{"id":44524,"date":"2022-08-25T10:00:00","date_gmt":"2022-08-25T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/44524\/"},"modified":"2022-08-25T20:57:05","modified_gmt":"2022-08-25T23:57:05","slug":"maxion-investe-r-17-milhao-em-estudos-de-fibra-de-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2022\/08\/25\/maxion-investe-r-17-milhao-em-estudos-de-fibra-de-carbono\/44524\/","title":{"rendered":"Maxion investe mais de R$ 1 milh\u00e3o em estudos de fibra de carbono"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 N\u00e3o vem de hoje o interesse da MSC, Maxion Structural Components, em encontrar maneiras de tornar vi\u00e1vel o uso em larga escala da fibra de carbono, utilizada pelas ind\u00fastrias naval e aeron\u00e1utica e presente em ve\u00edculos esportivos de luxo. Nos \u00faltimos seis anos a companhia tem apostado em pesquisas a fim de buscar, at\u00e9, novas aplica\u00e7\u00f5es do material, mais resistente e leve do que o a\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A MSC est\u00e1 envolvida em dois projetos, em paralelo, que nos pr\u00f3ximos dois anos consumir\u00e3o aporte de pelo menos R$ 1 milh\u00e3o. A ideia \u00e9 desenvolver pesquisas e realizar testes utilizando comp\u00f3sitos de fibra de carbono, que \u00e9 o material combinado com resinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das iniciativas \u00e9 sua parceria com a Embraer e o IPT, Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas, que possui investimento total de R$ 2,5 milh\u00f5es, dos quais R$ 833 mil cabem a ela. O objetivo \u00e9, a partir deste m\u00eas, iniciar estudos acerca do uso da fibra de carbono para aplica\u00e7\u00e3o em iniciativas de mobilidade urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto conta ainda com a parceria da startup Subiter, situada no Parque Tecnol\u00f3gico de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP, mesmo local onde est\u00e1 o IPT. De acordo com o diretor global de inova\u00e7\u00e3o da MSC, Marco T\u00falio Ricci, a startup realizar\u00e1 a inspe\u00e7\u00e3o nas pe\u00e7as produzidas por infravermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA proposta \u00e9 avaliar se a pe\u00e7a foi produzida de forma adequada, se curou durante o tempo certo. A tecnologia deles conseguir\u00e1 nos ajudar sem ter que fazer um teste destrutivo, quebrar uma pe\u00e7a para ver se ficou boa, ao realizar a inspe\u00e7\u00e3o por infravermelho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao produto final n\u00e3o necessariamente ser\u00e1 aplicado em avi\u00f5es, assinalou Ricci. \u00c9 poss\u00edvel que seja usado em drones ou, quem sabe, nos carros voadores da Embraer, ou outro tipo de mobilidade urbana. Isto por enquanto \u00e9 dado mantido sob sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQueremos oferecer alternativas de mobilidade urbana a montadoras ou a novos clientes. E mobilidade \u00e9 um dos focos do nosso neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img data-opt-id=1829024163  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:512\/h:768\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/marco-tulio-ricci-maxion.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-44527\" width=\"389\" height=\"583\" srcset=\"https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:512\/h:768\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/marco-tulio-ricci-maxion.png 512w, https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:200\/h:300\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/marco-tulio-ricci-maxion.png 200w, https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:720\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/marco-tulio-ricci-maxion.png 768w, https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:720\/h:1080\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/marco-tulio-ricci-maxion.png 1000w\" sizes=\"(max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/><figcaption>Marco T\u00falio Ricci afirmou que um dos focos da MSC \u00e9 oferecer solu\u00e7\u00f5es inovadoras para a mobilidade urbana<br> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Pesados \u2013 <\/strong>O outro projeto, que inicia sua segunda fase agora e tamb\u00e9m tem dura\u00e7\u00e3o de dois anos, tem como objetivo encontrar solu\u00e7\u00f5es de aplica\u00e7\u00e3o de comp\u00f3sitos de fibra de carbono para ve\u00edculos comerciais, projetando, simulando e produzindo pe\u00e7as estruturais.<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo surgiu por meio de parceria da Embrapii com a Cornet, plataforma para pesquisa colaborativa internacional coordenada pela Alemanha. Essa segunda etapa consumir\u00e1 valor total de R$ 3,5 milh\u00f5es mas, nesse projeto, a empresa pediu que sua parcela de investimento n\u00e3o fosse aberta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo come\u00e7ou em 2016, quando a fabricante de componentes estruturais iniciou os estudos. A primeira fase implicou a realiza\u00e7\u00e3o de trabalhos de estamparia e, agora, ser\u00e1 a vez da usinagem: \u201cTomamos como base pe\u00e7as que fabricamos h\u00e1 muito tempo e fizemos exemplares em fibra de carbono para compar\u00e1-los e, ent\u00e3o, compreender como esse material se comporta. De l\u00e1 para c\u00e1 o tipo do material utilizado tamb\u00e9m evoluiu. Testamos outros comp\u00f3sitos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricci estimou que, dependendo da aplica\u00e7\u00e3o, o peso se reduz pela metade, podendo diminuir at\u00e9 80%, em compara\u00e7\u00e3o ao a\u00e7o. Como consequ\u00eancia h\u00e1 o menor consumo de combust\u00edvel e de energia el\u00e9trica e, no caso de ve\u00edculos movidos a bateria, \u00e9 poss\u00edvel obter uma maior autonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ganho \u00e9 a maior resist\u00eancia em compara\u00e7\u00e3o ao a\u00e7o. Mas o executivo pontuou que isso n\u00e3o vale para qualquer pe\u00e7a, pois depende da aplica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, com o menor peso obtido a partir da fibra de carbono, o atrito com o solo diminui e, consequentemente, h\u00e1 um menor desgaste e o aumento da vida \u00fatil do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o custo ainda \u00e9 um desafio, e a MSC quer ser competitiva, por isso tamb\u00e9m a necessidade de tanta pesquisa envolvida: \u201cO grande diferencial do nosso projeto ser\u00e1 reduzir o custo de processamento. Se considerarmos ve\u00edculos comerciais, uma produ\u00e7\u00e3o de 4 mil pe\u00e7as por ano \u00e9 um volume que consideramos razo\u00e1vel para esse tipo de material. Enquanto que um processo produtivo tradicional alcan\u00e7a centenas de pe\u00e7as no mesmo per\u00edodo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao fornecimento de fibra de carbono, existem alguns fabricantes no Brasil e no Exterior. No entanto a tend\u00eancia \u00e9 que haja aumento do n\u00famero de players conforme esse mercado for recebendo investimentos e se desenvolver.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricci disse que, por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 prot\u00f3tipos, mas que a ideia \u00e9 que ao longo de uma d\u00e9cada consigam prover solu\u00e7\u00f5es que atendam \u00e0s novas necessidades de mercado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Companhia possui em paralelo projetos com a Embraer e para ve\u00edculos comerciais<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":44526,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[449,1895,319,1823,1821,83],"class_list":["post-44524","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-embraer","tag-fibra-de-carbono","tag-inovacao","tag-ipt","tag-mobilidade-urbana","tag-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44524"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44524\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44633,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44524\/revisions\/44633"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}