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50 Maio 2026 | AutoData ANFAVEA 70 ANOS » ARTIGO Ao fim da década de 1950, como parte de um projeto de País, nasceu a indústria automobilística brasileira. Motivadas pelo potencial de mercado diversas e expressivas marcas de carros, caminhões, ônibus e tratores, especialmente europeias e estadunidenses, construíram fábricas aqui. Em pouco tempo a indústria automobilística nascente tornou-se geradora expressiva de empregos e de renda, incentivando a migração interna para seus polos produtivos e abrindo espaço de desenvolvimento para a indústria metalúrgica e de autopeças. No início da década de 1990 o mercado brasileiro era fechado, tanto para veículos quanto para autopeças, mas também para a indústria eletro-eletrôCâmara Setorial Automotiva impulsiona um novo rumo Luiz Adelar Scheuer foi presidente da Anfavea de 1992 a 1995 e vicepresidente de Recursos Humanos e Relações Governamentais da Mercedes-Benz do Brasil nica, protegida pela Lei da Informática. O Brasil era, até então, o oitavo produtor mundial de veículos. Estes veículos, no entanto, eram construídos com equipamentos e máquinário de tecnologia superadas. Estes veículos eram carentes dos novos recursos de informática e eletrônica embarcada. No campo institucional o Brasil optou por adotar liberdades democráticas no campo da economia, da tecnologia, e de todo o tipo de responsabilidades com o social. O grande desafio era encontrar formas de fazê-lo, criando condições de consolidação e expansão do mercado, de modernização dos meios de produção, de proteção ao meio ambiente e da qualificação dessa mão-de-obra que crescia rapidamente. No início da década de 90, em especial entre os anos de 1992 a 1995, governo, indústria, concessionários e trabalhadores tomaram a correta decisão de sentar-se à mesa de negociações, de uma forma organizada e responsável, naquilo que chamamos de Câmara Setorial Automotiva. Como temas centrais tínhamos: o crescimento do mercado, a modernização da indústria, dos meios de produção e dos produtos, com inclusão da eletrônica embarcada que permitia a otimização da qualidade da produção, a redução das emissões e do consumo de combustíveis e também da carga tributária, requalificando a mão de obra e gerando empregos. A Câmara Setorial Automotiva, num valioso consenso de governo com indústria, comércio e trabalhadores, gerou um novo e grande momento para a indústria automotiva brasileira. O período foi marcado por abertura do mercado e manutenção de empregos e atração de imediato de grande número de marcas, especialmente com origem no Japão, na Coreia e na França. Mais recentemente vieram as marcas chinesas. A década de 1990 demonstrou que a construção de um futuro melhor passa pelo diálogo e pela união de forças.

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