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» EDITORIAL AutoData | Abril 2024 Diretor de Redação Leandro Alves Conselho Editorial Isidore Nahoum, Leandro Alves, Márcio Stéfani, Pedro Stéfani, Vicente Alessi, filho Redação Pedro Kutney, editor Colaboraram nesta edição André Barros, Caio Bednarski, Lúcia Camargo Nunes, Soraia Abreu Pedrozo Projeto gráfico/arte Romeu Bassi Neto Fotografia DR/divulgação Capa Foto PopTika/Shutterstock Comercial e publicidade tel. PABX 11 3202 2727: André Martins, Luiz Giadas Assinaturas/atendimento ao cliente tel. PABX 11 3202 2727 Departamento administrativo e financeiro Isidore Nahoum, conselheiro, Thelma Melkunas, Hidelbrando C de Oliveira, Vanessa Vianna ISN 1415-7756 AutoData é publicação da AutoData Editora e Eventos Ltda., Av. Guido Caloi, 1000, bloco 5, 4º andar, sala 434, 05802-140, Jardim São Luís, São Paulo, SP, Brasil. É proibida a reprodução sem prévia autorização mas permitida a citação desde que identificada a fonte. Jornalista responsável Leandro Alves, MTb 30 411/SP autodata.com.br AutoDataEditora autodata-editora @autodataeditora Por Pedro Kutney, editor Nem tudo que parece é Esta edição de AutoData tem o mérito de esclarecer alguns vira- -latismos e ufanismos que vêm frequentando o noticiário nos últimos meses. Começando pelo lado da autoimagem negativa do País temos a tese vira-latista de que a indústria automotiva brasileira estaria ficando, mais uma vez, para trás por não adotar radicalmente o carro elétrico a bateria como solução única para reduzir as emissões de CO2 de seus veículos. Pois estudo inédito das respeitadas consultorias LCA e MTempo, que publicamos nas próximas páginas, não só desmonta essa ideia corrente como mostra, com números, que o Brasil terá vantagem econômica de trilhões de reais ao dar preferência à produção de híbridos, e que esta escolha aliada com o etanol é tão ou mais eficiente para reduzir emissões. Olhando do outro lado da cerca, onde prospera exagerada autopromoção, tola como qualquer ufanismo, dizem que a indústria automotiva nacional passa pelo maior ciclo de investimentos de sua história. Os aportes que já superam a boa soma de R$ 100 bilhões, na verdade, pelo câmbio em dólares são tão grandes quanto os mais de US$ 20 bilhões aplicados há uma década, quando o mercado brasileiro bombava namorando com quase 4 milhões de veículos/ano, quase o dobro do volume atual. E assim como há dez anos nem todos os investimentos anunciados acontecem de verdade, são sempre boas intenções, nem sempre possíveis de cumprir. Esta ponderação guia a reportagem de capa desta edição, acompanhada de explicações mais realistas, e menos ufanistas, do porquê a indústria promete investir tanto em mercado tão menor. O foco, desta vez, é atender legislações com produtos mais eficientes e rentáveis, e aproveitar incentivos para financiar os projetos, que desta vez não podem contar com recursos das matrizes. E por falar em incentivos, toda a festa da indústria em torno do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, é porque fazia tempo que o governo federal não destinava tantos estímulos ao setor automotivo. É muito melhor do que o nada de anos antes, mas, como demonstra outra reportagem especial desta edição, será quase impossível utilizar todos os benefícios do Mover, que além do mais nem são tão vastos assim na comparação com o resto do mundo desenvolvido. Sim, a situação é muito melhor do que antes, mas também nem tudo que parece é tão excepcional assim.

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