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12 FROM THE TOP » RICARDO BASTOS, ABVE Março 2026 | AutoData -dia da cidade e o motor a combustão para viagens mais longas. Mas o carro elétrico puro, o BEV, também está se tornando uma escolha racional para frotistas e para quem tem onde carregar em casa, devido ao custo de manutenção baixíssimo e ao valor do quilômetro rodado, que é uma fração do custo da gasolina. Então teremos elétricos puros dominando as frotas urbanas e híbridos plug-in dominando o uso misto. O consumidor brasileiro é muito pragmático, vai escolher a tecnologia que melhor couber no seu bolso e na sua rotina. Por que a ABVE tomou a decisão polêmica de retirar os híbridos leves [conhecidospela sigla MHEV, de mild hybrids electris vehicles] das estatísticas oficiais de vendas de veículos eletrificados no Brasil? Não foi uma decisão política, mas técnica. O híbrido leve de 12V ou 48V não tem tração elétrica própria. O motor elétrico ali serve apenas como um auxiliar para o motor a combustão em momentos específicos, como na partida ou em sistemas de bordo. Ele não oferece ao motorista a experiência de dirigir um “M uitos associados vêm para a ABVE porque seu foco é a eletrificação e eles não se sentem representados por entidades que ainda precisam equilibrar interesses de tecnologias antigas. Não há um antagonismo direto com a Anfavea, mas a ABVE defende bandeiras que atraíram quem quer tornar viáveis os negócios da eletromobilidade no Brasil.” carro elétrico: o torque instantâneo, o silêncio total e a possibilidade de rodar sem queimar uma gota de combustível. Para nós eletromobilidade pressupõe propulsão elétrica. Queremos medir quem realmente está mudando a matriz de consumo de energia nas ruas. Há muita crítica sobre os híbridos plug- -in, alegando que os motoristas não os carregam e usam apenas o motor a combustão na maior parte do tempo, consumindo mais gasolina porque o carro é mais pesado, o que invalida seu benefício ambiental. Como o senhor avalia isso? Essa crítica existe, principalmente na Europa, mas os dados mostram outra realidade no Brasil. Nossas pesquisas mostram que o brasileiro que investe em um carro plug-in está interessado na economia. Ele instala o carregador wallbox em casa e faz a recarga. Mas precisamos de educação contínua e a tecnologia híbrida plug-in é a ferramenta pedagógica ideal: ensina o motorista a ser um usuário de carro elétrico sem o trauma de ficar parado na estrada por falta de energia.

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