{"id":48541,"date":"2022-11-17T21:50:00","date_gmt":"2022-11-18T00:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/48541\/"},"modified":"2022-11-17T21:53:58","modified_gmt":"2022-11-18T00:53:58","slug":"montadoras-cumprem-metas-do-rota-2030-algumas-passam-raspando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2022\/11\/17\/montadoras-cumprem-metas-do-rota-2030-algumas-passam-raspando\/48541\/","title":{"rendered":"Montadoras cumprem metas do Rota 2030. Algumas passam raspando."},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 O balan\u00e7o da primeira das tr\u00eas etapas do programa Rota 2030, encerrada em outubro, revela que todos os fabricantes de ve\u00edculos atuantes no Pa\u00eds conseguiram atingir a meta de efici\u00eancia energ\u00e9tica exigida. No entanto, de acordo com levantamento da Bright Consulting, o desempenho das marcas n\u00e3o foi homog\u00eaneo, pois algumas empresas tiveram de acelerar o processo de lan\u00e7amentos de modelos mais eficientes \u00e0 medida que o fim do prazo de homologa\u00e7\u00e3o se aproximava.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do portf\u00f3lio de cada fabricante os autom\u00f3veis mais eficientes compensam o desempenho dos modelos que consomem e emitem mais. Assim, no balan\u00e7o geral, a m\u00e9dia geral melhora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodas as montadoras atingiram o alvo em termos de efici\u00eancia energ\u00e9tica, mas algumas ficaram bastante na risca\u201d, revela o consultor Murilo Briganti, da Bright. De acordo com ele dentre as marcas que atingiram os novos padr\u00f5es de efici\u00eancia energ\u00e9tica \u201cno limite\u201d est\u00e3o Citro\u00ebn, Peugeot e Renault. Al\u00e9m desta trinca, segundo o especialista, marcas como Kia e Caoa Chery tiveram de \u201cfazer evolu\u00e7\u00e3o maior nos meses de agosto e setembro\u201d \u2013 n\u00e3o por acaso no \u00faltimos meses ambas aumentaram substancialmente a presen\u00e7a de carros h\u00edbridos e el\u00e9tricos na linha de produtos vendida no Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DESCONTOS NO IPI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado algumas fabricantes superaram os novos patamares com folga, especialmente as que atuam no segmento premium: \u201cAudi, Porsche, Toyota e BMW j\u00e1 haviam feito trabalho de eletrifica\u00e7\u00e3o e passaram com folga. Volvo, ent\u00e3o, nem se fala\u201d, diz Briganti, referindo-se \u00e0 decis\u00e3o da Volvo de oferecer apenas modelos eletrificados, h\u00edbridos ou el\u00e9tricos, no Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso estas empresas conquistaram o direito de pedir antecipa\u00e7\u00e3o no desconto de IPI, bonifica\u00e7\u00e3o prevista no decreto 9 557, de 8 de novembro de 2018, que instituiu o Rota 2030. O programa prev\u00ea b\u00f4nus de 1 ponto porcentual no IPI para fabricantes que superem a meta de efici\u00eancia energ\u00e9tica em 5,5%, incentivo que sobe para 2 pontos para as que ultrapassem o alvo em 10,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Porsche, Volvo, BMW e JAC, todas com ampla oferta de el\u00e9tricos no portf\u00f3lio, alcan\u00e7aram o maior patamar de efici\u00eancia e solicitaram o direito \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o do desconto de 2 pontos no imposto. Toyota, Fiat, Jeep e Jaguar Land Rover se credenciaram \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de 1 ponto, por baterem a meta em 5,5% ou mais al\u00e9m do limite m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tabela as empresas s\u00e3o listadas na forma como elas se habilitaram ao programa. Por isto Fiat e Jeep ainda aparecem como FCA, enquanto Citro\u00ebn e Peugeot figuram como PSA, porque o Rota 2030 \u00e9 anterior \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Grupo Stellantis, conglomerado que uniu as duas empresas a partir de janeiro de 2021. Mas a fus\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 ajudando as marcas francesas a cumprir metas pois ambas lan\u00e7aram vers\u00f5es do 208 e do novo C3 equipadas com o econ\u00f4mico motor tricil\u00edndrico 1.0 utilizado inicialmente pela Fiat e produzido em Betim, MG.