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82 Março 2024 | AutoData INDÚSTRIA » INVESTIMENTO A Toyota também já iniciou conversas com a Prefeitura de Indaiatuba para, segundo a empresa, dar nova destinação ao complexo industrial e seu terreno após o encerramento da produção de veículos. A fábrica não está desatualizada, pois recebeu importantes modernizações ao longo de seus 25 anos de operação. A planta é completa: tem estamparia, solda, pintura e montagem final. Em 2018 foi aprovado o mais recente investimento na unidade, de R$ 1 bilhão, para introdução da plataforma global TNGA, Toyota New Global Architecture, sobre a qual foi montada a mais nova geração do sedã Corolla, lançado em 2019, incluindo uma versão híbrida flex, o primeiro carro eletrificado produzido no Brasil. O que falta à Toyota em Indaiatuba é mais espaço para crescer, pois as linhas estão tomadas, o que deve ter motivado a mudança das atividades para Sorocaba. O DOBRO EM SOROCABA Soares estima que o reflexo direto do investimento em Sorocaba será dobrar de 200 mil para 400 mil veículos/ano a capacidade de produção da fábrica. Na verdade, quando a Toyota comprou o terreno e iniciou as obras, em 2010, o projeto já previa espaço para dobrar a área construída. Segundo comunicou a Toyota, o governo federal teve grande importância para aprovar o investimento com programas como o NIB, Nova Indústria Brasil, o Mover, Mobilidade Verde e Inovação, e o compromisso com a reforma tributária, considerados fundamentais para garantir os novos aportes. Presente ao evento que confirmou o investimento o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou que o investimento demonstra confiança no Brasil: “A Toyota é a maior montadora do mundo e é a campeã na eletrificação e nos híbridos flex. Acho que esse é o grande diferencial brasileiro, ter o carro eletrificado, mas também ter o flex”. Alckmin lembrou que esteve na cerimônia que deu início às obras da fábrica de Sorocaba: “Quinze anos atrás era um terreno às margens da Castello Branco. Ver hoje este complexo industrial, na ponta da tecnologia, trabalhando em três turnos, com mais de 3 mil funcionários, é um avanço extraordinário”.

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