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» EDITORIAL AutoData | Maio 2022 Direção Geral Leandro Alves Conselho Editorial Isidore Nahoum, Márcio Stéfani, Pedro Stéfani, Vicente Alessi, filho Redação Pedro Kutney, editor Colaboraram nesta edição André Barros, Caio Bednarsky, Roberto Hunoff, Roberto Nunes, Soraia Abreu Pedrozo, Wilson Toume Projeto gráfico/arte Romeu Bassi Neto Fotografia Christian Castanho, DR e divulgação Capa Travel mania/ Shutterstock Comercial e publicidade tel. PABX 11 3202 2727: André Martins, Luiz Giadas e Luiz Martins Assinaturas/atendimento ao cliente tel. PABX 11 3202 2727 Departamento administrativo e financeiro Isidore Nahoum, conselheiro, Thelma Melkunas, Hidelbrando C de Oliveira, Vanessa Vianna ISN 1415-7756 AutoData é publicação da AutoData Editora e Eventos Ltda., Av. Guido Caloi, 1000, 4º andar, sala 434, bloco 5, 05802-140, Jardim São Luís, São Paulo, SP, Brasil. É proibida a reprodução sem prévia autorização mas permitida a citação desde que identificada a fonte. Jornalista responsável Leandro Alves, MTb 30 411/SP autodata.com.br AutoDataEditora autodata-editora @autodataeditora Por Pedro Kutney, editor Reindustrialização já Q ualquer país que pretende ser cha- mado de desenvolvido não pode abrir mão de ter um parque indus- trial forte instalado em seu território. Não à toa, o termo “países industrializados” identifica o bloco de nações mais ricas do mundo. Isso porque a indústria é o setor da economia que agrega valor a produ- tos, induzindo à evolução tecnológica da sociedade. Smartphones, ou automóveis, e suas longas cadeias de valor agregam tecnologia ao tecido social – e tornam a vida melhor. O conceito parece simples, mas é pouco compreendido – e muitas vezes repudiado – pelos neoliberais que domi- nam os corredores do poder em Brasília, avessos a traçar políticas de desenvolvi- mento industrial para o País. O resultado desse inexplicável desprezo pode ser exumado no PIB nacional. A participação da indústria na econo- mia brasileira encolheu drasticamente na última década, representava 23,1% do PIB em 2011 e desceu a 18,9% em 2021, segundo dados divulgados pelo IBGE. Na prática, essa desindustrialização do País significa destruição de empregos de maior qualidade, queda de arrecadação de impostos e aumento das importações de bens industrializados. O setor automotivo brasileiro tem grande participação no PIB industrial, 20% em 2021, é indutor do crescimento eco- nômico, mas também enfrenta processo de desindustrialização, especialmente na sua cadeia de suprimentos, o que vem fazendo crescer a dependência dos fa- bricantes de veículos das importações de componentes. Este cenário é insustentável, é preciso mudar o rumo, planejar o futuro, promover investimentos, fortalecer todos os elos da cadeia de valor, ou o País ficará para trás diante das transformações disruptivas da indústria automotiva. Sabendo disso, o novo presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, assumiu seu posto na associa- ção dos fabricantes de veículos com dis- curso pró-indústria, refletido também em sua entrevista nesta edição de AutoData . Segundo ele, com “senso de urgência”, esta será sua principal missão à frente da entidade: reindustrialização já.

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