{"id":59456,"date":"2023-07-26T19:52:55","date_gmt":"2023-07-26T22:52:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/59456\/"},"modified":"2023-07-26T19:52:58","modified_gmt":"2023-07-26T22:52:58","slug":"seguranca-veicular-caminho-sem-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2023\/07\/26\/seguranca-veicular-caminho-sem-volta\/59456\/","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a veicular: caminho sem volta."},"content":{"rendered":"\n<p>Basta ter acesso, uma \u00fanica vez, a um ve\u00edculo com assist\u00eancias que elevam a sua seguran\u00e7a para que o consumidor n\u00e3o queira mais dirigir sem eles. Ainda que isto esteja distante de sua realidade, uma vez que o custo para usufruir desses diferenciais \u00e9 impeditivo \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira, a seguran\u00e7a veicular e a tecnologia aliada \u00e0 conectividade \u00e9 um caminho sem volta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem verdade que todos esses itens deveriam ser obrigat\u00f3rios, pois desta forma dariam grande contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a vi\u00e1ria e na educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito, que precisam avan\u00e7ar juntos para que a mudan\u00e7a seja perene e o risco de acidentes caia drasticamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensando nisso iniciativa da AEA, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, promoveu recentemente debate em torno do tema A Sinergia entre a Seguran\u00e7a Veicular e o Servi\u00e7o de Conectividade para a Mobilidade do Futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo Azevedo Costa, professor de engenharia de produ\u00e7\u00e3o da UFMG, apresentou a Linha 6 do Programa Rota 2030, que engloba projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados pela universidade federal em parceria com a Fundep, a sua Funda\u00e7\u00e3o de Desenvolvimento da Pesquisa. A linha 6 fala de conectividade veicular e representa cap\u00edtulo do programa do governo federal dedicado a estimular investimentos e fortalecimento do setor por meio de novas aplica\u00e7\u00f5es e tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p>A capta\u00e7\u00e3o para o seu primeiro edital foi finalizada com duas linhas principais, sendo uma de R$ 1,5 milh\u00e3o para investimentos em empreendedorismo, forma\u00e7\u00e3o de startups e desenvolvimento tecnol\u00f3gico. E, outra, de R$ 3,5 milh\u00f5es, para desenvolvimento de pesquisas no per\u00edodo de at\u00e9 tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Baseada em tr\u00eas pilares a linha 6 inclui projetos estruturantes de pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o, programa de aprendizado federado e programa de desenvolvimento de compet\u00eancias, todos relacionados \u00e0 conectividade veicular e, em paralelo, \u00e0 seguran\u00e7a de dados, em cumprimento \u00e0 Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Costa contou que foram submetidas at\u00e9 dezesseis propostas e que, por fim, chegaram \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de quatro para serem contratadas at\u00e9 o meio do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cT\u00ednhamos 36 temas diferentes, desde confiabilidade e conectividade do ve\u00edculo com o ambiente externo a detec\u00e7\u00e3o de pedestres, tecnologia de privacidade de seguran\u00e7a dos dados e servi\u00e7os de diagn\u00f3sticos. N\u00e3o entrou a parte de descarboniza\u00e7\u00e3o, que possivelmente ficar\u00e1 para o segundo edital, aguardado para agosto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A parte da descarboniza\u00e7\u00e3o inserida nesse cap\u00edtulo n\u00e3o inclui biocombust\u00edveis, que integram a linha 5, mas o uso intensivo de dados, sensores e monitoramento para que seja poss\u00edvel criar solu\u00e7\u00f5es que promovam a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. Por exemplo: identificar rotas eficientes para melhorar a pegada de carbono: \u201cO objetivo enquanto linha de pesquisa e financiamento \u00e9 trazer o impacto desses ve\u00edculos e suas tecnologias na preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor assinalou que h\u00e1 diversos desafios lan\u00e7ados a partir de tend\u00eancias e dificuldades do setor. E que a palavra da vez \u00e9 conectividade veicular, al\u00e9m do uso intensivo dessa tecnologia e o fomento de P&amp;D. As nuvens de dados s\u00e3o fundamentais para a gera\u00e7\u00e3o de novas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm dos grandes desafios \u00e9 a conectividade com o ambiente externo. Como usar esses dados para tomada de decis\u00e3o? Como permitir que tecnologias compartilhem