{"id":51728,"date":"2023-02-16T13:00:41","date_gmt":"2023-02-16T16:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/51728\/"},"modified":"2023-02-17T15:57:43","modified_gmt":"2023-02-17T18:57:43","slug":"bae-system-fornecera-sua-propulsao-eletrica-para-veiculos-pesados-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2023\/02\/16\/bae-system-fornecera-sua-propulsao-eletrica-para-veiculos-pesados-no-brasil\/51728\/","title":{"rendered":"BAE Systems fornecer\u00e1 propuls\u00e3o el\u00e9trica para ve\u00edculos pesados no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 O Brasil est\u00e1 na primeira posi\u00e7\u00e3o dos planos de expans\u00e3o para mercados emergentes da divis\u00e3o de propuls\u00e3o eletrificada da BAE Systems, empresa que produz trem-de-for\u00e7a h\u00edbrido e el\u00e9trico para caminh\u00f5es e \u00f4nibus pesados. Steve Trichka, vice-presidente respons\u00e1vel pela dire\u00e7\u00e3o geral da unidade, sediada nos Estados Unidos, esteve esta semana no Pa\u00eds para fechar a primeira negocia\u00e7\u00e3o de fornecimento com cliente baseado em Caxias do Sul, RS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pedido do cliente n\u00f3s ainda n\u00e3o podemos revelar seu nome. Neste primeiro momento forneceremos nosso sistema de propuls\u00e3o para um prot\u00f3tipo de caminh\u00e3o el\u00e9trico pesado, que deve entrar em testes de demonstra\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim deste primeiro trimestre\u201d, revelou Trichka. \u201cS\u00f3 est\u00e3o faltando chegar os cabos de alta tens\u00e3o para completar o projeto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o visitada pelo executivo sabe-se que est\u00e1 em curso o <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/2021\/01\/21\/ambev-confirma-compra-de-1-mil-veiculos-eletricos-fnm\/32824\/\" target=\"_blank\">projeto da startup FNM de produzir caminh\u00f5es el\u00e9tricos nas instala\u00e7\u00f5es da Agrale<\/a>, que por sua vez tamb\u00e9m produz chassis de \u00f4nibus, que at\u00e9 o momento s\u00e3o os maiores clientes dos sistemas eletrificados h\u00edbridos e el\u00e9tricos da BAE Systems no mundo: a empresa j\u00e1 fornece seus m\u00f3dulos para cinco fabricantes de \u00f4nibus urbanos na Am\u00e9rica do Norte e outros tr\u00eas na Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>Trichka esclareceu que, embora neste momento o sistema fornecido seja para um prot\u00f3tipo de caminh\u00e3o el\u00e9trico pesado, \u201cnosso sistema \u00e9 modular e o mesmo conjunto pode ser usado em qualquer ve\u00edculo pesado, seja caminh\u00f5es ou \u00f4nibus\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente no potencial de crescimento do mercado de \u00f4nibus el\u00e9tricos no Pa\u00eds que a BAE Systems est\u00e1 de olho, especialmente na cidade de S\u00e3o Paulo, que no ano passado estipulou a proibi\u00e7\u00e3o da compra de ve\u00edculos a diesel para a renova\u00e7\u00e3o da frota de transporte p\u00fablico urbano. Empresas da Capital paulista devem encomendar 1,1 mil \u00f4nibus el\u00e9tricos nos pr\u00f3ximos dois anos, 657 s\u00f3 em 2023, e a meta \u00e9 eletrificar 20% da frota de 14 mil \u00f4nibus at\u00e9 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de movimentos como este Trichka afirma que o interesse da BAE Systems em entrar no mercado brasileiro cresceu e superou Chile e Col\u00f4mbia, que at\u00e9 o ano passado estavam \u00e0 frente do Brasil nos planos de expans\u00e3o das vendas na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Custo alto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFiquei surpreso que aqui o interesse das empresas \u00e9 ir direto para os el\u00e9tricos, sem passar pelos h\u00edbridos, que seria uma solu\u00e7\u00e3o mais barata. Nosso sistema h\u00edbrido que fornecemos aos \u00f4nibus de Nova York funciona a maior parte do tempo s\u00f3 com propuls\u00e3o el\u00e9trica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Trichka o maior desafio a superar \u00e9 o custo, pois os sistemas da BAE Systems s\u00e3o mais sofisticados e caros: \u201cEste mercado \u00e9 bastante dif\u00edcil por causa dos custos. Um \u00f4nibus el\u00e9trico de US$ 500 mil dos Estados Unidos \u00e9 uma vez e meia mais caro do que seu similar a diesel, enquanto no Brasil custa tr\u00eas vezes mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para superar essa propor\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel Trichka pontuou que a BAE Systems est\u00e1 \u201cconstantemente trabalhando nas novas gera\u00e7\u00f5es de sistemas com novos materiais que no futuro reduzir\u00e3o os custos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o depende de volumes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao menos por enquanto a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 importar dos Estados Unidos para o Brasil todo o sistema de propuls\u00e3o el\u00e9trica, que inclui o pacote de baterias, motor, inversor e os m\u00f3dulos eletr\u00f4nicos de gerenciamento \u2013 principal especialidade da BAE Systems.