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30 Julho 2022 | AutoData HISTÓRIA » MONTADORA são exportados, apesar da herança da pandemia e da persistente crise dos se- micondutores. APOSTA SUSTENTÁVEL AScania também embarcou a filial bra - sileira na rota da sustentabilidade ambien- tal, commeta de, até 2025, reduzir em 50% as emissões nas operações da companhia e em 20% dos produtos da marca. Esse processo começou pela adoção de mo- tores diesel mais econômicos e eficientes, que chegaram ao Brasil a partir de 2018, com a nova geração de caminhões lan- çada dois anos antes na Europa. Os novos modelos tiveram reduzido em 20% seu consumo de combustível na comparação com os veículos anteriores. Nos últimos três anos 36 mil caminhões da nova geração já foram comercializadas. Significa dizer que 780 mil toneladas de CO2 deixaram de ser lançadas na atmos- fera, afirma Fábio Souza, vice-presidente e diretor geral de operações comerciais: “Esses 36 mil caminhões deixaram de consumir 298 milhões de litros de diesel, o que representa economia de R$ 2 bilhões se considerarmos o litro de combustível a R$ 6,50”. Souza lembra que novas tecnologias introduzidas nos veículos da nova geração permitiram a redução de 30% no tempo de parada para manutenção, o que se refletiu em acréscimo de 250 mil horas disponíveis para que essa frota continu- asse circulando. Em 2016 a Scania começou a desen- volver tecnologia para rodar a gás no País e os primeiros caminhões equipados com motores ciclo otto alimentados por gás natural fóssil ou biometano foram entre- gues em 2020. Hoje compõem a principal aposta da empresa no caminho da des- carbonização. Seiscentos veículos foramvendidos de lá para cá e a expectativa de Podgorski é pelo menos dobrar este número em 2022. O executivo disse que a capacidade produtiva do modelo é de quinze por dia, ou 3 mil 375 por ano. Quanto à oferta de veículos híbridos ou 100% elétricos o CEO da Scania diz que antes de iniciar a comercialização por aqui é preciso que a tecnologia faça sentido, principalmente do ponto de vista financei - ro, uma vez que seu preço é bastante ele- vado em comparação com caminhões e ônibus movidos por motores a combustão interna. Aeletrificação tambémdependerá do aumento da oferta de infraestrutura de recarga no País. Um ônibus e um caminhão 100% mo- vidos a bateria já estão em testes porém ainda não há data definida para vendê-los aqui: “Será no seu tempo. Tem de fazer sentido, porque tem preços muito mais altos do que um veículo de combustão interna: em torno de duas vezes e meia a mais. E para compensar que alguém pa- gue tanto mais ao longo da sua vida útil é preciso que ele ofereça custo operacional menor. Hoje não vemos essa conta fechar, por enquanto. Mas sabemos que o produto vai se desenvolver, as baterias serão mais leves, commaior capacidade de carga, o que dará mais autonomia ao veículo, hoje de 250 quilômetros. Aí a conta começará a fechar”. O CEO da Scania LatinAmerica sempre acreditou que o processo de eletrificação da empresa no País começaria pelos ôni- bus urbanos, pelo fato de terem rotas me- nores e pré-definidas. Contou que a Scania tem participado de processos licitatórios, a exemplo do da Prefeitura de São Paulo. A SP Trans tem realizado concorrência para adquirir quinhentos veículos elétricos. INVESTIMENTOS Nos últimos oito anos a Scania promo- veu dois ciclos de investimentos no Brasil. O primeiro, encerrado em 2020, de R$ 2,6 bilhões, foi dedicado à modernização da fábrica, com adoção de processos digitais da indústria 4.0, e também da rede de distribuidores. Omais recente, anunciado em 2021, de R$ 1,4 bilhão, será concluído em 2024. Como parte do ciclo anterior em 2018 foi inaugurada a linha de solda de cabines a laser. Na época o investimento foi de cerca de R$ 340 milhões em um espaço
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