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61 As vendas de veículos elétricos nomundo demonstram que a tendência de crescimen to é irreversível. Dados da ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos) apontam que em 2010 a frota global de veículos elétricos era em torno de 17 mil unidades. Nove anos depois, em 2019, a frota ultrapassou 7,2 mi lhões de unidades. A entidade projeta que, neste ano, 30 mil veículos elétricos serão emplacados só no Brasil, registrando crescimento de 52% sobre o volume emplacado no ano passado (19.745 unidades). De acordo com Cabral, “em estudo feito pela PNME – Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica, no cenário mais agres sivo de projeções de vendas, estima-se que 35% da frota de veículos de passeio no Brasil será composta por híbridos ou elétricos até 2030”. “Essas grandes mudanças envolvendo ele tromobilidade estão ocorrendo de maneira muito rápida também aqui no Brasil e já estão impactando toda cadeia automotiva nacional. Será preciso se reinventar para não perdermos oportunidades que se abrem”, analisa Cabral. De acordo com o executivo da Becomex, veí culosmais tecnológicosdemandarãomaiorquan tidade de componentes importados tanto para suprir o mercado interno como, também, o ex terno. “Todo itemimportadosemsimilar noPaís conta com benefícios tributários e, igualmente, se for manufaturado para fins de exportação”. O grande problema, segundo estudo feito pela Becomex, é que apenas 43% desses benefícios são utilizados pela cadeia automotiva. “Por conta da complexidade de regimes especiais como Drawback, Recof e Ex-ta rifário, muitas empresas deixam de utilizá- los e isso, por fim, eleva o ‘Custo Brasil’ en carecendo o produto no mercado interno e comprometendo substancialmente a com petitividade da indústria nacional no mer cado global”, alerta Cabral. A tendência de crescimento da demanda por veículos elétricos (híbridos e 100% elé tricos) no mercado nacional nos próximos anos certamente vai levar à nacionalização de muitos componentes por parte dos sis temistas e fabricantes de autopeças e, como já está acontecendo, montadoras igualmente passarão a produzir aqui seus modelos ele trificados. Outros itens mais tecnológicos, co mo semicondutores, por exemplo, seguirão sendo importados. “Fazendo-se uma leitura mais acurada des sas tendências de curto, médio e longo prazo, entendemos o quanto é importante aplicar o mais urgente possível estratégia tributária co laborativa, eficiente e abrangente, envolvendo toda cadeia automotiva nacional, de modo a tornar a indústria mais competitiva tanto no mercado interno quanto, também, no exter no”, finaliza Cabral. Denys Cabral, Head de Inovação Automotiva da Becomex Por AutoData Empresarial
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