23 AutoData | Março 2026 Alavanca do câmbio automático da Sprinter: nove marchas com trocas suaves, mais conforto e redução de custos operacionais. Com dois movimentos coordenados a Mercedes-Benz Cars & Vans espera retomar crescimento e protagonismo nos mercados sul-americanos de veículos comerciais leves. O primeiro passo nesse sentido foi a venda para o Grupo Prestige Auto, em junho de 2025, das operações industriais da fábrica de Virrey del Pino, na Argentina, que está acelerando a produção da Sprinter. O segundo impulso foi dado agora com o lançamento de versões da van com câmbio automático, que quase dobra a oferta do portfólio e amplia as projeções de vendas. A inclusão da caixa automática de nove marchas 9G-Tronic – produzida pela própria fabricante na Alemanha desde 2013, primeiro para equipar um carro, o sedã E 350 – acrescenta mais 26 opções à já extensa linha da Sprinter, que se somam às 27 versões com caixa manual já existentes, totalizando agora uma oferta de 53 diferentes vans para transporte de passageiros e de carga, em três variações de PBT, peso bruto total, de 3,5, 4 e 5 toneladas. Em fevereiro começaram a ser embarcadas da Argentina para o Brasil as primeiras Sprinter automáticas produzidas no Centro Industrial Juan Manuel Fangio. O Brasil é o primeiro país sul-americano a receber a Sprinter G9-Tronic porque é o maior mercado sul-americano da van, que consome mais de 60% da produção argentina. Também é o mercado onde o uso de transmissão automática em veículos comerciais leves está sendo mais valorizado e a adoção avança mais rápido. O primeiro lote chegou no fim de fevereiro para ser distribuído às 156 concessionárias que vendem o modelo no País. MAIS TARDE, NO MOMENTO CERTO Ronald Koning, presidente da Mercedes-Benz Cars & Vans no Brasil, aponta que a nova opção de caixa automática é uma tendência de mercado para este segmento, pois já domina a grande maioria das vendas da Sprinter em países da Europa e também nos Estados Unidos e no Canadá. Há tempos os clientes brasileiros também pediam versões automáticas. Prestes a completar trinta anos no mercado brasileiro a Sprinter produzida na Argentina esteve dentre as primeiras vans a diesel a desembarcar no Brasil, mas a opção automática, já vendida há cinco anos na Europa e América do Norte, tardou mais a dar as caras na América do Sul, pois o preço era impeditivo para a maioria dos frotistas e motoristas autônomos que usam a van. Isto responde por que a Mercedes- -Benz somente agora decidiu introduzir a Sprinter automática nos mercados sul- -americanos. Hoje os ganhos de escala produtiva e a redução de impostos de importação sobre componentes sem produção equivalente na região ajustaram os custos para baixo e permitiram uma oferta de preço razoável para o modelo automático, que, em média, é apenas 5% mais caro do que a versão equivalente com caixa manual de seis marchas. “As condições de mercado mudaram ao longo do tempo e o momento certo de lançar a Sprinter automática foi agora”, avalia Koning. Ele aponta que “no fim das contas a Sprinter automática pode até ser mais barata” quando são levadas em conta as vantagens trazidas, com redução de custos operacionais. Os preços da Sprinter G9-Tronic começam em R$ 274,3 mil – caso da opção 317 chassi-cabine para instalação de carrocerias de carga – e vão a até R$ 500 mil – o modelo 517 para passageiros.
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