{"id":45204,"date":"2022-09-06T10:31:00","date_gmt":"2022-09-06T13:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/45204\/"},"modified":"2022-09-08T12:30:47","modified_gmt":"2022-09-08T15:30:47","slug":"frota-brasileira-de-eletricos-sera-tres-vezes-inferior-a-europeia-em-2030","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2022\/09\/06\/frota-brasileira-de-eletricos-sera-tres-vezes-inferior-a-europeia-em-2030\/45204\/","title":{"rendered":"Frota brasileira de el\u00e9tricos ser\u00e1 tr\u00eas vezes inferior \u00e0 europeia em 2030"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 At\u00e9 2030 de 9% a 13% da frota brasileira de ve\u00edculos novos dever\u00e1 ser composta por modelos 100% el\u00e9tricos. Essa \u00e9 a proje\u00e7\u00e3o de Felipe Fava, chefe da \u00e1rea de mobilidade do futuro da McKinsey &amp; Company. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o: pa\u00edses europeus ter\u00e3o de 30% a 50% de sua frota el\u00e9trica nos pr\u00f3ximos oito anos, ou seja, pelo menos tr\u00eas vezes mais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVemos o ve\u00edculo el\u00e9trico como parte importante do que ser\u00e1 a frota brasileira. Haver\u00e1 curva de ado\u00e7\u00e3o mais lenta com rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses at\u00e9 porque no Brasil h\u00e1 tecnologias que competem com a eletromobilidade, como os biocombust\u00edveis.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo pontuou que existe, ainda, desafio de investimento muito importante, pois o momento da ind\u00fastria no Pa\u00eds, segundo ele, \u00e9 complicado para fazer aportes da ordem de milh\u00f5es e bilh\u00f5es a fim de conseguir nacionalizar o produto: \u201cEnt\u00e3o vai demorar mais tempo at\u00e9 ter o mesmo n\u00edvel de penetra\u00e7\u00e3o dos outros pa\u00edses. Entretanto isso vem. Defasado mas vem. Esse \u00e9 o ponto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o de Fava compreende apenas modelos 100% movidos \u00e0 bateria e n\u00e3o inclui h\u00edbridos puros ou plug-in. Para ele existem temas que empurrar\u00e3o o ve\u00edculo el\u00e9trico: um deles \u00e9 o panorama regulat\u00f3rio, pois n\u00e3o adianta ter uma tecnologia que n\u00e3o est\u00e1 madura o suficiente, outro \u00e9 a tecnologia e custo de uso, pois \u00e9 preciso tornar seu acesso vi\u00e1vel,  o terceiro \u00e9 a infraestrutura de recarga, o que inclui n\u00e3o somente pontos para recarregar o ve\u00edculo como disponibilidade de energia el\u00e9trica na rede. E h\u00e1 o consumidor, que \u00e9 quem puxa a tend\u00eancia, at\u00e9 porque de nada valem os itens anteriores se o consumidor n\u00e3o quiser a tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o pa\u00eds quer descarbonizar primeiro \u00e9 preciso identificar onde est\u00e3o as maiores emiss\u00f5es. No Brasil a descarboniza\u00e7\u00e3o passa pelos transportes, que respondem por 9% delas, segundo estudo da McKinsey.<\/p>\n\n\n\n<p>O diesel \u00e9 a principal fonte de demanda de combust\u00edvel para o transporte, respondendo por 37%, mas o etanol e a gasolina tamb\u00e9m pesam, correspondendo a 24% e 22% cada, respectivamente: \u201cMesmo no processo de fabrica\u00e7\u00e3o de baterias, por exemplo, emiss\u00f5es s\u00e3o geradas. Ou seja, \u00e9 preciso mapear as fontes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o levantamento as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa no Pa\u00eds atingiram 1,7 tonelada em 2009 e, em 2019, chegaram a 2,1 toneladas. Ou seja, houve incremento de 2% ao ano em uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados sugerem a necessidade de mudan\u00e7as na matriz energ\u00e9tica dos transportes e tamb\u00e9m prop\u00f5em, at\u00e9 2030, o aumento do uso de outras fontes de energia, dispon\u00edveis em abund\u00e2ncia pelo Brasil, como e\u00f3lica, solar, biocombust\u00edveis e g\u00e1s natural.