2 anos de jornalismo amador”. É para fazer qualquer responsável por comunicação corporativa em uma montadora hoje, 46 anos depois, desmaiar de nervoso. Mas, ali, tudo bem: eram os loucos anos 70... dos. A operação conta com representante local, a Líder Aviação. E um ano antes, 2014, a empresa inau- gurou um parque eólico em Xangri-Lá, RS, que produz energia para abastecer as unidades produtivas de automóveis. A Honda ainda mantém uma RPPN, Reserva Particular do Patrimônio Natural, em Ma- naus, com 16 hectares de mata preserva- da, e três centros educacionais de trânsito que, juntos, alcançaram mais de 350 mil pessoas em ações de conscientização. De acordo comAtsushi Fujimoto, pre - sidente da Honda South America, “estas iniciativas estão alinhadas às metas globais da Honda de atingir a neutralidade de car- bono para todos os produtos e atividades corporativas em que a empresa está en- volvida até 2050, assim como a de zerar os acidentes fatais de trânsito envolvendo automóveis e motocicletas da marca no mesmo ano”.
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