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AutoData | Maio 2026 23 Exemplo de descentralização da produção automotiva, Polo de Goiana, em Pernambuco, demostra a capacidade de produção multimarcas da Stellantis no Brasil gurança veicular, emissões, certificações técnicas, campanhas de recall, rastreabilidade e padronização regulatória foram, em diferentes momentos, desenvolvidas ou amadurecidas a partir deste diálogo constante da Anfavea com o Estado brasileiro. A forma organizada de interlocução construída pela Anfavea, baseada sempre em estudos técnicos, negociação permanente e construção de consensos tornou-se, ao longo do tempo, inspiração para outras associações industriais e empresariais. E talvez um dos aprendizados mais importantes dessa trajetória tenha sido justamente a compreensão de que a simples resistência raramente produz avanços duradouros. A lógica que passou a prevalecer foi outra: vamos fazer ou, pelo menos, vamos tentar fazer. Esta postura pragmática ajudou o setor a atravessar diferentes governos, crises econômicas e mudanças tecnológicas profundas ao longo do tempo. CRESCER, RESISTIR, REINVENTAR A teoria, no fim, funcionou. O Brasil deixou de ser importador para se tornar produtor de veículos, formando robusta cadeia de fornecedores, desenvolvendo engenharia local e consolidando um dos parques industriais mais relevantes do mundo emergente. Essa trajetória, no entanto, nunca foi linear. A indústria cresceu com força nos anos 60 e 70, ganhou escala e relevância, mas também carregou distorções desde sua origem. Nos anos 80 enfrentou a crise econômica, a inflação e o esgotamento de um modelo fechado – foi a década perdida. Nos anos 90 precisou se reinventar diante da abertura de mercado e da chegada mais intensa da concorrência internacional. Já nos anos 2000 encontrou um novo ciclo de expansão, impulsionado pelo crescimento da economia, pelo avanço do crédito e pela consolidação do Brasil como um dos maiores mercados automotivos globais. E, mais recentemente, enfrentou talvez o período mais desafiador de sua história: pandemia, ruptura de cadeias globais, transformação tecnológica acelerada e mudanças profundas no comportamento do consumidor. Ainda assim, resistiu. 100 MILHÕES: NÚMERO QUE DIZ MUITO Alcançar a marca de 100 milhões de veículos produzidos no País, feito que está sendo atingido também neste 2026, não é apenas um dado estatístico. É a síntese de décadas de investimento, planejamento e capacidade de adaptação. Poucos países conseguiram chegar a esse patamar. E menos ainda com uma Divulgação/Stellantis

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