BrazilAutomotiveGuide_2026

BAG FABRICANTES DE AUTOPEÇAS/SISTEMISTAS  AUTOPARTS/SYSTEMS MANUFACTURERS BRAZIL AUTOMTIVE GUIDE JAN 2026 | AUTODATA 97 Quanto à expectativa de investimentos para este ano a cifra é a mesma da do ano passado: R$ 6,6 bilhões. Apesar do pé no freio da produção de veículos o aporte vem sendo mantido por fornecedores de novas montadoras e pela modernização do setor, graças ao estímulo do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação. Mas este movimento não deverá se sustentar por muito tempo, uma vez que a taxa básica de juros continuará em patamar elevado, de 15% ao ano com pequena redução para 12% ao ano ao término de 2026. Os recursos injetados visam a atender à renovação de portfólio de produtos e novas tecnologias para promover a transição energética, e não em aumento da capacidade produtiva, uma vez que existe ociosidade, agravada pela chegada de novas marcas chinesas. MAIS COMPETIDORES Não é vista com maus olhos a maior concorrência no mercado brasileiro, apontou o presidente do Sindipeças, Cláudio Sahad: “Empresas, não só chinesas, estrangeiras, que venham ao Brasil e queiram produzir aqui usando a cadeia de fornecimento brasileira são sempre bem-vindas. As que querem vir para cá importar, fazer CKD, nós repudiamos”. Algumas empresas levantam a questão da especificidade do mercado nacional, muitas vezes não respeitado pelos novos entrantes. O responsável pela operação da Bridgestone no Brasil, Lafaiete Oliveira, apontou que, em muitos casos, a competição não se dá comparando os mesmos itens: “Os produtos têm de se equivaler tecnicamente para concorrer de forma igual no mercado. Os nossos pneus para veículos pesados são desenvolvidos e produzidos para serem recapados, pelo menos, duas vezes, como exige a legislação local, mas os asiáticos não suportam nem a primeira recapagem e são vendidos no mercado de reposição”. Ricardo Rodrigues, responsável pela operação da Aumovio no Brasil, criada a partir de spin-off da Continental, reforça a preocupação sobre a igualdade de condições para todas as empresas: “Toda empresa nova é bem-vinda no Brasil mas precisamos que eles joguem o mesmo jogo que o nosso. Que produzam localmente, gerem empregos e sigam as mesmas regras”. Por isto uma das bandeiras do Sindipeças é a revisão, por parte do governo, das regras de concessão de ex-tarifários. Hoje mais de 9 mil itens As for investment expectations for this year, the figure remains the same as last year: R$ 6.6 billion. Despite the slowdown in vehicle production, investments are being maintained by suppliers of new automakers and by the sector’s modernization, thanks to the stimulus from the Mover (Green Mobility and Innovation Program). However, this trend is unlikely to be sustained for long, since the base interest rate will remain high, 15% per year, with a slight reduction to 12% by the end of 2026. The resources injected are aimed at renewing product portfolios and new technologies to promote the energy transition, not at increasing production capacity, given the existing idle capacity, which has been exacerbated by the arrival of new Chinese brands. MORE COMPETITORS The increase in competition in the Brazilian market is not viewed negatively, according to Sindipeças’ president Cláudio Sahad: “Companies, not just Chinese but foreign ones in general, that come to Brazil and want to produce here using the Brazilian supply chain are always welcome. Those who want to come here just to import, do CKD, we reject.” Some companies raise the issue of the specificity of the domestic market, which is often not respected by new entrants. Lafaiete Oliveira, head of Bridgestone’s operations in Brazil, pointed out that, in many cases, competition does not involve comparing the same rules: “Products must be technically equivalent to compete fairly in the market. Our heavy-duty vehicle tires are developed and manufactured to be retreaded at least twice, as required by local legislation, but Asian tires do not withstand even the first retreading and are sold in the replacement market.” Ricardo Rodrigues, head of Aumovio’s operations in Brazil — a company created from a Continental spin-off — reinforces the concern about equal conditions for all companies: “Every new company is welcome in Brazil, but we need them to play by the same rules as we do. They should produce locally, generate jobs, and follow the same regulations.” For this reason, one of Sindipeças’ main demands is for the government to review the rules for granting tariff benefits. Today, more than 9 thousand items enjoy exemption of import taxes.

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