BrazilAutomotiveGuide_2026

BAG FABRICANTES DE CAMINHÕES  HEAVY DUTY TRUCK MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 39 mais caro e que dependem de financiamento para renovar ou ampliar a frota, acumulou queda 12,1% no ano passado, com relação a 2024, com 124,1 mil veículos, de acordo com a Anfavea. No total foram vendidos 113,5 mil caminhões, 9,2% abaixo de 2024. A procura por pesados, que representam 45% do mercado, caiu 20,6% neste período. Segundo a Anfavea, o volume de pesados comercializado foi de quase 50 mil unidades em 2025 O desempenho do segmento de veículos comerciais de carga só não foi pior por causa do desempenho de médios e semipesados, crescimento de 33,2% e 4,9%, respectivamente, que registraram alguma migração na procura ao se tornarem opção para quem não podia adiar a compra. Mas, ainda assim, a indústria deixou de fabricar 17,2 mil unidades no ano passado. Para 2026 é aguardada a venda de 136 mil unidades somando caminhões e ônibus, queda de apenas 0,5% sobre o péssimo desempenho de 2025, e a fabricação de 154 mil unidades destes dois segmentos, 1,4% mais que no ano passado. A Anfavea não apresentou projeções individuais para o segmento de caminhões. “Temos problema sério que precisa ser solucionado. A Selic em 15% ao ano é impeditivo à compra de novos veículos e as empresas estão adiando os seus investimentos, mesmo com PIB positivo e volume de safra relevante”, diz Igor Calvet. Ele avalia que não há perspectiva de melhora nos primeiros meses deste ano porque o Copom deve iniciar uma leve redução da Selic somente em meados de março, possivelmente passando de 15% para 14,75% ao ano – a projeção do Boletim Focus é que os juros cheguem em 12% ao ano só em dezembro. Todo este movimento de queda nos juros deverá surtir efeito mais significativo na demanda só a partir de outubro, por isto Calvet acredita que 2026 será um ano de recuperação lenta, ainda que consistente. Na avaliação de Gregori Boschi, que realizou as projeções por meio de sua consultoria Boschi Inteligência de Mercado, a BIM³, o cenário favorece apenas grandes grupos, enquanto o autônomo, descapitalizado, perdeu completamente a capacidade de compra. EXPORTAÇÕES DEVEM CAIR Contraponto deve ocorrer com as exportações de caminhões, que encerraram 2025 com 27 mil high interest rates and scarce credit. Production dropped 12.1% last year compared to 2024, totaling 124.1 thousand vehicles, according to Anfavea. In total, 113.5 thousand trucks were sold, a 9.2% decrease from 2024. Demand for heavy trucks, which account for 45% of the market, fell by 20.6% during this period. According to Anfavea, the volume of heavy trucks sold was almost 50 thousand units in 2025. The performance of the commercial vehicle segment would have been even worse if not for the results of medium and semi-heavy trucks, which saw growth of 33.2% and 4.9%, respectively. These categories became alternatives for buyers who could not postpone their purchases. Even so, the industry produced 17.2 thousand fewer units last year. For 2026, sales of 136 thousand units — combining trucks and buses — are expected, a drop of just 0.5% over the poor performance of 2025, and production of 154 thousand units in these two segments, 1.4% more than last year. Anfavea did not provide individual projections for the truck segment. “We have a serious problem that needs to be solved. The Selic rate at 15% per year is a barrier to purchasing new vehicles, and companies are postponing investments, even with positive GDP and significant crop volumes,” says Igor Calvet. He believes there is no prospect of improvement in the early months of this year, as the Central Bank’s Monetary Policy Committee (Copom) is expected to start a slight reduction in the Selic rate only around mid-March, possibly dropping from 15% to 14.75% per year— the Central Bank’s Focus Bulletin projects Selic interest rates to reach 12% per year only in December. This entire downward movement in interest rates should only have a more significant effect on demand starting in October, which is why Calvet expects 2026 to be a year of slow, albeit steady, recovery. According to Gregori Boschi, who made projections through his Boschi Market Intelligence (BIM³), the scenario favors only large groups, while independent truckers, who are decapitalized, have completely lost purchasing power. EXPORTS EXPECTED TO DECLINE A counterpoint should come from exports of trucks, which closed 2025 with 27 thousand units,

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