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12 FROM THE TOP » HERLANDER ZOLA, VICE-PRESIDENTE DA FIAT AMÉRICA DO SUL Julho 2022 | AutoData produtos o plano contemplou uma nova identificação visual, a mudança do lo - gotipo para letras grandes escritas ao lado das cores da Itália, para resgatar a força da origem da marca. Isso se desdobrou na reformulação de todos as concessionárias: hoje, 60% da rede Fiat, quase trezentos pontos no Brasil, já foram repaginados e até março de 2023 todas as quinhentas lojas devem estar reformadas. Com os produtos que es- tavam chegando, mais os investimentos em comunicação, as novas tecnologias e os incentivos que oferecemos, demos segurança aos concessionários para assumir o investimento que varia de R$ 500 mil a R$ 3 milhões na reforma. Isso mudou a percepção dos clientes, que têm impressão completamente diferente do que tinham ao entrar em uma concessionária reformada. Tenho convicção de que essa retomada não seria possível se ainda tivéssemos uma rede completamente sucateada como era. Com novos produtos, novas con- cessionárias, nova comunicação e novo visual mostramos no ponto de venda que a marca evoluiu, trabalhou para melhorar a qualificação das equipes e a satisfação dos clientes. Junto com tudo isso chegou o primeiro produto dessa nova Fiat, a nova Strada, lançada no fim de junho de 2020. O que fez mais efeito para a Fiat ganhar mercado: lançamentos da nova Strada e do SUV Pulse ou a crise dos semicon- dutores que paralisou os concorrentes? Fizemos o pré-lançamento da nova Strada emmarço de 2020, pouco antes da pandemia [chegar ao Brasil], como estava planejado. Mas logo depois não tivemos mais como fazer o lançamen- to, pois fábricas e concessionárias fo- ram fechadas. Naquele momento, em abril, toda a indústria recuou, abortou planos, cancelou as programações com os fornecedores. E nós preci - samos tomar a decisão de lançar ou não a Strada. Então decidimos não só lançar mas manter o mesmo volume “ A autonomia para desenvolver um produto do zero, definir preços e conteúdos, foi minha principal motivação para mudar para a Fiat, que naquele instante [em 2017] vivia um dos piores momentos em sua trajetória no País.” com uma reação tão fria da plateia de jornalistas e concessionários. Isso era consequência do que o carro entregava e do que a empresa tinha definido para aquele produto. O primeiro desafio foi identificar o porquê do desempenho fra - co do carro. Muito rapidamente perce- bemos que o nível de conteúdo e preço estavam desajustados, não davam ao Argo a possibilidade de competir diante dos concorrentes certos. Acertar essa lógica era algo muito desafiador para alguém que estava chegando como eu. Foi quando a autonomia para trabalhar fez diferença. Conseguimos reposicio- nar o carro, os volumes cresceram e a imagem da marca começou a melhorar. A partir de 2020 a Fiat ganhou partici- pação e em 2021 retornou à liderança do ranking comquase 22% do mercado. A quais fatores o senhor atribui essa ascensão tão rápida? Esse resultado foi construído a partir de 2018, quando começamos a planejar o rebranding, o processo de reposi- cionamento da marca, que teve peso relevante na recuperação. Iniciamos ummovimento para mostrar que a Fiat entregaria mais valor com novos produ- tos e novas tecnologias, para depender menos de modelos populares – que por catorze anos garantiram a liderança no mercado brasileiro. Para além dos
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