informa\u00e7\u00f5es garantindo a seguran\u00e7a dos dados? Como garantir a privacidade do condutor e das empresas? Essa linha busca tratar disso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Costa destacou que tamb\u00e9m existe, atualmente, preocupa\u00e7\u00e3o expressiva com manuten\u00e7\u00e3o preditiva e n\u00e3o mais com preventiva, o que requer o uso de intelig\u00eancia artificial. O uso intensivo de dados demanda pensamento diferente com rela\u00e7\u00e3o aos sistemas de manuten\u00e7\u00e3o para tornar-se mais eficaz na diminui\u00e7\u00e3o de acidentes de tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos que podem e devem ser melhorados a partir do avan\u00e7o em P&amp;D na \u00e1rea de seguran\u00e7a veicular \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de acidentes. Embora de 2011 a 2020 o n\u00famero de mortos no tr\u00e2nsito tenha ca\u00eddo de 45 mil para 33 mil por ano, diminui\u00e7\u00e3o de 24% e de 37% se for considerada a proje\u00e7\u00e3o de 52 mil mortos em uma d\u00e9cada, conforme dados do Pnatrans, Plano Nacional de Redu\u00e7\u00e3o de Mortes e Les\u00f5es, o \u00fanico n\u00famero aceit\u00e1vel \u00e9 zero, segundo o analista de infraestrutura Daniel Mariz: \u201cTrata-se da principal causa de morte de pessoas de 5 a 29 anos. E, no p\u00f3s-pandemia, a tend\u00eancia \u00e9 de alta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele 90% dos acidentes decorrem de falha humana. Ou por problema na via, por causa de manuten\u00e7\u00e3o em atraso. A grande quest\u00e3o \u00e9: o que est\u00e1 sendo feito pelo Pnatrans para melhorar pontos que induzem a acidentes?<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA proposta do Pnatrans \u00e9 mudar os conceitos de quem projeta, muito enraizados desde as d\u00e9cadas de 60 e 70, e mudar tamb\u00e9m os daqueles que fazem planejamento urbano. O que inclui o desenvolvimento de manuais de sinaliza\u00e7\u00e3o, de orienta\u00e7\u00e3o, de medidas moderadoras de tr\u00e1fego.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mariz apresentou propaganda do governo da Nova Zel\u00e2ndia no qual o plano se inspira, em que \u00e9 apresentada a responsabilidade compartilhada pelos acidentes. Durante o v\u00eddeo s\u00e3o destacados a falta do uso do cinto de seguran\u00e7a por todos, inclusive crian\u00e7as e cachorros, quem vendeu os pneus do carro, a fiscaliza\u00e7\u00e3o, ou a sua aus\u00eancia, de velocidade m\u00e1xima, quem avaliou aquele ve\u00edculo como seguro, e a engenharia para instalar as prote\u00e7\u00f5es da estrada, por exemplo: \u201cPrecisamos de todos para chegar a nenhum. Nenhuma morte \u00e9 aceit\u00e1vel. Toda pessoa faz falta para algu\u00e9m\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tecnologia e conectividade podem contribuir para a redu\u00e7\u00e3o de acidentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo Costa, da UFMG, chamou aten\u00e7\u00e3o ao fato de que, do ponto de vista de seguran\u00e7a vi\u00e1ria, \u00e9 preciso enxergar que se trata tamb\u00e9m de um problema de sa\u00fade p\u00fablica, que muitas vezes \u00e9 enfrentado a partir da an\u00e1lise dos seus dados. Mas nem sempre as informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis de forma confi\u00e1vel ou n\u00e3o existem fontes oficiais: \u201cO carro, portanto, torna-se fonte extremamente relevante para fazer levantamento de dados para fins de sa\u00fade p\u00fablica e de combate aos acidentes vi\u00e1rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Alejandro Furas, secret\u00e1rio geral do Latin NCAP, complementou que o tema seguran\u00e7a vi\u00e1ria n\u00e3o se restringe \u00e0 quest\u00e3o de carros mais seguros. Infraestrutura adequada \u00e9 muito importante, ressaltou, ao citar que, muitas vezes, a tecnologia n\u00e3o funciona conforme o esperado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs tecnologias ajudar\u00e3o a reduzir o risco e o erro humano, mas temos assuntos que n\u00e3o podemos perder de vista. Se o motorista est\u00e1 acostumado a essas tecnologias e \u00e9 colocado em um carro sem elas, e em uma regi\u00e3o diferente, a probabilidade de acidentes \u00e9 muito maior.