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10 FROM THE TOP » RICARDO BASTOS, ABVE Março 2026 | AutoData dos inauguradas no último ano e mais anúncios virão. O processo de localização de conteúdo não acontece da noite para o dia; exige homologação de fornecedores e planos de investimento. Sobre as baterias, que são o coração do veículo elétrico, sustento que o País terá produção nacional de células e baterias para automóveis até o fim do Programa Mover, em 2028. Já montamos sistemas de baterias para ônibus e caminhões em solo nacional, o próximo passo é a escala para os veículos leves. A retomada da alíquota de importação de 35% para veículos híbridos e elétricos, em julho, incentiva a produção local? Com o aumento da alíquota de importação o incentivo econômico para fabricar aqui se torna irresistível para quem quer ter volume. O cenário muda. Muitos fabricantes que estavam apenas testando o mercado com importados agora precisam decidir se querem ser figurantes ou protagonistas no Brasil. Das 29 empresas que estão na fila para entrar na ABVE muitas são fabricantes que buscam entender o ambiente regulatório para investir. Veremos a reabertura de fábricas que estavam ociosas e parcerias estratégicas, principalmente de marcas chinesas com grupos locais. A isenção de imposto foi um estímulo inicial necessário. Agora, quem quiser vender no Brasil em grandes volumes terá que gerar empregos e tecnologia aqui dentro. Segundo acompanhamento da ABVE a frota de modelos eletrificados no País já soma 670 mil unidades, o que representa 1,8% de todos os veículos vendidos nestes últimos catorze anos. Qual é a projeção para a frota e participação dos eletrificados até 2030? Fechamos 2025 com cerca de 9% de participação de mercado. Nossa expectativa é que, até 2030, um em cada três veículos vendidos no Brasil seja eletrificado, ou seja, cerca 30% de participação. Isso significa a venda de algo próximo a 1 milhão de veículos por ano. É um salto ambicioso mas perfeitamente possível dada a velocidade com que os preços estão convergindo e a oferta está aumentando. Quanto à frota total levaríamos décadas para substituir os mais de 50 milhões de veículos em circulação, mas o importante é que a frota nova seja cada vez mais limpa. O impacto ambiental e econômico de 1 milhão de novos eletrificados entrando nas ruas todos os anos, a partir de 2030, será transformador para as nossas cidades. Qual tecnologia de eletrificação será dominante no País a longo prazo? A tendência é substituir modelos a combustão pelos híbridos flex. O Brasil tem essa vocação. No curto prazo os híbridos plug-in levam vantagem porque resolvem a ansiedade de autonomia: o motorista usa o modo elétrico no dia-a- “ O motor flex eletrificado é uma solução tipo jabuticaba maravilhosa que permite ao Brasil reduzir emissões rapidamente enquanto a rede de carregamento se expande.”

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