59 AutoData | Maio 2026 turas e a redimensionar suas operações. Mais do que uma queda de vendas o período expôs fragilidades estruturais que haviam sido encobertas pelo crescimento acelerado dos anos anteriores. Diante deste cenário a reação passou, novamente, pela articulação da Anfavea. Coube à entidade intensificar o diálogo com o governo e com os diversos elos da cadeia produtiva em busca de medidas para preservar a base industrial construída ao longo de décadas. Neste contexto iniciativas como o Inovar-Auto, na primeira metade da década, buscaram estimular investimentos e eficiência energética para equilibrar a crescente pressão das importações. Ainda assim os desafios se mostraram mais amplos. A evolução tecnológica da indústria global, somada à necessidade de aumento de competitividade, passou a exigir uma agenda mais estruturada e de longo prazo. E foi neste ambiente que, já no fim da década, após longo período de negociação, surgiu o Rota 2030, com foco em eficiência energética, segurança e desenvolvimento tecnológico. INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL Foi também nesta década, e principalmente durante a gestão de Luiz Moan, que as relações institucionais da Anfavea passaram por um novo processo de fortalecimento e modernização. O Brasil ampliou sua inserção no ambiente automotivo internacional, com sua participação junto à OICA, entidade sediada na Europa que reúne as associações nacionais de fabricantes de veículos de todo o mundo. Esta aproximação permitiu ao setor automotivo brasileiro acompanhar as transformações globais, ampliando sua participação em debates internacionais ligados a competitividade, políticas industriais, regulamentações técnicas, segurança veicular, emissões, sustentabilidade, conectividade e novas tecnologias. Mais do que uma aproximação institucional este movimento representou um passo importante no processo de integração da indústria brasileira ao cenário automotivo global. O País passou a ter acesso às discussões estratégicas que começavam a redefinir os rumos da mobilidade mundial e atravessava profundas transformações tecnológicas. As entidades representativas dos diferentes segmentos do setor automotivo – montadoras, fabricantes de autopeças, concessionários e associações ligadas à cadeia produtiva –, em paralelo, passaram a atuar de forma mais coordenada e integrada. Diante de desafios cada vez mais complexos consolidou-se a percepção de que muitos dos problemas estruturais da indústria exigiam posicionamentos con2010 – 2013 Cledorvino Belini 2013 – 2016 Luiz Moan Yabiku Junior 2016 – 2019 Antonio Megale Fábrica da Hyundai em Piracicaba, SP – 2012 Fábrica da Toyota em Sorocaba, SP – 2012 Divulgação/Toyota Divulgação/Hyundai
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=