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15 AutoData | Fevereiro 2026 que expandem o nosso alcance e trazem transparência para o processo, beneficiando tanto o lojista quanto o cliente. Veículos usados, principalmente os mais antigos, precisam trocar peças e alguns produtos do mercado de reposição causam problemas porque não estão de acordo com os padrões dos fabricantes. Esse tipo de oferta mais em conta de peças genéricas prejudica o negócio dos usados? O uso inadequado de peças que não seguem os padrões do fabricante prejudica o funcionamento do veículo e provoca problemas de garantia. Recomendamos sempre peças genuínas ou de fabricantes que fornecem às montadoras, especialmente em carros modernos carregados de tecnologia, onde qualquer especificação incorreta pode trazer grandes prejuízos ao sistema. Qual é a tendência para o segmento de usados nos próximos anos: grandes frotistas, como locadoras, terão participação ainda maior e reduzirão o espaço para revendedores menores? Como está esta convivência? O mercado é altamente concorrido e haverá, sim, uma maior concentração de grandes players. No entanto a convivência continuará, pois o mercado brasileiro é muito regionalizado e segmentado. As locadoras têm seu nicho específico e geralmente não aceitam trocas: apenas vendem seu estoque imobilizado. Todo o restante da cadeia de troca e atendimento personalizado continua nas mãos das revendas, garantindo que o pequeno e médio lojista continuem sendo a força motriz deste setor no País. “ Como nossa frota é envelhecida o mercado de veículos mais velhos, acima de onze anos de uso, acaba atendendo à maior parcela da população brasileira. É um segmento de grandes oportunidades, mas também de muitos riscos e desafios.” ro de veículos usados na última década? Com quatro décadas de experiência posso afirmar que a profissionalização foi a mudança mais notória. Ela veio acompanhada pelo uso intenso de tecnologias e canais digitais. Outra transformação crucial foi a integração das lojas com o sistema financeiro: hoje o revendedor precisa atuar quase como um correspondente bancário, conhecendo profundamente as políticas de proteção financeira. Também destaco o crescimento da confiança do consumidor, que atualmente se sente muito mais seguro ao comprar um veículo usado graças aos laudos técnicos e à abundância de informações. Como o senhor avalia a chegada das autotechs ao mercado de veículos, com suas plataformas digitais de negociação? Elas são aliadas ou inimigas dos lojistas de usados? Na grande maioria das vezes, são aliadas. Elas funcionam como ferramentas

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