{"id":46236,"date":"2022-09-23T18:34:13","date_gmt":"2022-09-23T21:34:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/46236\/"},"modified":"2022-09-26T17:42:09","modified_gmt":"2022-09-26T20:42:09","slug":"invasao-de-eletricos-esta-longe-de-ser-realidade-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2022\/09\/23\/invasao-de-eletricos-esta-longe-de-ser-realidade-no-brasil\/46236\/","title":{"rendered":"Invas\u00e3o de el\u00e9tricos nos leves est\u00e1 longe de ser realidade no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 A propor\u00e7\u00e3o das vendas de ve\u00edculos eletrificados, que <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/2022\/09\/12\/vendas-de-eletrificados-batem-recorde-em-agosto\/45464\/\" target=\"_blank\">totalizaram 27,8 mil emplacamentos de janeiro a agosto<\/a>, sendo quase 80%, ou 22,1 mil, h\u00edbridos e os 20% restantes, ou 4,8 mil, puramente el\u00e9tricos, de acordo com dados da Anfavea, dever\u00e1 continuar por alguns pares de anos, com os h\u00edbridos ganhando mais destaque do que os movidos 100% a bateria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diretor de estrat\u00e9gia da Bright Consulting, C\u00e1ssio Pagliarini, no m\u00e9dio prazo as solu\u00e7\u00f5es passam por hibridiza\u00e7\u00e3o, principalmente h\u00edbridos flex. At\u00e9 2030 em torno de 30% das vendas de ve\u00edculos novos ser\u00e3o de eletrificados e, deste porcentual, apenas um sexto ser\u00e1 puramente el\u00e9trico, ou 5% do total, estimou. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o no acumulado de 2022 os eletrificados correspondem a 2,3% dos licenciamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais fatores que dever\u00e3o levar a este caminho \u00e9 o alto custo do ve\u00edculo el\u00e9trico e da bateria que o move, assim como sua durabilidade. Para Pagliarini pagar duas vezes e meia o pre\u00e7o de um modelo similar a combust\u00e3o compensa, atualmente, para quem roda bastante, caso de furg\u00f5es e caminh\u00f5es que realizam entregas no per\u00edmetro urbano, e para ve\u00edculos que transportam pessoas, como \u00f4nibus e carros usados por motoristas de aplicativos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o seja uma solu\u00e7\u00e3o correta, mas ela \u00e9 cara. Se rodar bastante \u00e9 poss\u00edvel compensar o investimento. Agora, um autom\u00f3vel que percorra de 10 mil a 15 mil quil\u00f4metros por ano n\u00e3o consegue fazer valer o aporte.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Isto mesmo com o valor da energia el\u00e9trica estando quatro vezes mais barata do que o combust\u00edvel f\u00f3ssil, apontou, diferen\u00e7a que dever\u00e1 diminuir quando a guerra na Ucr\u00e2nia chegar ao fim e o barril de petr\u00f3leo, que h\u00e1 quatro meses estava no patamar de US$ 120 e que hoje est\u00e1 em US$ 90, retomar o padr\u00e3o normal de US$ 60.<\/p>\n\n\n\n<p>O maior problema, para o consultor da Bright, est\u00e1 nas quest\u00f5es que circundam o ve\u00edculo de passageiro. Ele comparou o Renault Kwid a combust\u00e3o, que custa a partir de R$ 65,7 mil, com o e-Kwid, el\u00e9trico, de R$ 146,9 mil, valor 2,3 vezes superior: \u201c\u00c9 mais do que o dobro. Se voc\u00ea n\u00e3o rodar muito n\u00e3o amortiza\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem falar que a autonomia da bateria dos el\u00e9tricos cai pela metade em torno de dez anos, ponderou: \u201cOu seja: a ent\u00e3o autonomia de 280 quil\u00f4metros recua para 140 quil\u00f4metros em uma d\u00e9cada. N\u00e3o d\u00e1 para ir de S\u00e3o Paulo a Campinas com certo n\u00edvel de conforto, n\u00e3o se pode usar ar-condicionado e h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o de encontrar local para recarga. E h\u00e1 o agravante de que em dez anos n\u00e3o se conseguir\u00e1 substituir a bateria, pois s\u00f3 ela valer\u00e1 tr\u00eas vezes o valor do carro usado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Daqui a vinte anos, para o especialista, haver\u00e1 tecnologia que permitir\u00e1 baixar o pre\u00e7o da bateria, o que n\u00e3o ser\u00e1 motivado pelo l\u00edtio \u201cat\u00e9 porque ele est\u00e1 subindo vertiginosamente tanto por causa de demanda como por especula\u00e7\u00e3o devido \u00e0 guerra. Se essa tend\u00eancia se mantiver ser\u00e1 um inibidor enorme, pois o pre\u00e7o triplicar\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Faltam est\u00edmulos para tornar o el\u00e9trico acess\u00edvel? <\/strong>&nbsp;\u2013 Pagliarini recha\u00e7a a afirma\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o existe incentivo fiscal para a aquisi\u00e7\u00e3o de el\u00e9tricos no Pa\u00eds, o que seguraria o consumo do