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o Rota 2030 ter sido institu\u00eddo no fim de 2018 suas medi\u00e7\u00f5es  s\u00f3 come\u00e7aram a ser feitas em outubro do ano passado. Nessa primeira fase do programa a meta era melhorar em 11%, no m\u00ednimo, a efici\u00eancia energ\u00e9tica dos ve\u00edculos. Para modelos leves o objetivo previa reduzir de 1,82 mJ\/km, megajoule por quil\u00f4metro, para 1,62 mJ\/km o consumo energ\u00e9tico, considerando um ve\u00edculo com massa de at\u00e9 1 mil 121 quilos, peso aproximado de um hatch compacto. De acordo com Briganti, na m\u00e9dia, a ind\u00fastria chegou a 1,59 mJ\/km, resultando em uma evolu\u00e7\u00e3o de 12,7%, acima da meta m\u00ednima, portanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para atingir este n\u00edvel os fabricantes procuraram aperfei\u00e7oar tecnicamente os carros j\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o ou lan\u00e7aram modelos mais eficientes em termos de aproveitamento de energia. Isso explica a recente chegada de v\u00e1rios autom\u00f3veis eletrificados, h\u00edbridos e el\u00e9tricos, uma corrida verificada especialmente no segundo semestre de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SALTO TECNOL\u00d3GICO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O balan\u00e7o da Bright mostra que de 2018, ap\u00f3s o t\u00e9rmino da vig\u00eancia do Inovar-Auto, at\u00e9 este ano houve um grande salto tecnol\u00f3gico voltado para a efici\u00eancia energ\u00e9tica nos carros vendidos no Brasil. O turbocompressor, que equipava 17,3% dos ve\u00edculos novos em 2018, atualmente est\u00e1 em 43,4% deles. No mesmo per\u00edodo o sistema start-stop, que desliga o motor nas paradas do tr\u00e2nsito para economizar combust\u00edvel, saltou de 15,2% para 24,3% dos autom\u00f3veis. Modelos h\u00edbridos, que representavam 0,1% h\u00e1 quatro anos, hoje j\u00e1 s\u00e3o 1,4% das vendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Briganti ressalta que o crescimento dos h\u00edbridos foi impulsionado por marcas como Toyota e Lexus. E que a tecnologia h\u00edbrida leve, com circuito de 48 V, est\u00e1 deixando de ser tecnologia de nicho, de modelos Audi ou Mercedes-Benz, por exemplo, para se espalhar atualmente por fabricantes como Caoa Chery, Kia, Subaru e Jaguar Land Rover. O consultor tamb\u00e9m prev\u00ea que o sistema em breve chegar\u00e1 \u00e0s Big 3, Fiat, Volkswagen e General Motors.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista da Bright lembra que o Programa Rota 2030 estabelece um fator de pondera\u00e7\u00e3o, dependendo da tecnologia adotada. De acordo com Briganti a ABNT, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas, pode qualificar um autom\u00f3vel h\u00edbrido leve como h\u00edbrido convencional, que combina motores a combust\u00e3o e el\u00e9trico, desde que ele comprove ser pelo menos 2% mais eficiente do que o mesmo ve\u00edculo equipado apenas com motor a combust\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as a este requisito Briganti esclarece que algumas empresas fabricantes, incluindo Jaguar Land Rover, Mercedes e Subaru, conseguem enquadrar seus h\u00edbridos leves de 48 V como h\u00edbridos convencionais e assim melhoram a efici\u00eancia geral da marca: \u201cFunciona como um multiplicador. \u00c9 como se voc\u00ea vendesse mais daquele carro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CORRIDA PARA A ELETRIFICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma das marcas que investiram fortemente em eletrifica\u00e7\u00e3o foi a Caoa Chery. A empresa trouxe da China o subcompacto el\u00e9trico iCar e lan\u00e7ou uma ofensiva de modelos h\u00edbridos. S\u00f3 do iCar foram vendidas 769 unidades de junho a outubro, 596 unidades apenas em setembro. Briganti aponta que trata-se