<\/p>\n\n\n\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es com parceiros no Pa\u00eds para nacionalizar parte da produ\u00e7\u00e3o de componentes e montagem dos conjuntos, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/2022\/02\/09\/bae-systems-busca-parceiros-para-onibus-eletrico-no-brasil\/35180\/\" target=\"_blank\">reveladas no ano passado a <strong>AutoData<\/strong> pelo diretor de desenvolvimento Ian Wilson<\/a>, segundo Trichka \u201cneste momento foram colocadas em suspenso, porque a localiza\u00e7\u00e3o depender\u00e1 dos volumes de produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido aos problemas de falta de componentes eletr\u00f4nicos vivenciados por toda a ind\u00fastria, em 2021 e 2022, os planos da BAE Systems foram atrasados e s\u00f3 agora est\u00e3o sendo retomados. Trichka observou que, por causa deste problema, no ano passado a empresa deixou de entregar cerca de um ter\u00e7o de seu volume regular de sistemas de propuls\u00e3o, que antes da pandemia girava em torno de 2 mil unidades\/ano e deve alcan\u00e7ar 1,8 mil em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cChegamos a parar a produ\u00e7\u00e3o e atrasar as entregas por falta de chips e capacitores que custam apenas US$ 2. Como nossos volumes s\u00e3o menores os fornecedores direcionaram os componentes para fabricantes maiores. Para tentar reduzir o impacto dobramos o n\u00famero de pessoas no departamento de compras\u201d, Trichka contou. \u201cMas o fluxo est\u00e1 melhorando: no ano passado t\u00ednhamos um problema de fornecimento por semana e agora temos um a cada tr\u00eas semanas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo afirmou que no momento tem capacidade suficiente na f\u00e1brica de Endicott, no Estado de Nova York, para atender a todos os clientes atuais e novos no mundo \u2013 al\u00e9m do Brasil a BAE Systems tamb\u00e9m tem projetos com clientes na \u00cdndia, Col\u00f4mbia e Chile.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosso objetivo n\u00e3o s\u00e3o grandes volumes de 20 mil ou 30 mil unidades por ano. Queremos continuar especializados no mercado de \u00f4nibus e caminh\u00f5es pesados, de maior porte, classes 7 e 8 [equivalentes no Brasil a ve\u00edculos comerciais acima de 20 toneladas de PBT, peso bruto total].\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Trichka disse que devido a esta especializa\u00e7\u00e3o em ve\u00edculos pesados de grande porte n\u00e3o v\u00ea concorr\u00eancia direta no Brasil de outros poss\u00edveis fornecedores, como \u00e9 o caso, por exemplo, das empresas que participam do e-cons\u00f3rcio da Volkswagen Caminh\u00f5es e \u00d4nibus para produzir o e-Delivery: \u201cS\u00e3o modelos mais leves do que os equipados com nossos sistemas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Da defesa ao transporte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A BAE Systems \u00e9 sediada na Inglaterra, fruto da aquisi\u00e7\u00e3o da British Aerospace pela Marconi Electronic Systems, em 1999, e seu principal neg\u00f3cio \u00e9 o fornecimento de m\u00f3dulos eletr\u00f4nicos para a ind\u00fastria de equipamentos militares, como aeronaves de transporte e combate, ve\u00edculos blindados e navios de patrulha. No Brasil a empresa mant\u00e9m um escrit\u00f3rio em Bras\u00edlia, DF, para atender as For\u00e7as Armadas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cerca de 25 anos a BAE Systems come\u00e7ou a aproveitar sua expertise em m\u00f3dulos eletr\u00f4nicos de gerenciamento de energia para projetar e fabricar sistemas de propuls\u00e3o el\u00e9trica para ve\u00edculos pesados. Desde ent\u00e3o a divis\u00e3o j\u00e1 forneceu quase 16 mil conjuntos de acionamento el\u00e9trico para diversos pa\u00edses, principalmente na Am\u00e9rica do Norte e Europa. Somente na frota de transporte urbano da cidade de Nova York j\u00e1 rodam 1,7 mil \u00f4nibus equipados com o powertrain h\u00edbrido da BAE Systems.<\/p>\n\n\n\n<p>A BAE Systems produz sistema h\u00edbridos, 100% el\u00e9tricos alimentados por baterias e tamb\u00e9m oferece propuls\u00e3o el\u00e9trica gerada por c\u00e9lulas de combust\u00edvel a hidrog\u00eanio, consideradas mais eficientes para eletrificar ve\u00edculos pesados para transporte de longo curso. Para acelerar a evolu\u00e7\u00e3o desta tecnologia recentemente foi firmada uma parceria com a Plug, empresa que produz os m\u00f3dulos de c\u00e9lulas de combust\u00edvel e tamb\u00e9m fornece o pr\u00f3prio hidrog\u00eanio, produzido a partir de eletr\u00f3lise com fontes de energia renov\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 participa de prot\u00f3tipo de caminh\u00e3o el\u00e9trico no Sul mas v\u00ea mais potencial em \u00f4nibus alimentados por baterias<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":51729,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[610,121,401,36,122,1730],"class_list":["post-51728","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-bae-systems","tag-caminhoes","tag-eletricos","tag-fornecedor","tag-onibus-2","tag-powertrain"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51728"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51848,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51728\/revisions\/51848"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}