BAG FABRICANTES DE IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS ROAD TRANSPORT EQUIPMENT MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 75 dança de perfil do mercado”, avalia José Carlos Spricigo, presidente da Anfir, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários. Em 2025 a entidade contabilizou 159,2 mil unidades vendidas, recuo de 6,28% na comparação com 2024. Os veículos rebocados, carretas, apuram queda de quase 20%, para 71 mil unidades, enquanto a carrocerias de carga sobre chassis somaram 78,2 mil, alta de 11%. Para 2026 a expectativa de Spricigo é de repetir 150 mil equipamentos vendidos. Do total, em torno de 80 mil devem ser carrocerias sobre chassi e 71 mil carretas – para 2025 a estimativa inicial era de 75 mil unidades, ajustada ao longo do ano. TRANSIÇÃO NO PERFIL DOS PRODUTOS Com a mudança nos produtos transportados também se alteraram os modelos mais demandados no mercado. Carga fechada, porta-contêineres e baús lonados ganharam tração, ocupando o espaço dos basculantes. Para Spricigo esta tendência seguirá em 2026, com o incremento de vendas de duas configurações de forma específica. Com a recente introdução da tabela de preços, que deve remunerar melhor o transportador e o autônomo, o rodotrem ganhará maior representatividade no transporte rodoviário, ocupando espaço do quarto eixo, que domina 23% do mercado. O presidente também projeta uma forte reação no equipamento florestal para atender demandas no Mato Grosso, onde há projetos que totalizam mais de R$ 100 bilhões de investimentos. “Será uma grande oportunidade e vai puxar o negócio”, reforça. Situação oposta tende a ocorrer na área agrícola em razão da redução dos preços internacionais das commodities, como soja. “Agricultores terão de ajustar os custos com esta nova realidade de mercado. Por decorrência, as compras de equipamentos devem ser mais contidas”, avalia. O mesmo é esperado na atividade sucroalcooleira. Segundo informações, os canaviais do Interior de São Paulo ainda não se recuperaram das queimadas e os atuais níveis de chuva estão abaixo do necessário, empurrando compras de equipamentos para 2027. Outro mercado que deve seguir negativo é o de locação, que fez muitas aquisições em anos anteriores, mas praticamente parou em 2025, situação que tende a seguir neste ano.:“Houve a devolução de equipamentos do setor não industrial. Isto criou, inclusive, concorrência com a indústria. Quando não consegue locar, coloca à venda”, registra Spricigo. Spricigo, president of Anfir, National Association of Road Implement Manufacturers. In 2025, the association recorded 159.2 thousand units sold, a decline of 6.28% compared to 2024. Towed vehicles, traillers, saw a drop of nearly 20%, down to 71 thousand units, while the light segment rose to 78.2 thousand, an increase of 11%. For 2026, Spricigo expects sales to repeat at around 150 thousand units. Of this total, approximately 80 thousand should be chassismounted bodies and 71 thousand traillers — the initial estimate for 2025 was 75 thousand units, later adjusted throughout the year. PRODUCT PROFILE TRANSITION With changes in transported goods, the most demanded models in the market have also shifted. Closed cargo, container carriers, and curtainsided vans have gained traction, taking the place of dump trucks. According to Spricigo, this trend will continue in 2026, with increased sales of two specific configurations. The recent introduction of a pricing table, which should better compensate carriers and owner-operators, is expected to boost the market share of road trains, taking space from the fourth axle, which currently dominates 23% of the market. The president also anticipates a strong rebound in forestry equipment to meet demand in Mato Grosso, where projects total investments exceeding R$ 100 billion. “This will be a major opportunity and will drive business,” he emphasizes. The opposite is likely in the agricultural sector due to falling international commodity prices, such as soybeans. “Farmers will need to adjust costs to this new market reality. Consequently, equipment purchases should be more restrained,” he evaluates. The same is expected in the sugarcane industry. Reports indicate that fields in São Paulo’s interior have yet to recover from fires, and current rainfall levels are below requirements, pushing equipment purchases to 2027. Another market expected to remain negative is rental, which made many acquisitions in previous years but virtually halted in 2025, a trend likely to continue this year: “There was a return of equipment from the non-industrial sector. This even created competition with the industry.
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