produto: \u201cComo n\u00e3o tem? H\u00e1 isen\u00e7\u00e3o fiscal de imposto de importa\u00e7\u00e3o de 100%. Se voc\u00ea trouxer um BMW a combust\u00e3o pagar\u00e1 35% de imposto de importa\u00e7\u00e3o. Se for um eletrificado desembolsar\u00e1 no m\u00e1ximo 4%. Se for s\u00f3 a bateria zero. S\u00f3 a\u00ed h\u00e1 uma ren\u00fancia fiscal gigantesca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao fato de o governo incentivar a compra de modelos a propuls\u00e3o el\u00e9trica com ajuda em dinheiro, como ocorre na Europa, ele \u00e9 enf\u00e1tico: \u201cDiscordo totalmente em dar dinheiro para o rico comprar um carro desses, dar US$ 7,5 mil para as pessoas adquirirem um ve\u00edculo assim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O consultor prop\u00f5e que, para que modelos movidos \u00e0 bateria tenham maior ades\u00e3o no Brasil, o primeiro passo est\u00e1 na harmoniza\u00e7\u00e3o de impostos: \u201cHoje temos ve\u00edculo a combust\u00e3o sendo cobrado por cilindrada e el\u00e9trico por efici\u00eancia energ\u00e9tica. Precisamos colocar todos na mesma r\u00e9gua e dar algumas vantagens competitivas aos ve\u00edculos mais limpos. \u00c9 preciso haver reforma fiscal para simplificar e uniformizar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo ponto \u00e9 que o governo comece a medir emiss\u00e3o de CO<sub>2<\/sub> ou cobrar dos fabricantes por essa emiss\u00e3o. Incluir na pr\u00f3xima etapa do Rota 2030, aguardada para 2027, a medi\u00e7\u00e3o do po\u00e7o \u00e0 roda: \u201cHoje se mede do tanque \u00e0 roda. Ou seja: o combust\u00edvel j\u00e1 est\u00e1 no tanque, venha ele de insumos f\u00f3sseis ou da cana-de-a\u00e7\u00facar. E para transport\u00e1-lo ao posto geralmente se usa diesel. S\u00f3 que um ve\u00edculo abastecido 100% com etanol no Brasil gera menos CO<sub>2<\/sub> que um el\u00e9trico rodando na Pol\u00f4nia, que tem 73% de sua matriz energ\u00e9tica suja e dependente de combust\u00edvel f\u00f3ssil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro pilar est\u00e1 no fomento ao desenvolvimento intelectual e em investimento em P&amp;D para encontrar solu\u00e7\u00f5es em vinte anos, a exemplo de c\u00e9lulas de combust\u00edvel, ou reformadores, que s\u00e3o mecanismos que a partir do etanol produzem hidrog\u00eanio, usado na c\u00e9lula de combust\u00edvel de alta efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O equil\u00edbrio dos h\u00edbridos \u2013<\/strong> At\u00e9 que isso tudo seja colocado \u00e0 mesa Pagliarini acredita que a melhor solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos h\u00edbridos, com melhor custo benef\u00edcio e na pauta das principais montadoras do Brasil, a exemplo de Stellantis e Volkswagen, citou, e como a Toyota j\u00e1 vem fazendo h\u00e1 alguns anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHaver\u00e1 grande avan\u00e7o de mild hybrids, que s\u00e3o h\u00edbridos moderados. O motor n\u00e3o movimenta o ve\u00edculo 100% mas ele tem um super alternador que consegue absorver energia na hora em que o carro freia ou est\u00e1 em uma descida. Ao aproveitar essa energia que o ve\u00edculo jogaria fora eleva sua efici\u00eancia energ\u00e9tica. E se for um h\u00edbrido puro \u00e9 ainda melhor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para pa\u00edses como Fran\u00e7a e Noruega, apontou o especialista, ve\u00edculos movidos a bateria comp\u00f5em a melhor solu\u00e7\u00e3o j\u00e1 dispon\u00edvel. Para Brasil, \u00cdndia e \u00c1frica do Sul, no entanto, existem outras op\u00e7\u00f5es, e o h\u00edbrido flex \u00e9 uma delas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a Bright Consulting as solu\u00e7\u00f5es locais passam pela hibridiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":46241,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[1428,242,634,21,2010,401,522,444,886],"class_list":["post-46236","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-autonomia","tag-bateria","tag-bright-consulting","tag-conjuntura","tag-custo","tag-eletricos","tag-energia","tag-hibridos","tag-tendencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46236","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46236"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46236\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46302,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46236\/revisions\/46302"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46241"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46236"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46236"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46236"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}