{"id":51852,"date":"2023-02-22T16:46:57","date_gmt":"2023-02-22T19:46:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/51852\/"},"modified":"2023-02-27T16:01:32","modified_gmt":"2023-02-27T19:01:32","slug":"brasil-alcanca-a-marca-de-5-milhoes-de-caminhoes-produzidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2023\/02\/22\/brasil-alcanca-a-marca-de-5-milhoes-de-caminhoes-produzidos\/51852\/","title":{"rendered":"Brasil alcan\u00e7a a marca de 5 milh\u00f5es de caminh\u00f5es produzidos"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Em janeiro a ind\u00fastria brasileira de ve\u00edculos alcan\u00e7ou a marca de 5 milh\u00f5es de caminh\u00f5es produzidos, segundo as contas da Anfavea. O marco coincidiu com a entrada em vigor da fase 8 do Proconve, Programa de Controle de Polui\u00e7\u00e3o do Ar por Ve\u00edculos Automotores, equivalente a Euro 6 na Europa. Desde o in\u00edcio de 2023 \u00e9 poss\u00edvel afirmar que os caminh\u00f5es nacionais est\u00e3o no mesmo n\u00edvel de emiss\u00f5es e tecnologia embarcada do que os fabricados nos Estados Unidos e Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso n\u00e3o acontecia desde 2014\u201d, disse Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea, que considera o marco de 5 milh\u00f5es de unidades importante. \u201cCome\u00e7amos, em 1957, com baixos volumes, mas a ind\u00fastria come\u00e7ou a ganhar for\u00e7a nos anos 1990 e 2000, chegando ao pico em 2011, quando sa\u00edram das linhas 216 mil unidades.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Considerada uma ind\u00fastria robusta, Bonini lembrou da evolu\u00e7\u00e3o dos caminh\u00f5es nas \u00faltimas d\u00e9cadas, com a cria\u00e7\u00e3o do Proconve, para tornar os motores menos poluentes, e do avan\u00e7o da tecnologia embarcada nos ve\u00edculos, seja para seguran\u00e7a ou para conforto do motorista, melhorando a efici\u00eancia dos caminh\u00f5es fabricados no Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00edbal Machado, engenheiro da Comiss\u00e3o Tecnologia Diesel da SAE Brasil, relembrou o trabalho realizado pela ind\u00fastria para melhorar a efici\u00eancia dos motores dos ve\u00edculos a diesel:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;At\u00e9 meados dos anos 1990, quando come\u00e7ou a se estreitar a legisla\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, n\u00e3o t\u00ednhamos controle dos gases emitidos pelos caminh\u00f5es. Sa\u00edmos desse cen\u00e1rio para a fase P3 do Proconve em 1996, que era o equivalente ao Euro 2 na Europa. Outra grande mudan\u00e7a aconteceu em 2012, com a chegada do gerenciamento eletr\u00f4nico dos motores, para atender a fase P7 do Proconve, no mesmo n\u00edvel do Euro 5.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele a chegada da eletr\u00f4nica embarcada nos motores foi um grande avan\u00e7o da ind\u00fastria nacional, que at\u00e9 ent\u00e3o trabalhava com motores mec\u00e2nicos e alguns com inje\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica. Desde 2012 os motores possuem n\u00edvel de tecnologia cada vez maior e, agora, a partir de 2023, tamb\u00e9m se tornaram mais eficientes para reduzir as emiss\u00f5es e atender \u00e0s novas normas da fase P8, em vigor desde janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sistemas de p\u00f3s-tratamento dos gases emitidos pelo motor tamb\u00e9m come\u00e7aram a chegar em 2012. A partir de 2023 os motores produzidos no Brasil receberam novas tecnologias para o sistema de p\u00f3s-tratamento, com uso de filtro de material particulado e Arla 32, por exemplo. Para Machado a fase P8 do Proconve aproxima muito o n\u00edvel dos motores de cada montadora al\u00e9m de colocar a ind\u00fastria nacional no mesmo patamar da global, o que poder\u00e1 trazer oportunidades:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPodemos exportar mais no futuro, porque regi\u00f5es como Europa e Estados Unidos est\u00e3o migrando para eletrifica\u00e7\u00e3o, mas ainda teremos muitos outros pa\u00edses que consumir\u00e3o ve\u00edculos a diesel e poderemos atender essas demandas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Machado acredita que as novas tecnologias de eletrifica\u00e7\u00e3o ter\u00e3o pre\u00e7o muito alto nos primeiros anos, fora da realidade da maior parte do mundo, fazendo com que o diesel ainda tenha presen\u00e7a no transporte de longas dist\u00e2ncias \u2013 mas isto n\u00e3o quer dizer que estes motores n\u00e3o seguir\u00e3o evoluindo. Aqui no Brasil a expectativa \u00e9 de avan\u00e7o com os biocombust\u00edveis, pois o Pa\u00eds possui uma fonte abundante de mat\u00e9ria-prima, tornando o combust\u00edvel mais amig\u00e1vel ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>O que n\u00e3o deixa d\u00favidas \u00e9 que o segmento de caminh\u00f5es seguir\u00e1 seu ritmo no Pa\u00eds. Bonini, da Anfavea, calcula: \u201cPara chegar aos 10 milh\u00f5es [de ve\u00edculos produzidos] o prazo dever\u00e1 ser menor porque o ritmo atual da ind\u00fastria \u00e9 bem maior do que l\u00e1 no come\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n<p class=\"MsoNormal\">\n<\/p><p class=\"MsoNormal\">\n<\/p><p><!-- \/wp:post-content --><!-- wp:paragraph --><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anfavea come\u00e7ou a contabilizar os n\u00fameros da ind\u00fastria em 1957<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":38990,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[2840,121,42,161],"class_list":["post-51852","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-5-milhoes","tag-caminhoes","tag-industria","tag-producao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51852","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51852"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51852\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52070,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51852\/revisions\/52070"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}