21 AutoData | Fevereiro 2026 OBSERVAÇÕES SOBRE CATEGORIAS EM 2025 >> Dominância e canibalização dos SUVs: a categoria SUV saltou de 37,7% para 42,9% de participação total, ganhando 5,18 pontos porcentuais de participação de 2024 para 2025. Este avanço ocorreu diretamente sobre as outras categorias: hatches e sedãs foram os que mais perderam espaço, mostrando que o consumidor prefere migrar de segmento do que manter o formato de carroceria tradicional. >> Resiliência estratégica das picapes: enquanto hatches e sedãs oscilaram negativamente o segmento de picapes manteve estabilidade, +0,8%, preservando quase 19% de share. Isto demonstra que, independentemente da crise nos carros mais populares, o agronegócio e o setor de serviços continuam sendo a âncora de volume e rentabilidade para marcas como Fiat, Ford e Toyota. SUVs consolidam domínio em 2025 Participação, unidades vendidas por segmento e variação sobre 2024 (em mil unidades) 43% SUV | 1 095,6 Hatch | 621,2 24,4% Picapes | 478,4 18,8% Sedãs | 252,2 9,9% Outros | 100,8 3,9% Neste cenário os híbridos leves flex [MHEV] surgem como os grandes heróis do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação. Por serem uma solução de baixo custo e de fácil adoção eles permitem que as montadoras atinjam as metas de eficiência energética sem revolucionar a linha de produção. “O híbrido leve deve ser uma solução rápida e barata para as empresas alcançarem as metas do Mover”, pontua Pagliarini, “com melhoria de 4% a 5% na eficiência, e não muda nada na manutenção ou na cadeia de usados.” GARGALO DA INFRAESTRUTURA Sobre a infraestrutura de carregamento de elétricos no Brasil, embora o volume de eletropostos esteja crescendo, ainda corre atrás do ritmo das vendas. Com frota circulante de eletrificados acima de 600 mil veículos, o índice de 9,03 carros por carregador é preocupante se comparado a padrões internacionais. “A infraestrutura não puxa as vendas, mas o inverso. O aumento nas vendas de veículos eletrificados plug-in ensejará números cada vez maiores de carregadores”, afirma Kalume Neto. Para ele as marcas tradicionais que demoraram a eletrificar suas bases correm mais riscos do que as chinesas de entrada em 2026: “Entendo que as chinesas ainda têm capacidade de crescimento para 15% na participação de mercado no curto prazo. Certamente veremos este índice ser atingido em alguns meses durante o ano”. FIM DO PRECONCEITO COM CHINESES Um dos maiores gargalos para a venda de carros novos é a aceitação do usado na troca. Neste sentido, em 2025, o mercado de seminovos para carros chineses e eletrificados atingiu um ponto de matu-
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