BrazilAutomotiveGuide_2026

BAG FABRICANTES INDEPENDENTES DE MOTORES PESADOS  INDEPENDENT HEAVY DUTY ENGINES MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 139 Cristian Malevic, diretor da unidade de negócios energia e descarbonização da Tupy MWM, ressaltou que diante das incertezas é imperativa a postergação da renovação da frota – e, portanto, o mercado de reposição de peças cresce em detrimento do envelhecimento dos veículos em circulação. Neste cenário o custo do capital também torna desafiadora a aprovação de projetos internamente: “Percebemos os híbridos vindo com mais força em alguns segmentos, como nos pesados, que começam a explorar mais o biometano e o gás natural como alternativa. Só que executar a injeção de recursos em projetos com volumes ligados a nicho trazem desafio grande”. Outro ponto ressaltado por Malevic é que, mesmo com a reação da Argentina em 2025, e com uma maior demanda na região, ao mesmo tempo também cresce a maciça presença de produtos da Ásia: “Nossas barreiras são maiores na competição pelo mercado latino-americano”. MUDANÇAS NO MIX Diretor de vendas da Cummins, Antônio Almeida aponta que a situação de dificuldades macroeconômicas no mercado doméstico acabou alterando o mix de vendas. Se os caminhões pesados e extrapesados são mais caros e, portanto, representam maior necessidade acesso ao crédito, houve, além do represamento da compra, a migração para veículos menores e mais baratos, leves e médios, o que, segundo ele, sustentou a produção em boa parte do ano. “Assim continuamos utilizando nossa capacidade fabril, o que foi ajudado pela manutenção da exportação para o México e outros países da região.” De acordo com ele no segmento de agricultura a Cummins observou recuperação, principalmente em pulverizadores, em que a empresa tem 50% de participação no fornecimento de motores. “Em construção seguimos firmes com 13% a 15% do market share. Apesar de ter sido ano de altos e baixos, e da queda em caminhões, vemos resiliência nos nossos volumes.” Amauri Parizoto, diretor comercial da FPT Industrial para a América Latina, concorda que o cenário de 2025 foi bastante desafiador para caminhões, o que trouxe queda nas vendas de motores de 4% até setembro: “A perspectiva é que este nível se mantenha nos próximos meses. Não vemos recuperação por ora. O mesmo vale para máquinas agrícolas”. A despeito das dificuldades, que adentram 2026, ele conta que fora do Grupo Iveco a FPT recebeu Cristian Malevic, head of energy and decarbonization at Tupy MWM, emphasized that, given the prevailing uncertainties, fleet renewal is being postponed — leading to increased demand for replacement parts as vehicles in operation continue to age. In this scenario, the cost of capital further complicates internal project approvals: “We’re seeing hybrids gain traction in certain segments, particularly heavy-duty, where biogas and natural gas are emerging as alternatives. However, channeling resources into projects with niche volumes presents a major challenge,” he noted. Malevic also highlighted that, despite Argentina’s rebound in 2025 and rising demand in the region, there’s a surge in Asian products: “Our barriers to competing in the Latin American market are higher than ever,” he said SHIFTING SALES MIX Antônio Almeida, sales director at Cummins, pointed out that macroeconomic difficulties in the domestic market have altered the sales mix. Heavy and extra-heavy trucks, which require more accessible credit due to their higher price tags, saw purchases deferred and a shift toward smaller and cheaper models, light and mediumduty vehicles. This, according to Almeida, sustained production for much of the last year. “We kept our manufacturing lines running, supported by ongoing exports to Mexico and other regional markets,” he explained. In the agricultural segment, Cummins saw a recovery, especially in sprayers, where the company engines holds a 50% market share: “In construction, we remain strong with a 13–15% share. Despite a volatile year and a downturn in trucks, our volumes have shown resilience,” Almeida added. Amauri Parizoto, commercial director for Latin America at FPT Industrial, agreed that 2025 was particularly challenging for trucks, with a 4% drop in engine sales through September: “We expect this level to persist into the following months. There’s no sign of recovery yet, and the same holds for agricultural machinery,” he said. Despite these headwinds, which continue into 2026, Parizoto shared that outside the Iveco Group, FPT received a one-off order from a client exceeding their total purchases for all of 2025, prompting the cancellation of collective holidays for a specific production line to fulfill the order by

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