de um n\u00famero expressivo, principalmente levando-se em considera\u00e7\u00e3o o volume total de vendas da marca: cerca de 30 mil unidades em dez meses at\u00e9 outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do subcompacto el\u00e9trico a Caoa Chery investiu na hibridiza\u00e7\u00e3o da linha de SUVs Tiggo e no sed\u00e3 Arrizo 6. Enquanto os SUVs Tiggo 5X e Tiggo 7 e o sed\u00e3 Arrizo 6 receberam tecnologia h\u00edbrida leve, que combina motor flex e sistema el\u00e9trico de 48 V, o Tiggo 8 veio com sistema h\u00edbrido plug-in, com mais autonomia em tra\u00e7\u00e3o puramente el\u00e9trica e possibilidade de recarregar as baterias na tomada. Tiggo 5X e 7 s\u00e3o produzidos em An\u00e1polis, GO, enquanto o Tiggo 8 e o Arrizo 6 s\u00e3o importados da China.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda com rela\u00e7\u00e3o ao Tiggo 8 a vers\u00e3o h\u00edbrida plug-in registrou praticamente o dobro de vendas com rela\u00e7\u00e3o ao modelo com motor a combust\u00e3o nos \u00faltimos dois meses: em setembro e outubro, enquanto o modelo convencional teve 876 unidades emplacadas, o h\u00edbrido computou 1 mil 695.<\/p>\n\n\n\n<p>Briganti destaca que a Kia tamb\u00e9m \u201cdeu um salto\u201d em termos de efici\u00eancia energ\u00e9tica gra\u00e7as especialmente ao rec\u00e9m-chegado Niro, SUV h\u00edbrido que demonstrou efici\u00eancia energ\u00e9tica \u201cespantosa\u201d, segundo o consultor: \u201cEu estava esperando efici\u00eancia em torno de 1,25 mJ\/km e o Niro veio com 1,1 mJ\/km\u201d. Com o resultado a importadora excedeu \u201ccom folga\u201d a meta do Rota 2030, \u201co que \u00e9 consider\u00e1vel para uma marca que h\u00e1 um ou dois meses n\u00e3o estava batendo a meta\u201d. A Kia contou tamb\u00e9m com o Stonic, outro SUV h\u00edbrido leve, para atingir a meta.<\/p>\n\n\n\n<p>A Renault, que j\u00e1 oferecia o el\u00e9trico Zoe, acelerou a participa\u00e7\u00e3o na categoria com os lan\u00e7amentos do Kwid e do Kangoo el\u00e9tricos. Al\u00e9m disto promoveu downsizing, redu\u00e7\u00e3o de cilindrada aliada \u00e0 melhoria de efici\u00eancia, na linha Captur, Duster e Oroch, que adotaram propulsor 1.3 turbo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de Peugeot e Citro\u00ebn Briganti destaca que trouxeram ve\u00edculos comerciais el\u00e9tricos na reta final da primeira fase do programa, caso do Citro\u00ebn \u00cb-Jumpy e do Peugeot e-Expert. Quanto ao Peugeot 208 el\u00e9trico o consultor avalia que o modelo acabou vendendo muito pouco comparado aos concorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos carros de entrada Briganti pondera que eles normalmente j\u00e1 t\u00eam boa efici\u00eancia energ\u00e9tica, devido \u00e0 baixa pot\u00eancia, cilindrada e peso menores, e pontua: \u201cEstamos falando de carros que fazem 14 km\/l, 15 km\/l\u201d. Para melhorar a participa\u00e7\u00e3o deles na m\u00e9dia geral de efici\u00eancia de cada marca o consultor diz que as montadoras aplicam descontos maiores para que este vendam mais e compensem a venda de carros \u201cmais beberr\u00f5es\u201d, que t\u00eam baixa efici\u00eancia energ\u00e9tica e podem comprometer a efici\u00eancia geral da fabricante.<\/p>\n\n\n\n<p>Briganti diz que no caso da Volkswagen at\u00e9 abril a marca estava \u201cbastante distante\u201d de atingir a meta: \u201cPelo alto volume de vendas \u00e9 dif\u00edcil reduzir a dist\u00e2ncia para o alvo\u201d. Mas resgata os trabalhos realizados na linha Gol, Voyage e Saveiro, melhorando a efici\u00eancia energ\u00e9tica e aumentando a massa: \u201cA\u00ed conseguiram acelerar e atingir a meta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MAIS MOTORES 3-CILINDROS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para atender \u00e0 fase L7 do Proconve \u2013 legisla\u00e7\u00e3o brasileira de emiss\u00f5es para ve\u00edculos leves que entrou em vigor no in\u00edcio do ano \u2013 desde fevereiro Gol e Voyage passaram a ser equipados unicamente com motor 1.0 