BAG FABRICANTES DE PNEUS TIRE MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 146 duto valorizado para ser transformado em insumo para fornos de cimenteiras e fabricantes de asfalto. Cita a Reciclanip, considerada uma das maiores iniciativas da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo, com coleta e destinação de pneus inservíveis, comparável aos maiores programas de reciclagem desenvolvidos no País, em especial ao de latas de alumínio e embalagens de defensivos agrícolas. Outro eixo é o de acesso ao mercado com manutenção de medidas antidumping e redução das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Navarro destaca que os Estados Unidos representam 37% das exportações do setor, seguidos por Argentina e México. Como medidas de proteção do mercado nacional cita a renovação do sistema antidumping de cinco anos para pneus de motos da China, Tailândia e Vietnã, contra produtos agrícolas vindos da Índia e a renovação do índice de 25% do imposto de importação sobre pneus de passeio por mais doze meses. Navarro ressalta preocupação adicional com o mercado de pneus de carga diante da forte queda no segmento de caminhões. Atualmente 55% são produtos importados, com imposto de 16%. O dirigente propõe discussão mais profunda sobre a capacidade dos pneus nacionais de até 2,8 recauchutagens, enquanto a dos importados é de 0,6: “Se fizer o cálculo por quilômetro rodado o nacional é mais competitivo. Neste segmento já temos mais de quinhentos modelos aptos a linhas de financiamento do BNDES. Teremos um olhar mais intenso para cargas”. Sobre investimentos no setor Navarro avalia que o parque industrial tem capacidade instalada para atender às futuras demandas do mercado. Argumenta que os recursos devem ser dedicados ao desenvolvimento de tecnologias mais limpas, aprimoramento de linhas e melhoria da produção: “Temos uma visão de otimismo cauteloso para 2026. As sinalizações por mudanças são positivas. Mas caso medidas não sejam adotadas a situação piorará a um ponto de as empresas repensarem se vale a pena produzir aqui”. manufacturers. He mentions Reciclanip, considered one of the largest post-consumer responsibility initiatives in the Brazilian industry, with the collection and disposal of scrap tires — comparable to the country’s largest recycling programs, such as those for aluminum cans and pesticide packaging. Another focus is market access, with the maintenance of anti-dumping measures and the reduction of tariffs imposed by Donald Trump’s government. Navarro notes that the United States accounts for 37% of the sector’s exports, followed by Argentina and Mexico. As protective measures for the domestic market, he cites the renewal of the five-year antidumping system for motorcycle tires from China, Thailand, and Vietnam, actions against agricultural products from India, and the extension of the 25% import tax on passenger car tires for another twelve months. Navarro also expresses additional concern about the freight market, given the sharp decline in the truck segment. Currently, 55% of truck tires are imported, with a 16% import tax. He proposes a deeper discussion about the fact that domestic truck tires can be retreaded up to 2.8 times, compared to just 0.6 times for imports: “If you calculate cost per kilometer, domestic tires are more competitive. In this segment, we already have over five hundred models eligible for BNDES financing. We will focus more intensely on freight.” Regarding investments, Navarro believes the industrial park has the installed capacity to meet future market demands. He argues that resources should be directed toward developing cleaner technologies, improving production lines, and enhancing manufacturing: “We have a cautiously optimistic outlook for 2026. The signs of change are positive. But if measures are not adopted, the situation could deteriorate to the point where companies reconsider whether it’s worth producing here.”
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