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22 Fevereiro 2026 | AutoData MERCADO » VEÍCULOS LEVES ração. A demanda por modelos plug-in e híbridos usados está quente, superando a desconfiança inicial. Cássio Pagliarini reforça que a qualidade dos produtos chineses atuais dissipou os medos do passado: “No começo, quando era muita novidade, existia alguma restrição. Isso acabou. Hoje, quem procura um seminovo plug-in ou híbrido não encontra facilidade, a demanda está ficando quente. Não vejo problemas para estes veículos porque eles não têm vícios de produção ou fabricação. São bons, confiáveis, econômicos e confortáveis”. Kalume Neto não generaliza mas reconhece que alguns carros elétricos chineses usados superaram a barreira da desvalorização acentuada. Para ele o elétrico BYD Dolphin Mini é um exemplo de modelo muito procurado por motoristas de aplicativos e sua depreciação é baixa por causa da demanda aquecida, em especial por ter custo de propriedade bem menor do que modelos a combustão. “Entretanto esta não é uma tendência constante para todos os modelos de todas as marcas. Varia de marca para marca e de modelo para modelo. Há carro eletrificado que dá prejuízo pois sua depreciação é elevada.” O NOVO EQUILÍBRIO DE FORÇAS O encerramento de 2025 deixa claro que o mercado brasileiro não aceita mais planos baseados apenas em volume por volume. A rentabilidade exige produtos que despertem desejo dos clientes no showroom das concessionárias, enquanto a sobrevivência a longo prazo exige fábricas locais e um projeto claro de eletrificação do powertrain. Com a Volkswagen em ascensão, a BYD aparentemente consolidada dentre os top 10 e as marcas tradicionais sob muita pressão, 2026 será o ano em que a produção nacional decidirá quem continuará na frente e quem dará passos para trás. Com fábrica em operação GWM avança mais rápido no mercado brasileiro Divulgação/GWM

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