aspirado de tr\u00eas cilindros e at\u00e9 84 cv, acoplado a c\u00e2mbio manual. Motores 3-cilindros, a prop\u00f3sito, foram uma forte tend\u00eancia. Segundo Briganti, se em 2018 eles representavam cerca de 24% das vendas, na fase final da primeira etapa do Rota 2030 eles j\u00e1 estavam em 45%. Na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria a participa\u00e7\u00e3o de motores de quatro cilindros caiu de 75,4% h\u00e1 quatro anos para 59,1% agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultado deste movimento Briganti informa que 48% dos ve\u00edculos obtiveram o benef\u00edcio de redu\u00e7\u00e3o de IPI. Destes 25% conseguiram 1 ponto porcentual de desconto enquanto 23% garantiram 2 pontos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rota 2030 divide os autom\u00f3veis em tr\u00eas faixas. A primeira \u00e9 formada por ve\u00edculos de passeio leves. A segunda por SUVs e crossovers, que tenham \u00e1rea projetada superior a 8 m<sup>2<\/sup>. \u00c9 o caso de modelos como Kia Sportage e Chevrolet Equinox, por exemplo. J\u00e1 na terceira categoria est\u00e3o modelos maiores, caso de picapes m\u00e9dias e utilit\u00e1rios 4&#215;4, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SEGURAN\u00c7A TAMB\u00c9M EVOLUI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A principal diferen\u00e7a do Inovar-Auto, que vigorou de 2013 a 2017, e o Rota 2030 \u00e9 que, al\u00e9m de estabelecer metas de efici\u00eancia energ\u00e9tica, o programa atual prev\u00ea tamb\u00e9m aperfei\u00e7oamento da seguran\u00e7a veicular, com ado\u00e7\u00e3o gradual e obrigat\u00f3ria de sistemas. A cada ano os autom\u00f3veis devem receber equipamentos destinados a melhorar o desempenho estrutural, al\u00e9m de tecnologias voltadas \u00e0 assist\u00eancia aos motoristas. De acordo com Murilo Briganti tamb\u00e9m neste quesito todas as montadoras atingiram os n\u00edveis estabelecidos, a serem alcan\u00e7ados por marca e n\u00e3o por ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para este ano as montadoras deveriam equipar seus carros com pelo menos 65% dos itens previstos em uma lista definida como Grupo A, composta por sete requisitos, como controle de estabilidade ESC, que saltou de 40,7% em 2018 para 83,1% de participa\u00e7\u00e3o nos carros vendidos em 2022, alta de mais de 100%. Os far\u00f3is de rodagem diurna DLR tamb\u00e9m tiveram evolu\u00e7\u00e3o superior a 100% no per\u00edodo, indo de 28,4% para 66,7%, segundo estudo da Bright. O aviso de cintos de seguran\u00e7a n\u00e3o afivelados, que j\u00e1 equipavam 92,7% dos autom\u00f3veis em 2018, agora est\u00e3o em 100%.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa prev\u00ea que a meta de ado\u00e7\u00e3o de sistemas de seguran\u00e7a deve subir para 75% em 2023, 80% em 2024, 85% em 2025 e 90% em 2026. Ve\u00edculos equipados com 100% dos itens do Grupo A e ao menos seis do Grupo B ou C poder\u00e3o obter 1 ponto porcentual de redu\u00e7\u00e3o no IPI, desde que atinjam a meta de efici\u00eancia energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Briganti diz que alguns itens n\u00e3o representar\u00e3o dificuldade para as montadoras. \u00c9 o caso, por exemplo, do pr\u00f3prio ESC, que j\u00e1 superou a marca de 80% este ano e dever\u00e1 atingir 100% em 2024, quando ser\u00e1 item obrigat\u00f3rio por lei. Por outro lado ele vislumbra poss\u00edvel atraso com rela\u00e7\u00e3o a equipamentos como c\u00e2mara de r\u00e9 e sensores de estacionamento. Esses sistemas representavam 38,9% em 2018 e atualmente est\u00e3o em 57% dos carros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASSIST\u00caNCIA \u00c0 CONDU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O consultor v\u00ea como tend\u00eancia autom\u00f3veis equipados com o pacote conhecido como ADAS, sigla em ingl\u00eas para sistemas avan\u00e7ados de assist\u00eancia ao motorista. As tecnologias capazes de manter o ve\u00edculo na faixa corrigindo o volante, frear automaticamente em caso