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101 AutoData | Maio 2026 mesma forma o sistema controlará o carro. Assim como se o motorista estiver sofrendo um ataque cardíaco: o carro será retirado da via e estacionado em segurança. “Por enquanto isto ainda é um conceito, mas uma tendência.” Chang acredita que para este ano, ou no próximo, será possível fornecer o sistema a OEMs em Taiwan, inclusive à Foxconn. E, quem sabe, um próximo passo possa ser apresentá-lo à América Latina. Gerente adjunto da equipe de tecnologia de percepção da divisão de pesquisa e desenvolvimento do ARTC Chung-Yu Yeh reforçou que o foco é realmente o trabalho colaborativo no desenvolvimento de tecnologias que usem a IA a seu favor rumo à condução autônoma. Yeh contou que o ARTC já colaborou com a fabricante de ônibus Master, parceira no Paraguai, com quem Taiwan mantém acordo de cooperação econômica. Independentemente da forma de propulsão do veículo “o importante é promover trânsito mais seguro a partir da tecnologia”. Wayne Chen, gerente de vendas da E-lead Electronic, há 43 anos no mercado, apresentou sistema de drone de reconhecimento projetado para veículos comerciais de grande porte, nos quais os pontos cegos são grande desafio de segurança durante manobras de marcha à ré e curvas. “Uma vez no ar o drone fornece visão aérea em tempo real dos arredores do veículo, dando ao motorista o que descrevemos como um terceiro olho ou até mesmo visão panorâmica. Se o trânsito para ele pode averiguar o motivo, se foi acidente.” O equipamento ainda não está sendo produzido, mas a expectativa é que fique pronto ainda este ano. FOCO EM SEGURANÇA E CONECTIVIDADE Para Rodrigo Vicentini, diretor coordenador do Grupo Temático de Componentes da ABVE, o ponto mais interessante do 360º Mobility foi perceber que o evento não se limitou à exposição de produtos: “A combinação de política pública, pesquisa aplicada e demonstração tecnológica transmitiu mensagem clara: a transição para mobilidade de baixo carbono depende da coordenação da indústria com a tecnologia e com a estratégia nacional”. Neste cenário a descarbonização apareceu não apenas como troca de powertrain mas como agenda mais ampla, envolvendo semicondutores, IA, computação veicular, direção autônoma, novas arquiteturas para veículos eletrificados e até soluções para veículos pesados movidos a hidrogênio. Vice-ministra da Economia Cynthia Kiang contou que recentemente foram investidos US$ 460 bilhões na indústria local, incluindo socorro financeiro e novas pesquisas de olho na expansão dos mercados de maior projeção. Ela avaliou que nos últimos anos a economia de Taiwan tem se mantido estável e com grande potencial de crescimento: em 2025 alcançou a maior taxa de expansão do PIB nos últimos quinze anos, 8,7%, motivado pela exportação e fabricação de novas tecnologias. Para Vicentini, da ABVE, a ilha está enxergando a transição não somente como uma mudança de portfólio de produtos, mas, também, como oportunidade para a transformação industrial e econômica com projetos ainda mais abrangentes que elevarão a eficiência, a competitividade e a produtividade. Que venham os próximos capítulos. Ônibus movido a hidrogênio

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