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20 Fevereiro 2026 | AutoData MERCADO » VEÍCULOS LEVES chineses. Então não posso colocar isso conta da competição com as chinesas. Coloco na Fiat e na Volkswagen, que estão fazendo um bom trabalho.” PRODUÇÃO NACIONAL X IMPORTAÇÃO O grande divisor de águas para 2026 será o aumento do imposto de importação para veículos elétricos [BEVs], híbridos fechados [HEVs] e plug-in [PHEV], montados ou semimontados [SKD]. No fim de janeiro foram encerradas as cotas isentas e as alíquotas reduzidas atuais, de 25% a 30%, voltam aos 35% em julho – isto se governo resistir em atender ao pleito da BYD para estender por mais tempo as cotas e tarifas reduzidas. Já os veículos eletrificados totalmente desmontados [CKD], hoje tributados em 10% [BEVs] e 14% [HEVs e e PHEVs], passarão a pagar tarifa de 35% em janeiro de 2027 – antes disso, em julho, os BEVs em CKD sobem para 14%. O mercado questiona se fabricantes como BYD e GWM conseguirão manter a competitividade sem os benefícios fiscais de importação. A resposta, segundo o consultor Milad Kalume Neto, está na velocidade das fábricas de Camaçari, BA, e Iracemápolis, SP – respectivamente da BYD e GWM. Kalume Neto entende que a manutenção dessas marcas no Top 15 é robusta, mesmo com os desafios tributários: “A manutenção no ranking é sólida porque a GWM está produzindo bem localmente e a BYD tem planos de evoluir e localizar cada vez mais as operações, além de contar com um estoque representativo de veículos de alto volume. É pouco provável um recuo, já que da posição 15 para a 16 o degrau é gigante, com quase 10 mil veículos de diferença”. E quase o dobro de veículos separam a Citroën, décima-sexta com 39,9 mil unidades emplacadas em 2025, e a Caoa Chery, décima-primeira com 71,4 mil. ELETRIFICAÇÃO MAIS NACIONAL Para os veículos elétricos puros [BEVs] que continuarem vindo de fora, por causa da elevação de tarifas, a Bright Consulting projeta um aumento de custos na casa dos 8% a partir de julho. No entanto o consumidor pode não sentir todo o impacto imediatamente, analisa Pagliarini: “As montadoras que estão brigando por participação de mercado devem absorver parte desse custo, até porque já houve uma compensação parcial pelo uso de kits SKD importados com imposto zero anteriormente. Não acredito em grandes aumentos de preço”. Também está no horizonte a nacionalização gradual de alguns BEVs, como os da BYD em Camaçari, além de outros fabricantes que investem em linhas de montagem no País, como a Geely associada com Renault ou a Leapmotor com o Grupo Stellantis, que já anunciaram a montagem aqui. Dolphin Mini e Song Plus: os dois modelos garantiram desempenho da BYD em 2025. Divulgação/BYD Arquivo pessoal

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