BAG FABRICANTES DE ÔNIBUS BUS MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 87 segundo é um viés de baixa de até 5%. Segundo Ruben Bisi, presidente da Fabus, Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, “em função da grande quantidade de variáveis está muito difícil fazer uma projeção mais apropriada para 2026”. Até o fechamento desta edição do BAG a Fabus não havia fechado os números do ano passado. O executivo, contudo, elenca como fatores positivos para o desempenho do setor a continuidade do crescimento do turismo interno, o custo ainda elevado das passagens aéreas, os investimentos do setor em mais qualidade nos ônibus, o surgimento de novos grupos privados, especialmente pós-COP30, interessados em acelerar a descarbonização, e o PAC da Mobilidade, que pode receber mais recursos para o financiamento da infraestrutura e de veículos urbanos. Também terá influência a nova ata do programa Caminho da Escola, para compra de mais 7,5 mil unidades, e do incremento nas exportações, em especial para a Argentina. Bisi ainda inclui o apoio das prefeituras para subsidiar e, em muitos casos, zerar o preço da tarifa urbana. Destaca que 245 cidades já subsidiam as tarifas e 170 têm custo zero para o passageiro. Ele estima que 15% das cidades com transporte público têm média de 34% de subsídios. Apesar do aumento na venda de produtos com foco na descarbonização das emissões, como elétricos e biometano, Bisi avalia que a transição energética ainda é lenta e pouco significativa: “A mudança se concentra em número limitado de municípios, como São Paulo, Goiânia, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Salvador”. Ele ressalta que, mesmo com as vantagens ambientais e operacionais, o custo de aquisição da tecnologia é muito elevado. “A tarifa atual não cobre o investimento”, destaca, ao mesmo tempo em que propõe debate sobre uma lei que crie caminhos para esta transição: “Nenhum veículo com combustível alternativo é hoje sustentável financeiramente sem que haja apoio público”. Bisi entende que, diante do quadro atual, os modelos com motorização diesel Euro 6, que garante economia de até 9% no consumo do combustível, ainda é o mais viável. EXPORTAÇÕES EM DESTAQUE O mercado externo, assim como em 2025, deve continuar com resultados positivos. O acumulado do ano passado, com alta de quase 30%, com total de 3,7 mil produtos exportados, especialmente para to a downside risk of up to 5%. According to Ruben Bisi, president of Fabus (National Association of Bus Manufacturers), “Given the sheer number of moving parts, it’s extremely challenging to make a more precise forecast for 2026.” As of this edition’s closing, Fabus had not finalized last year’s numbers. However, Bisi highlights several tailwinds for the sector: continued growth in domestic tourism, persistently high airfares, ongoing investments in bus quality, the emergence of new private groups — especially post-COP30 —k een to accelerate decarbonization, and the Mobility PAC, which may see increased funding for urban vehicle and infrastructure financing. Also influential will be the new round of the Caminho da Escola program, targeting the purchase of an additional 7.5 thousand units, and a boost in exports, particularly to Argentina. Bisi also notes municipal support for subsidizing, and in many cases, fully covering urban fare costs. He points out that 245 cities already subsidize fares, with 170 offering zero-fare rides. He estimates that in 15% of cities with public transport, subsidies average 34%. Despite the increase in sales of products focused on decarbonizing emissions, such as electric and biomethane buses, Bisi assesses that the energy transition remains slow and marginal: “The shift is concentrated in a handful of municipalities, like São Paulo, Goiânia, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, and Salvador.” He underscores that, despite environmental and operational advantages, the acquisition cost of these technologies remains prohibitively high. “Current fare structures don’t cover the investment,” he emphasizes, while advocating for legislative debate to pave the way for this transition: “No alternative-fuel vehicle is financially viable today without public support.” Given the current landscape, Bisi believes that Euro 6 diesel models, which deliver up to 9% fuel savings, remain the most feasible option. EXPORTS IN THE SPOTLIGHT The international markets, as in 2025, is expected to continue delivering positive results to bus manufacturers. Last year’s cumulative exports surged nearly 30%, totaling 3.7 thousand units, with Argentina as the primary destination. Peru, Chile, Colombia, and the Middle East are also expected to remain key buyers.
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