de emerg\u00eancia, detectar ve\u00edculos no ponto cego do retrovisor e manter dist\u00e2ncia autom\u00e1tica do carro da frente, dentre outros atributos, j\u00e1 est\u00e3o em modelos nacionais da Jeep, Toyota e Honda, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses sistemas fazem parte do Grupo C do programa Rota 2030, e, a exemplo do Grupo B, ainda n\u00e3o t\u00eam data para entrar em vigor. Mesmo assim o sistema de frenagem autom\u00e1tica para pedestres e ciclistas, que estava em 1% dos autom\u00f3veis em 2018, j\u00e1 equipa 26,2% da frota este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O consultor acredita que os pr\u00f3ximos passos da ind\u00fastria em termos de tecnologia voltada \u00e0 seguran\u00e7a passem pela substitui\u00e7\u00e3o de dispositivos passivos, que sinalizam mas n\u00e3o atuam na corre\u00e7\u00e3o, por tecnologias mais ativas, como ocorre nos Estados Unidos. Assim ele prev\u00ea menor utiliza\u00e7\u00e3o de sistemas como monitoramento de press\u00e3o de pneus e o aumento no uso de sistemas como stop-start.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LIMITES MUITO BRANDOS?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o a facilidade com que muitas montadoras atingiram os limites desta primeira fase Briganti pondera que talvez seja o caso de rever os incentivos: \u201cA nosso ver os benef\u00edcios est\u00e3o muito altos. Eles devem funcionar como est\u00edmulo, mas, se uma parcela t\u00e3o grande est\u00e1 conseguindo chegar a eles, talvez seja porque o alvo estava brando. Ent\u00e3o o que a gente prop\u00f5e \u00e9 uma redu\u00e7\u00e3o talvez para a metade desses benef\u00edcios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com uma fonte da Anfavea, a associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane os fabricantes de ve\u00edculos no Pa\u00eds, governo, montadoras e Sindipe\u00e7as est\u00e3o em processo de \u201cajuste fino\u201d para a defini\u00e7\u00e3o das novas metas de efici\u00eancia energ\u00e9tica da pr\u00f3xima fase do Rota 2030, que vai at\u00e9 2027. Briganti diz que o an\u00fancio era esperado para o fim deste ano, por\u00e9m devido ao atual momento pol\u00edtico de troca de governo a decis\u00e3o pode atrasar.<\/p>\n\n\n\n<p>O consultor tamb\u00e9m n\u00e3o v\u00ea o ve\u00edculo el\u00e9trico puro como uma boa solu\u00e7\u00e3o para o Brasil a curto prazo: \u201cEm nossa vis\u00e3o o futuro n\u00e3o ser\u00e1 exclusivamente el\u00e9trico, mas sim ecl\u00e9tico\u201d, diz. Para Briganti, a fim de a cadeia produtiva conseguir acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o, o processo de transi\u00e7\u00e3o deveria passar pelo h\u00edbrido leve e depois pelo h\u00edbrido, at\u00e9 chegar ao 100% el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 diversas quest\u00f5es, econ\u00f4micas e sociais, que talvez barrariam o desenvolvimento da ind\u00fastria se a op\u00e7\u00e3o fosse [exclusivamente] pelo carro el\u00e9trico\u201d, afirma, acrescentando que o volume de produ\u00e7\u00e3o seria um dos entraves, devido ao custo de produ\u00e7\u00e3o do el\u00e9trico: \u201cPara aumentar volume e sair dos 2 milh\u00f5es de unidades\/ano, em que patinamos faz tempo, o caminho \u00e9 a eletrifica\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o el\u00e9trico puro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conte\u00fado enviado aos assinantes da Ag\u00eancia AutoData, em newsletter especial quinzenal.<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":48598,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[28,706],"class_list":["post-48541","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-especial","tag-legislacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48541"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48541\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48636,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48541\/revisions\/48636"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}