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41 AutoData | Março 2026 “É a porta de entrada para os clientes que procuram um Toyota híbrido”, resume Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil. Outro atrativo, ele aponta, é a combinação da eletrificação com o motor flex bicombustível gasolina-etanol, uma solução que a fabricante foi pioneira em desenvolver: “Esta tecnologia foi desenvolvida no Brasil e vem evoluindo, já vendemos mais de 100 mil unidades do Corolla sedã e do SUV Corolla Cross com este sistema”. O Yaris Cross foi lançado em cinco versões: três delas – XR, XRE e XRX – são equipadas com motor flex a combustão 1.5 aspirado com injeção direta, que abastecido com etanol gera 122 cv a 6 mil rpm e tem 15,3 kgfm de torque máximo a 4, 8 mil rpm, acoplado a câmbio automático tipo CVT que simula sete marchas, que nas versões XRE e XRX podem ser trocadas manualmente nas borboletas atrás do volante. As outras duas opções são híbridas: XRE Hybrid e XRX Hybrid. Ambas combinam motor flex 1.5 ciclo Atkinson de injeção direta, de 91 cv e torque de 12,3 kgfm a 5,5 mil rpm, com dois motores elétricos de 80 cv e 14,4 kgfm a 5 mil rpm. O conjunto gera potência combinada de 111 cv. A transmissão é a automática Hybrid Transaxle, acoplada diretamente ao eixo de tração. Não há borboletas para trocas manuais, mas no botão seletor o motorista pode escolher o modo de condução Normal, Eco, Power ou EV, de electric vehicle, para tração elétrica por curtas distâncias. PLATAFORMA DNGA NACIONALIZADA O Yaris Cross brasileiro usa o projeto adaptado do SUV produzido pela Toyota na Indonésia e vendido em diversos países do Sudeste Asiático. Diferente do modelo europeu, mais compacto, o SUV agora também fabricado em Sorocaba, SP, é construído sobre a plataforma DNGA, Daihatsu New Global Architecture, utilizada pela marca de veículos populares da Toyota. Eduardo Bennacchio, gerente de engenharia de produto da Toyota no Brasil, conta que o principal desafio para lançar o Yaris Cross no mercado brasileiro foi a nacionalização de boa parte dos componentes, que têm parcela diferente dos já utilizados pelo sedã Corolla e pelo SUV médio Corolla Cross, ambos fabricados sobre plataforma pouco mais sofisticada, a TNGA, Toyota New Global Architecture. “Fizemos um trabalho muito forte neste projeto para nacionalizar a maioria possível dos componentes”, afirma Bennacchio. “O segundo desafio foi adaptar a motorização às condições brasileiras, com uso de etanol ou gasolina E30 [com 30% de etanol], para atingir desempenho compatível com o Proconve L8 [legislação de emissões de poluentes] e com as metas de eficiência energética da política automotiva [Mover]. Todo esse desenvolvimento foi feito em conjunto com a Toyota Motor do Japão e a Toyota Asia.” MAIS ECONÔMICO DA CATEGORIA O resultado do desenvolvimento no Brasil, assinala o engenheiro, é um produto que vai ajudar significativamente a Toyota a cumprir com as metas corporativas de emissões estabelecidas para os próximos anos, que levam em conta não só um carro específico mas a média de todos os modelos vendidos pela empresa no País: “O Yaris Cross híbrido atinge com ampla vantagem essas metas, mas mesmo a versão convencional, sem eletrificação, também tem um excelente desempenho de eficiência energética, em torno de 1,6

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