{"id":42038,"date":"2022-07-07T17:46:37","date_gmt":"2022-07-07T20:46:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/42038\/"},"modified":"2022-07-08T13:13:34","modified_gmt":"2022-07-08T16:13:34","slug":"ponte-para-a-eletrificacao-no-brasil-apresenta-diversos-caminhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2022\/07\/07\/ponte-para-a-eletrificacao-no-brasil-apresenta-diversos-caminhos\/42038\/","title":{"rendered":"Ponte para a eletrifica\u00e7\u00e3o no Brasil apresenta diversos caminhos"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 A ponte que a ind\u00fastria brasileira atravessar\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o aos 100% el\u00e9tricos ter\u00e1 diversos caminhos. Em que pese a concord\u00e2ncia dos principais executivos do setor, no sentido de que a ado\u00e7\u00e3o da mobilidade 100% el\u00e9trica ter\u00e1 uma velocidade diferente daquela assumida nos mercados maduros, onde existem legisla\u00e7\u00f5es que determinam um ritmo mais acelerado, n\u00e3o ser\u00e1 apenas uma a tecnologia adotada pelas fabricantes locais. Se somar\u00e3o ao h\u00edbrido puro, aquele j\u00e1 presente em carros da Toyota, solu\u00e7\u00f5es diferentes, tendo no etanol a base do discurso de emiss\u00f5es limpas.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes s\u00e3o os planejamentos das empresas fabricantes de grandes volumes: as de ve\u00edculos premium e at\u00e9 alguns modelos das marcas mais tradicionais tendem a chegar mais r\u00e1pido aos 100% el\u00e9tricos. O problema est\u00e1 na base do mercado, naquele consumidor que j\u00e1 sofre para adquirir um carro 0 KM hoje pelos pre\u00e7os elevados, que ficariam ainda mais altos caso houvesse uma migra\u00e7\u00e3o s\u00fabita para a eletrifica\u00e7\u00e3o pura.<\/p>\n\n\n\n<p>A Toyota saiu na frente: at\u00e9 agora \u00e9 a \u00fanica a oferecer eletrifica\u00e7\u00e3o nos ve\u00edculos leves com produ\u00e7\u00e3o nacional, apesar do conjunto h\u00edbrido ainda ser importado. Desde 2019 sai das linhas da Indaiatuba, SP, o Corolla h\u00edbrido flex, que j\u00e1 ganhou companhia do Corolla Cross. A jun\u00e7\u00e3o do etanol com a tecnologia h\u00edbrida garantiu menos emiss\u00f5es e mais efici\u00eancia energ\u00e9tica \u2013 com 1,27 MJ\/km, o Corolla sed\u00e3 \u00e9 o ve\u00edculo a combust\u00e3o mais eficiente produzido no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Confirmados, ainda, est\u00e3o os modelos da Great Wall Motors h\u00edbridos, a princ\u00edpio apenas a gasolina mas j\u00e1 com planos de dot\u00e1-los com a tecnologia flex fuel.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas seguir\u00e3o com a tecnologia h\u00edbrida tradicional, junto com o flex. Outras empresas dever\u00e3o adotar a mesma solu\u00e7\u00e3o, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 nenhuma confirma\u00e7\u00e3o. A Stellantis, por\u00e9m, seguir\u00e1 outra via: o mild hybrid.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mild hybrid s\u00e3o parecidos com o sistema h\u00edbrido convencional, mas mais leves. Uma bateria de 48 volts alimenta um pequeno motor el\u00e9trico que funciona como um gerador que d\u00e1 for\u00e7a ao motor a combust\u00e3o, consumindo menos combust\u00edvel. Esta bateria \u00e9 carregada na frenagem e ainda funciona sozinha em baixas velocidades, coisa de 20km\/h, ou em desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o presidente da Stellantis para a Am\u00e9rica do Sul, Antonio Filosa, a combina\u00e7\u00e3o deste sistema com o etanol \u00e9 o melhor caminho para o Brasil avan\u00e7ar na eletrifica\u00e7\u00e3o: \u201cTudo isso ser\u00e1 valorizado e premiar\u00e1 o consumidor brasileiro com produtos com pouco impacto ambiental e mais competitivos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 2030 a Stellantis planeja que 20% dos ve\u00edculos fabricados no Brasil sejam eletrificados: \u201cPara as faixas mais altas do mercado haver\u00e1 op\u00e7\u00f5es de carros premium el\u00e9tricos puros e h\u00edbridos plug in. Mas a grande maioria da eletrifica\u00e7\u00e3o no Brasil ser\u00e1 de etanol combinado com motor el\u00e9trico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Filosa afirmou ainda que o passo seguinte ser\u00e1 localizar tecnologias de mild hybrid no Pa\u00eds. O atual \u00edndice de nacionaliza\u00e7\u00e3o da empresa gira em torno de 65% a 90%, dependendo da f\u00e1brica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Foco na combust\u00e3o<\/strong> \u2013 A General Motors n\u00e3o tem h\u00edbridos nos seus planos para a regi\u00e3o. Rodrigo Fiocco, diretor de marketing de produto, disse que o foco da engenharia \u00e9 tornar mais eficientes seus motores flex: \u201cA eletrifica\u00e7\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel mas os motores a combust\u00e3o ainda ter\u00e3o bastante tempo de vida \u00fatil no Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O grau de efici\u00eancia dos motores da GM s\u00e3o elevados: os Onix 1.0 aspirados alcan\u00e7am 1,42 MJ\/km, pouco acima dos Corolla h\u00edbrido flex.<\/p>\n\n\n\n<p>A companhia tem planos robustos de eletrifica\u00e7\u00e3o de seu portf\u00f3lio em \u00e2mbito global e destina mais de US$ 35 bilh\u00f5es para os desenvolvimentos, incluindo baterias com autonomia maior. Os el\u00e9tricos come\u00e7am a chegar no Brasil nos pr\u00f3ximos meses, mas ainda mirando apenas as prateleiras mais altas do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras empresas t\u00eam seus planos, ainda ocultos sob o segredo corporativo ou, em alguns casos, ainda em discuss\u00e3o. Mas, de toda a forma, as decis\u00f5es t\u00eam que sair agora, pois os projetos demoram um tempo para sair do papel.<\/p>\n\n\n\n<p>O que resta saber \u00e9 quais ser\u00e3o os planos do governo brasileiro para o futuro. A ind\u00fastria fala muito no etanol mas o pr\u00f3prio governo n\u00e3o o trata com o mesmo entusiasmo: na recente discuss\u00e3o sobre redu\u00e7\u00e3o do ICMS dos combust\u00edveis o foco foi, sempre, a gasolina e o diesel. O etanol, que n\u00e3o \u00e9 financeiramente vantajoso na maioria dos estados, ficou em segundo plano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tecnologia h\u00edbrida, mild hybrid e at\u00e9 foco em efici\u00eancia na combust\u00e3o comp\u00f5em o card\u00e1pio das montadoras<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":42053,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[107,239,25,915,291,42,1584,83],"class_list":["post-42038","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-eletrico","tag-eletrificacao","tag-emissoes","tag-flex","tag-hibrido","tag-industria","tag-mild-hybrid","tag-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42038","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42038"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42038\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42104,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42038\/revisions\/42104"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42053"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}