Guia_Caminhoes2017

Guia da Indústria de Caminhões, Implementos e Componentes Novembro | 2017 13 os números de 2016 e alcance 20% em 2018. “Historicamente, não se tinha vendas até o Car- naval. Agora, já temos volumes expressivos para o início do próximo ano”, explicou. As projeções para 2017 indicam emplaca- mentos de 23 mil a 24 mil veículos rebocados e 40 mil carrocerias sobre chassi. Para 2018, Braga projeta a entrega de 26 mil a 27 mil veículos na linha pesada e perto de 50 mil na leve, acrésci- mos de 15% a 20%. “Há premissas bem claras para a retomada do consumo no próximo ano. Já existem boas indicações de demanda em setores como o de bebidas, que consomem carrocerias sobre chassi”, afirmou. David Randon, diretor-presidente das Em- presas Randon, de Caxias do Sul, RS, projetou para o próximo ano expansão de 5% a 10% nos negócios, dependendo do segmento. Acredita que o primeiro semestre será mais intenso, pois o segundo ainda é uma incógnita em função das eleições. Para 2017, estima desempenho seme- lhante ao do ano passado. A organização progra- mou para o primeiro semestre de 2018 o início operacional da nova fábrica em Araraquara, SP, para produção de modelos canavieiro e bascu- lante, além de vagões ferroviários. Para Randon, medidas já adotadas, como re- dução de juros, definição de políticas de finan- ciamento por parte do BNDES e aprovação da Reforma Trabalhista, são essenciais para a reto- mada da economia. Mas reconhece que é preci- so avançar mais, como na questão da Previdên- cia: “Acredito que mais à frente o crescimento seja mais rápido. Tem investidor querendo tra- zer recursos para o Brasil, mas segue cauteloso”. Após a forte retração na produção e recei- ta em 2015 e 2016, a Librelato, fabricante de implementos rodoviários de Içará, SC, projeta crescimento de 15% em 2018. Para o CEO José Carlos Spricigo, o emplacamento de veículos re- bocados vai girar entre 28 mil a 30 mil unidades. Para ele, haverá liquidez no mercado, resultado da queda de juros, que também influenciará na busca de outras formas de financiamento, como CDC e leasing. “Estes produtos estarão, em 2018, ainda mais competitivos”, estimou. O executivo também confirmou aportes de US$ 15 milhões até 2022. No curto prazo serão investidos US$ 2,5 milhões para ampliar em mais 7,5 mil m² a fábrica de Içará 2. Também há aportes na aquisição de gabaritos automatiza- dos e robôs para solda mig, medida que reper- cutirá em ganhos de produtividade. Em 1º de novembro foi reaberta a unidade de Içará 1, que havia sido fechada dentro da reestruturação do grupo para fazer frente à crise. 10%MENOS DE CAPACIDADE – Outra tendência para o futuro do setor é a concentração em me- nor número de marcas, uma das consequências da crise dos últimos três anos que levou à des- continuidade de vários negócios. O presidente da ANFIR, Alcides Braga, estima que a capaci- dade instalada no setor, de 210 mil unidades anuais no período pré-crise, tenha caído para algo como 180 mil. “Tivemos o fechamento de operações de quinze associados. Também per- demos em torno de 30 mil postos de trabalho, algo como 40% do quadro de colaboradores. Fe- lizmente, estamos retomando parte destes em- pregos”, apontou o executivo. A maioria das empresas que fechou é de pe- queno porte, com foco na produção de carroce- rias sobre chassi. Dentre as grandes do setor, a Guerra teve sua falência decretada no início de novembro. A fabricante Caxias do Sul, RS, man- tinha disputa aguerrida com a Facchini pelo se- gundo lugar no ranking, participando com 10% a 15% do mercado e produção anual média na casa de 9 mil a 10 mil unidades. Divulgação/Randon

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