BAG DESEMPENHO & PERFIL PERFORMANCE & PROFILE BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 12 Com a taxa Selic subindo sucessivamente o crédito, principal motor do mercado, foi ficando cada vez mais caro, pois os bancos elevaram sobremaneira os juros para financiamento de veículos, dificultando a compra de modelos zero-quilômetro. Outro movimento que impediu o incremento do mercado automotivo foi a inadimplência, que também avançou em 2025, chegando a 5,4% em novembro para pessoas físicas. Este movimento tornou ainda mais restrito o acesso ao crédito, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Com todos esses fatores atuando contra o consumo, mesmo com taxas recordes de ocupação do mercado de trabalho, as quatro altas na taxa Selic durante o primeiro semestre e a demanda menor do que a esperada fez a Fenabrave, que reúne os concessionários, revisar suas projeções, principalmente por causa da grande queda nas vendas de caminhões, e em julho anunciou uma nova projeção que pretendia alta de 4,4% das vendas com 2 milhões 751 mil unidades. Este índice e este número foram novamente revisados em outubro, desta vez pelo mau desempenho de automóveis e comerciais leves no varejo, caindo para 2 milhões 702 mil vendas, expansão de 2,6% sobre 2024. A Anfavea apostou um pouco mais na sua projeção inicial, sustentando os números até agosto, esperando uma reação do mercado, ainda que alertasse desde o primeiro semestre que o segmento de caminhões estava sofrendo muito com os juros altos para financiamentos e não dava sinais de recuperação. A nova projeção da Anfavea foi de 2 milhões 765 mil vendas, expansão de 5% sobre 2024, índice que foi sustentado até o fim do ano, mesmo com o seu presidente, Igor Calvet, reconhecendo no começo de outubro que seria difícil a indústria atingir os volumes necessários em três meses para chegar nos números projetados. No caso da produção, que fica a cargo da Anfavea contabilizar o desempenho, a entidade começou 2025 esperando 2 milhões 749 mil unidades, com alta de 7,8% sobre 2024, desejo que foi mantido na revisão em agosto porque na visão da entidade a menor demanda do mercado interno seria compensada pelas exportações. No fim de 2025 as fabricantes instaladas no Brasil fabricaram 2 milhões 644 mil veículos, volume 3,5% superior ao de 2024. A visão da Anfavea com relação às exportações se confirmou na revisão das projeções, pois a inicial era de 428 mil veículos, crescimento de 7,5% sobre 2024. Porém, com a forte retomada do mercado With the Selic rate rising successively, credit, the main engine of the market, became increasingly expensive, as banks sharply raised interest rates for vehicle financing, making the purchase of new models more difficult. Another factor that hindered the automotive market’s growth was the rise in default rates, which also increased in 2025, reaching 5.4% in November for individuals. This further restricted access to credit for both individuals and companies. Despite record-high employment rates, the four Selic hikes in the first semester and lowerthan-expected demand led Fenabrave, the dealers association, to revise its forecast, mainly due to a significant drop in truck sales. In July, a new projection anticipated a 4.4% increase in sales, totaling 2.75 million units. This figure was revised again in October, this time due to poor retail performance of cars and light commercial vehicles, dropping to 2.7 million sales, a 2.6% increase over 2024. Anfavea maintained a slightly more optimistic initial projection, holding the numbers until August and expecting a market rebound, although it warned since the first semester that the truck segment was suffering from high financing rates and showed no signs of recovery. The new Anfavea projection was 2.76 million sales, a 5% increase over 2024, a figure sustained until year-end, even as its president, Igor Calvet, acknowledged in early October that it would be difficult for the industry to reach the projected volumes in the final three months. Regarding production, which is tracked by Anfavea, the entity began 2025 expecting 2.75 million units, a 7.8% increase over 2024, a target Alf Ribeiro/shutterstock
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