{"id":44400,"date":"2022-08-23T16:49:01","date_gmt":"2022-08-23T19:49:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/44400\/"},"modified":"2022-08-23T16:49:21","modified_gmt":"2022-08-23T19:49:21","slug":"mercosul-amplia-vendas-de-autopecas-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2022\/08\/23\/mercosul-amplia-vendas-de-autopecas-brasileiras\/44400\/","title":{"rendered":"Mercosul amplia  compras de autope\u00e7as brasileiras"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 O Mercosul tem assumido cada vez mais o papel de protagonista nas exporta\u00e7\u00f5es de autope\u00e7as brasileiras. Nos \u00faltimos quatro anos o bloco formado, al\u00e9m do Brasil, por Argentina, Paraguai e Uruguai ampliou significativamente suas compras e, consequentemente, a representatividade nos embarques de fornecedores locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, dos quase US$ 7 bilh\u00f5es exportados por fabricantes de autope\u00e7as brasileiros, 22,8%, ou US$ 1,6 bilh\u00e3o, tiveram como destino os pa\u00edses do Mercosul. Em 2020, ano em que a pandemia imp\u00f4s as maiores restri\u00e7\u00f5es \u00e0 economia, dos R$ 5,4 bilh\u00f5es exportados parcela de 24,4%, ou US$ 1,3 bilh\u00e3o, seguiu para os pa\u00edses do bloco.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, quando as exporta\u00e7\u00f5es totalizaram US$ 6,5 bilh\u00f5es, 32,5%, ou US$ 2,1 bilh\u00f5es, foram para Argentina, Paraguai e Uruguai. Este ano, at\u00e9 junho, quando a \u00faltima estat\u00edstica estava dispon\u00edvel, a fatia do bloco aumentou para 38,5%, ou quase US$ 1,5 bilh\u00e3o, de um total de US$ 3,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Este panorama, de acordo com o presidente do Sindipe\u00e7as, Cl\u00e1udio Sahad, refor\u00e7a a voca\u00e7\u00e3o regional do setor automotivo brasileiro na Am\u00e9rica Latina. <\/p>\n\n\n\n<p>O principal volume de vendas tem como destino a Argentina, que no ano passado respondeu por US$ 1,9 bilh\u00e3o dos US$ 2,1 bilh\u00f5es embarcados ao bloco, e que ampliou as compras em 36,7% de 2019 a 2021. <\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado o Paraguai desembolsou US$ 121,3 milh\u00f5es e o Uruguai US$ 67,1 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro semestre deste ano do US$ 1,5 bilh\u00e3o em encomendas do Mercosul, US$ 1,3 bilh\u00e3o veio da Argentina, US$ 59,7 milh\u00f5es do Paraguai e US$ 43,3 milh\u00f5es do Uruguai.<\/p>\n\n\n\n<p>Sahad acredita que a distribui\u00e7\u00e3o deva ficar semelhante \u00e0 do ano passado, com a Argentina tendo comprado o equivalente a US$ 2 bilh\u00f5es, mesmo com a restri\u00e7\u00e3o do governo local sobre o pagamento de itens importados em d\u00f3lares, o que come\u00e7ou em julho e, portanto, ainda n\u00e3o refletiu nos dados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasil est\u00e1 importando menos? \u2013 <\/strong>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s importa\u00e7\u00f5es o presidente do Sindipe\u00e7as destacou que o Brasil est\u00e1 percorrendo caminho contr\u00e1rio ao reduzir a quantidade de compras de mercadorias produzidas nos pa\u00edses do bloco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo ano passado importamos 6,2% do Mercosul, sendo o maior volume da Argentina, com US$ 856,8 milh\u00f5es de US$ 1 bilh\u00e3o. Acreditamos tamb\u00e9m que em 2022 ficar\u00e1 no mesmo patamar.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 junho, disse, a representatividade estava em 6%, de um total de US$ 579,5 milh\u00f5es. Em 2019 os pa\u00edses vizinhos respondiam por 9,1% das importa\u00e7\u00f5es e, em 2020, por 8,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa, entretanto, que o Brasil esteja importando menos. No ano passado as encomendas a outros pa\u00edses somaram US$ 17 bilh\u00f5es, cifra 51,7% superior \u00e0 de 2019, por exemplo, quando o total foi de US$ 11,2 bilh\u00f5es, quase o volume desembolsado por fabricantes brasileiras ao longo deste primeiro semestre, US$ 9,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA participa\u00e7\u00e3o maior das compras vem da China, Estados Unidos e Alemanha, que representam 38% das importa\u00e7\u00f5es totais do Brasil. E isso est\u00e1 relacionado aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos dos ve\u00edculos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sahad lembrou que os maiores importadores do setor s\u00e3o as montadoras, que t\u00eam de trazer componentes de fora por causa das inova\u00e7\u00f5es embarcadas nas pe\u00e7as e tamb\u00e9m devido aos acordos intercompanies que as fabricantes possuem com as empresas sistemistas, que tamb\u00e9m s\u00e3o multinacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDa\u00ed vem a import\u00e2ncia de realizarmos trabalho em prol da melhoria da competitividade para aproveitarmos esse momento de localiza\u00e7\u00e3o que estamos vivendo, juntando com investimentos em P&amp;D e os acordos comerciais, a fim de que possamos melhorar capacidade tecnol\u00f3gica e produzir aqui esses componentes que hoje est\u00e3o sendo importados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Do Mercosul para o mundo \u2013 <\/strong>A partir desses acordos, assinalou o dirigente, ser\u00e1 poss\u00edvel conquistar maior volume e atingir o objetivo maior, que \u00e9 integrar o Mercosul \u00e0s cadeias de fornecimento mundiais:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos a\u00ed oportunidade de ouro para o bloco, para que n\u00f3s possamos nos tornar polos fabricantes n\u00e3o s\u00f3 de motores a combust\u00e3o, mas tamb\u00e9m de ve\u00edculos a combust\u00e3o fornecidos para o mundo todo, principalmente os flex\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A integra\u00e7\u00e3o competitiva, segundo Sahad, deve ocorrer de forma gradual e transparente a partir dos acordos comerciais, que com ajustes necess\u00e1rios nos pa\u00edses de origem servir\u00e3o de ponte para costurar outros acordos na Am\u00e9rica Latina e, posteriormente, em outros pa\u00edses do mundo, como visto recentemente no livre com\u00e9rcio firmado com Cingapura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase 40% das exporta\u00e7\u00f5es t\u00eam como destino pa\u00edses do bloco<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":44406,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[10,1867,16,652,1865,897,1866,516],"class_list":["post-44400","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-autopecas","tag-bloco","tag-comercio-exterior","tag-fabricantes","tag-importacoes","tag-mercosul","tag-representatividade","tag-sindipecas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44400","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44400"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44400\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44454,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44400\/revisions\/44454"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44406"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}