Março 2026 | AutoData 68 INDÚSTRIA » VWCO 45 ANOS / 30 ANOS DO CONSÓRCIO MODULAR dos trabalhadores – é parte inseparável da estabilidade que o modelo exibe ao longo de três décadas. NOVOS PARCEIROS, NOVAS DEMANDAS O Consórcio Modular de 2026 não é o mesmo de 1996. Ao longo de trinta anos a fábrica incorporou novos parceiros à medida que os produtos e as demandas do mercado evoluíram, e cada incorporação refletiu uma mudança relevante no portfólio ou na tecnologia dos veículos produzidos em Resende. Bastos aponta dois exemplos recentes que ilustram bem essa capacidade de adaptação: “Foi o caso da Moura com as baterias para nosso portfólio elétrico e da Suspensys com as suspensões pneumáticas, que passaram a ser uma demanda do transportador ao longo dos últimos anos”. A entrada da Moura no consórcio representa um símbolo da transformação mais profunda vivida pela fábrica nos últimos anos: a chegada da eletrificação, para montar em área própria todo o sistema de propulsão elétrica do caminhão e-Delivery e do chassis e-Volksbus. Os veículos elétricos são produzidos sob o guarda-chuva do e-Consórcio, formado por dez empresas que fornecem não só componentes mas, também, consultoria e equipamentos, como carregadores e projetos de gestão de energia para transportadoras. Do lado da eletrificação Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas, aclara o significado desta evolução do modelo colaborativo para além da linha de produção: “Na eletrificação esta lógica foi atualizada para um nível ainda mais sofisticado, envolvendo parceiros em baterias, motores, infraestrutura e integração de sistemas. O ponto central não é apenas nacionalizar por nacionalizar mas desenvolver competência local com robustez industrial, capacidade de engenharia e suporte ao cliente. Isso fortalece competitividade, reduz dependências críticas e cria uma base mais sustentável para a nova mobilidade no Brasil”. DIESEL E ELÉTRICO Um dos maiores desafios técnicos dos últimos anos foi integrar à linha de produção veículos com arquiteturas distintas: caminhões diesel com décadas de refinamento de processo e caminhões elétricos com componentes e cuidados de montagem completamente diferentes, em especial os sistemas de alta voltagem. A resposta da fábrica de Resende a esse desafio revela a flexibilidade que foi planejada desde a concepção do Consórcio Modular. Bastos explica o processo: “Nossa linha de montagem de caminhões e ônibus é bastante flexível. Desde sua concepção, construímos um processo altamente adaptável, tanto é que conseguimos produzir no mesmo espaço, que chamamos de Linha 1, caminhões Delivery e Constellation, além de chassis Volksbus. Temos uma linha 2 em que temos os extrapesados da família Meteor e alguns modelos maiores de Volksbus. Para a produção dos modelos elétricos este processo otimizado e flexível nos permitiu incluí-los em parte de nossa linha tradicional, com uma ramificação para um espaço específico, chamada de e-Shop, onde é feita a instalação dos sistemas eletrificados [pela Moura]. Dessa forma não afetamos em nada nossa produtividade por ter veículos que requerem cuidados específicos para sua montagem”. Inauguração da fábrica da VWCO em Resende, em novembro 1996: modelo de produção inédito no mundo com o Consórcio Modular.
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