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14 FROM THE TOP » HERLANDER ZOLA, VICE-PRESIDENTE DA FIAT AMÉRICA DO SUL Julho 2022 | AutoData Considerando que o País tem 11 milhões de desempregados e muito mais gente na informalidade o mercado de carros novos vem diminuindo. Isso prejudica os planos de crescimento? Quando tivermos uma situação mais clara sobre resultado de eleições e ce- nário político a tendência é de baixa de juros e teremos um cenário bem mais favorável do que estamos observando agora. Se isso efetivamente acontecer as perspectivas melhoram porque a dimensão da indústria automobilística é quase que diretamente proporcional ao custo dos financiamentos. Mas outro movimento deve acontecer: frotistas que têm frotas envelhecidas, porque hoje não conseguem comprar os volu- mes na velocidade que gostariam por causa das restrições produtivas, devem fazer pedidos representativos, mas isso se a produção voltar ao normal, o que é a nossa expectativa. Também devere- mos ver mudanças no comportamen- to do consumidor de automóveis nos próximos anos, que tendem a procurar cada vez mais alternativas como as as- sinaturas de veículos. Carros negociados por vendas diretas a locadoras costumam ter grandes des- contos. A Fiat dominou 29% dos empla- camentos por vendas diretas de janeiro a maio, enquanto no varejo das conces- projetado antes da pandemia. Nosso objetivo inicial era aumentar as vendas da Strada em 25% na comparação com o modelo anterior, mas nos primeiros três meses vendemos o triplo: hoje esse volume é o dobro. O tamanho da carteira de clientes que formamos nos deu confiança para aumentar os pedi - dos aos fornecedores [antes que a falta de semicondutores se estabeleces- se]. Isso se configurou em vantagem estratégica, pois tivemos melhores condições para atender à demanda. O que nos deu essa vantagem foi a reformulação da Strada, que aumentou o número de consumidores porque, além de continuar sendo ferramen- ta de trabalho, tem 50% das vendas concentradas nas versões com cabine dupla de quatro portas, com confor- to, tecnologia e conectividade de um carro de passeio, algo que só ela tem [no segmento], assim como o câmbio CVT [automático] que aumentou ainda mais a procura. Por isto a Strada é um grande divisor de águas nessa história que estamos construindo com a Fiat, pois nos garantiu volumes. E depois dela ainda vieram os reforços da nova Toro e do Pulse, outro sucesso que vem se consolidando no segmento dos B-SUVs. Este ano a Fiat segue na liderança com domínio de quase um quarto das ven- das. Esta é uma posição sustentável mesmo depois que os concorrentes vol- tarem a produzir commais capacidade? Tenho a convicção de que sim. Estamos ganhando o reforço de mais alguns pro- dutos, como o utilitário Scudo e espe- cialmente o segundo SUV, o Fastback que chega agora no segundo semestre. Teremos muitas novidades que devem nos ajudar a consolidar nossos resulta- dos. Claro que quando os concorrentes voltarem a produzir mais o nosso nível de participação não será o mesmo, sa- bemos disso, mas posso garantir que a Fiat está absolutamente preparada para seguir na liderança. “ A nova Strada nos deu uma vantagem competitiva. Com o tamanho da carteira de clientes que formamos logo no lançamento, em 2020, aumentamos os pedidos aos fornecedores e tivemos melhores condições de atender à demanda”
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