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo indica que diferentes iniciativas buscam reduzir emiss\u00f5es uma vez que o Brasil ainda n\u00e3o tem vis\u00e3o consolidada de longo prazo. O Rota 2030, no entanto, ao propor metas de efici\u00eancia energ\u00e9tica \u00e0s montadoras e recompens\u00e1-las com menor IPI, j\u00e1 implica caminho rumo \u00e0 eletrifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO consumo energ\u00e9tico de ve\u00edculos novos, pequenos e m\u00e9dios diminuiu 4% ao ano de 2015 a 2020. Em utilit\u00e1rios houve queda de 2% ao ano. Uma redu\u00e7\u00e3o dessa ordem significa, para os compactos e m\u00e9dios, melhora de consumo de 1 quil\u00f4metro por litro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Fava, passo importante est\u00e1 sendo dado por prefeituras que querem se comprometer com a descarboniza\u00e7\u00e3o ao demandar \u00f4nibus el\u00e9tricos a partir deste ano. As iniciativas est\u00e3o, por enquanto, concentradas em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, RJ, Salvador, BA, e Curitiba, PR, cidades com boa representatividade da frota nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O est\u00edmulo para ve\u00edculos de passageiros tamb\u00e9m \u00e9 muito importante e uma das sa\u00eddas adotadas pode estar na redu\u00e7\u00e3o ou isen\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a de IPVA.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pr\u00f3s e contras \u2013 <\/strong>Fava ponderou, entretanto, que mudan\u00e7as para ve\u00edculos el\u00e9tricos geram significativas altera\u00e7\u00f5es nos fornecedores de suprimentos. Hoje, dois ter\u00e7os da cadeia produtiva \u00e9 fabricante de itens tradicionais, como motor, c\u00e2mbio etc.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO custo de opera\u00e7\u00e3o el\u00e9trico \u00e9 muito mais atrativo do que o custo de opera\u00e7\u00e3o a combust\u00e3o. Essa diferen\u00e7a \u00e9 o que compensa o investimento inicial num ve\u00edculo el\u00e9trico. E todos os custos de manuten\u00e7\u00e3o est\u00e3o nessa conta, inclusive os impostos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O analista apresentou comparativo do pre\u00e7o de combust\u00edveis versus eletricidade. Se considerarmos o valor cheio, com impostos, o da energia el\u00e9trica \u00e9 maior, uma vez que o governo reduziu tributos dos combust\u00edveis at\u00e9 o fim do ano. Por\u00e9m se o custo total for ajustado pela efici\u00eancia da fonte energ\u00e9tica por 1 mil quil\u00f4metros rodados o el\u00e9trico \u00e9 mais competitivo, chegando \u00e0 metade de ve\u00edculos movidos a gasolina e etanol.<\/p>\n\n\n\n<p>Se forem retirados os impostos dessa conta a eletricidade fica quase tr\u00eas vezes mais interessante do que a gasolina e o etanol: \u201cPara cada 1 mil quil\u00f4metros eu gero R$ 15 a mais de receita na eletricidade do que na gasolina. Se fosse uma \u00fanica conta corrente faria sentido migrar. Mas \u00e9 preciso avaliar o uso. Por exemplo: para aplica\u00e7\u00f5es urbanas, de at\u00e9 100 quil\u00f4metros por dia, j\u00e1 est\u00e1 quase l\u00e1. Especialmente se se tratar de uma empresa\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mais lenta por causa de biocombust\u00edveis e investimentos, segundo McKinsey<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":45205,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[175,25,522,892,2001,41,1997,262,229],"class_list":["post-45204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-brasil","tag-emissoes","tag-energia","tag-estudo","tag-fonte","tag-impostos","tag-mckinsey","tag-projecao","tag-veiculos-eletricos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45204"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45204\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45304,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45204\/revisions\/45304"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}