35 AutoData | Março 2026 delo seja tão grande quanto o de seu irmão maior, o Corolla Cross, que segue para 21 mercados da América Latina e Caribe. O CONTRATEMPO Antes que o plano de lançamento do Yaris Cross no Brasil pudesse ser completado um literal contratempo turvou o horizonte. Estava tudo pronto, com produção iniciada e vendas previstas para serem abertas em outubro de 2025, mas menos de um mês antes, em 22 de setembro, uma novidade dos imprevisíveis tempos atuais, denominada microexplosão climática, desabou com força macro sobre a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, SP, destruindo completamente a unidade e paralisando, por falta de motores, as linhas de produção de veículos em Indaiatuba e Sorocaba, também localizadas no Interior Paulista. A catástrofe climática, fora de qualquer previsão do tempo, arrancou o teto da fábrica e causou danos estruturais irreparáveis. O saldo do desastre, que felizmente só contabiliza prejuízos materiais, será a reconstrução completa da unidade, que só voltará a produzir plenamente no início de 2028. A resposta ao imprevisto foi de notável resiliência japonesa. Menos de um mês após o desastre a Toyota começou a produzir motores em unidades no Exterior para enviá-los ao Brasil, o que possibilitou a retomada parcial da produção do Corolla Cross em Sorocaba já no início de novembro, cerca de quarenta dias após o desastre. Mas o motor 1.5 flex a ser usado no Yaris Cross tem cabeçote diferente, não era produzido em nenhum outro local no mundo, e o lançamento do carro teve de ser adiado por tempo suficiente para a realização de uma verdadeira operação de guerra até a retomada da produção do novo SUV. As máquinas precisaram ser retiradas da fábrica destruída de Porto Feliz e algumas delas foram temporariamente enviadas para a planta da Indonésia. Alguns fornecedores também começaram a enviar peças para lá. Assim a unidade começou a produzir motores completos e componentes para abastecer a subsidiária brasileira. Atualmente estão sendo importados da Indonésia temporariamente os motores a gasolina completos do Yaris Cross, em menor volume, pois serão instalados em Sorocaba somente nas unidades do SUV destinadas à exportação. Já para o maior volume de produção, os veículos equipados com motores flex para o mercado brasileiro, blocos e cabeçotes estão sendo fundidos na Indonésia, parte deles nas máquinas que estavam na fábrica destruída, e são enviados à Toyota no Brasil para usinagem e montagem final. Esta operação está sendo feita temporariamente em um grande galpão alugado de 37,4 mil m2, em um condomínio industrial localizado na mesma Porto Feliz, o que possibilitou a realocação dos mesmos empregados. Com este arranjo o Yaris Cross foi finalmente lançado no Brasil. A pré-venda foi aberta em novembro, no mesmo mês em que o modelo foi apresentado à imprensa e ao público do Salão do Automóvel de São Paulo. A produção em Sorocaba foi reiniciada no fim de janeiro e as primeiras entregas aos clientes foram feitas a partir do fim de fevereiro. Assim, após quase cinco anos, a Toyota pode enfim completar seu plano de oferecer uma linha completa de SUVs no mercado brasileiro.
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