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19 AutoData | Maio 2022 comprar. Esta não é uma demanda de pessoas físicas ou pequenas empresas, que dependem mais do crédito. Então temos perspectivas positivas. A falta de chips tem causado atraso em lançamentos? Oadiamento do São Paulo Motor Experience para 2023 tem a ver com esse problema? Isso está, sim, diretamente relacionado com o adiamento do São Paulo Motor Experience, mas não ouvi nada sobre impacto nos lançamentos. É mais uma questão de foco. Os associados nos di- zem que não têm a menor condição de pensar em um evento desse porte enquanto persistem os problemas para produzir. Existia grande interesse das empresas em participar, até nos sur- preendeu, mas exige dedicação que não caberia na agenda atual: a falta de componentes consumiu todas as aten- ções. Não dá para ir a uma festa com todas as preocupações em torno de su- primentos e reorganização do setor. Foi melhor adiar. Mas continuamos acredi- tando nesse novomodelo de exposição, que proporciona uma nova experiência ao nosso consumidor. Qual é o item número 1 da pauta na sua próxima reunião em Brasília com o mi- nistro da Economia? Industrialização. Na semana da posse já levamos quinze CEOs de associadas para Brasília, gente que decide inves- timentos no board das empresas, que participaram de reunião no Ministério da Economia. Ali o ministro reconheceu a importância do setor e falou sobre a convergência da nossa agenda com a do governo, houve um compromisso em apoiar ações para o crescimento do setor no País. É o que vamos continuar a fazer nas próximas reuniões com o go- verno. Temos agendas de reuniões com oministro e seus assessores a cada vinte a trinta dias, para discutir mais de cem itens que constam em um diagnóstico do setor que apresentamos ao governo com propostas de solução. a totalidade da produção de veículos produzidos. Talvez por isso nunca foi despertado aqui grande interesse em exportação. Aomesmo tempo, em 2009, 2010, o mundo viveu uma grave crise financeira e havia grande capacidade ociosa em outros países. Assim Brasil e Argentina ficaram isolados trocando produtos um com o outro. Só nos úl- timos anos intensificamos a busca por novos mercados externos. Com a ajuda do câmbio favorável nossas exportações voltaram a crescer. Aumentamos nossa participação nas vendas na Colômbia e no Chile. Vivemos um novo momento de exportações, acredito que seguirão em crescimento. Mas precisamos au- mentar o número de acordos bilaterais e ainda temos questões de competiti- vidade, como resíduos tributários que encarecemnossos produtos exportados. Estamos trabalhando na redução des- ses custos, a reforma tributária é uma boa oportunidade para isso, ou vamos sempre depender só da variação do dó- lar para exportar. Avançamos muito na qualidade de produtos, que podem ser vendidos até na América do Norte, mas nosso problema é custo. O ano começou comvendas patinando. Quais são as perspectivas para o resto de 2022? Será possível alcançar a projeção de crescimento de 8,5% sobre 2021, para 2,3 milhões de veículos? No momento não vemos motivo para revisar essa projeção. Alguns fatores como elevação dos juros, aumento da inadimplência e falta de semicondutores podem influenciar negativamente o re - sultado do ano. Em compensação ainda temos demanda reprimida, com filas de espera por veículos. Também temos expectativa de fornecimento de semi- condutores no segundo semestre, com inauguração de mais duas fábricas na Alemanha e naÁsia. As vendas emabril e nos primeiros dias demaio indicam cres- cimento mais sustentado. Além disso grandes frotistas, como locadoras, têm necessidade de renovação, precisam
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