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85 AutoData | Setembro 2022 Divulgação/Fiat nas 13%. Hoje cerca de 30% das vendas da Fiat são demodelos mais baratos, continua sendo uma marca para todos, mas não só para quem tem baixa renda, e isso fez nosso market share quase dobrar.” AMBIÇÕES COMERCIAIS As primeiras projeções da Fiat apon- tam para a venda de 2,5 mil a 3 mil uni- dades do Fastback por mês. Se isto de fato acontecer ele será o Fiat nacional menos vendido, ainda que por certo o mais rentável. O volume esperado é de cerca de metade do desempenho atual do SUV compacto Pulse, que custa de R$ 97,9 mil a R$ 130,8 mil e vende 4,5 mil a 5 mil/mês. Zola avalia que o SUV- -cupê poderá roubar algo como 10% das vendas da versão de topo do Pulse, que tem preço R$ 1 mil acima da entrada do Fastback. Concorrendo no segmento de SUVs, que já é o maior do mercado brasileiro com 36% dos emplacamentos este ano, os principais competidores do Fastback, na visão da diretoria da Fiat, serão Chevrolet Tracker, Hyundai Creta e os Volkswagen T-Cross e Nivus – este último muito mais pela similaridade da carroceria SUV-cupê do que pela tabela de preços. do Sul, observa que o portfólio atual de produtos reflete o plano que começou a ser traçado em 2017, quando ele che- gou à empresa, vindo da Audi: “A primeira percepção era de que a Fiat precisava ganhar valor e para isso era necessário se distanciar dos populares”. Zola endossa que o Fastback está no topo do planejamento de aumentar o valor agregado dos carros da maior di- visão do Grupo Stellantis no Brasil e na América do Sul. Com este plano a Fiat ganhou mais de 8 pontos porcentuais de mercado de 2019 a 2021 e este ano lidera com folga as vendas no País com quase 22% de participação. O resultado veio na esteira do lança- mento da nova Strada, em 2020, da re- novação da Toro como motor turboflex, em 2021, e no fim do mesmo ano com a chegada do primeiro SUVda Fiat, o Pulse, culminando agora com o modelo mais sofisticado do portfólio, que começou a ser vendido no meio de setembro na rede de quinhentas concessionárias. “A marca surfou por muitos anos na onda dos carros populares zero-quilôme- tro, mas o mercado mudou e isso quase destruiu a Fiat, que em 2017 desceu para seu pior porcentual de participação, ape-
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