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Furas ressaltou que a intera\u00e7\u00e3o em um carro n\u00e3o ocorre somente com celular mas com rel\u00f3gio e sistema de navega\u00e7\u00e3o: \u201cAs distra\u00e7\u00f5es s\u00e3o muitas. Por isso precisamos de sistemas de assist\u00eancia, como o Adas, para dar respaldo diante de uma distra\u00e7\u00e3o. Antigamente a \u00fanica distra\u00e7\u00e3o era o r\u00e1dio, nem ar-condicionado tinha. Precisamos de tecnologias que mitiguem essa quest\u00e3o. Para que isso n\u00e3o termine em trag\u00e9dia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Cardoso, respons\u00e1vel pelos servi\u00e7os conectados da Stellantis na Am\u00e9rica do Sul, destacou que a comunica\u00e7\u00e3o por voz \u00e9 de extrema import\u00e2ncia por reduzir distra\u00e7\u00e3o, ampliar seguran\u00e7a e comodidade. Elencou tamb\u00e9m que o carro passa a ter diferentes oportunidades com telas maiores e melhores, assistentes virtuais e integra\u00e7\u00e3o dos outros displays, que exploram e enriquecem a experi\u00eancia a bordo, al\u00e9m de elevar sensa\u00e7\u00e3o de conforto e conveni\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje o aplicativo do smartwatch \u00e9 capaz de ligar o carro e climatiz\u00e1-lo antes de chegarmos at\u00e9 ele. Al\u00e9m disso, com o wifi integrado, conecta-se at\u00e9 sete devices simultaneamente. Outro ponto positivo \u00e9 o socorro inteligente, que conta com bot\u00e3o SOS no retrovisor.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso o ve\u00edculo entende sinais e reage a eles. Quando o airbag \u00e9 acionado chamada autom\u00e1tica \u00e9 realizada porque nem sempre, na hora do p\u00e2nico, o bot\u00e3o \u00e9 acionado: \u201cTemos, como um de nossos pilares, a responsabilidade de contribuir com a meta de zero acidente e zero morte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cardoso disse que a Stellantis consegue, hoje, saber onde est\u00e1 o carro, quantas pessoas est\u00e3o a bordo, o que aconteceu. E em caso de tentativa de furto notifica\u00e7\u00e3o \u00e9 enviada pelo aplicativo e, como resultado, mais de 94% dos ve\u00edculos s\u00e3o localizados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando falamos da experi\u00eancia que podemos construir citamos a rela\u00e7\u00e3o de maior valor agregado que o software pode oferecer. Quando falamos em integrar os sistemas falamos em expandir as fronteiras. N\u00f3s vimos isto acontecendo no smartphone que est\u00e1 na nossa m\u00e3o. Sa\u00edmos do telefone em que nos preocup\u00e1vamos com quantos minutos t\u00ednhamos para ligar, se era liga\u00e7\u00e3o internacional. Hoje isso \u00e9 o menos relevante. O mesmo ocorre com o carro baseado em software, pois se tem a capacidade de integrar e de realizar servi\u00e7os que podem trazer experi\u00eancias em tempo real, prover informa\u00e7\u00f5es que evitem problemas maiores, evitar rupturas nas experi\u00eancias de forma n\u00e3o preventiva, mas preditiva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Cardoso citou que o objetivo \u00e9 fazer com que a conectividade ressignifique o dia a dia das pessoas. E que o cliente tem isto como algo aspiracional, embora este seja um mercado em constru\u00e7\u00e3o quando comparado aos de pa\u00edses mais desenvolvidos: \u201cCom o que temos em termos de conectividade ningu\u00e9m mais quer retrocesso\u201d, assinalou, referindo-se ao fato de que o brasileiro tomou gosto por tecnologias de seguran\u00e7a e conectividade veiculares.<\/p>\n\n\n\n<p>Flavio Sakai, diretor de eletroeletr\u00f4nica da AEA, observou que existe uma lacuna na quantidade de ve\u00edculos conectados, mas que, ao mesmo tempo, h\u00e1 uma tend\u00eancia de acelera\u00e7\u00e3o, exatamente porque no mercado local os consumidores adoram tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO n\u00edvel de conectividade \u00e9 maior l\u00e1 fora do que aqui. Vejam: aqui se inicia com 4G enquanto que, l\u00e1 fora, com 5G. Mas esperamos que em dois ou tr\u00eas anos consigamos reduzir este gap introduzindo solu\u00e7\u00f5es em 5G.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais s\u00e3o as regras para o uso dos dados do ve\u00edculo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do ve\u00edculo s\u00e3o gerados, mas, de fato, n\u00e3o h\u00e1 regulamenta\u00e7\u00e3o que estabele\u00e7a protocolos de acesso a este tipo de informa\u00e7\u00e3o nem como ela deve ser ofertada e distribu\u00edda, seja para o governo ou para o pr\u00f3prio cidad\u00e3o. Este \u00e9 tema complexo e em discuss\u00e3o global.<\/p>\n\n\n\n<p>Remete \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o 717\/2017, precursora do Rota 2030, que estabeleceu roadmap de itens de seguran\u00e7a a serem avaliados e, ent\u00e3o, incorporados. Um desses itens \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o da caixa preta dos ve\u00edculos. \u00c9 um tema em discuss\u00e3o, est\u00e1 na agenda regulat\u00f3ria para este ano, mas ainda precisa avan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Alejandro Furas, do Latin NCAP, apontou que a caixa preta com a grava\u00e7\u00e3o dos dados \u00e9 obrigat\u00f3ria, mas o que preocupa \u00e9 o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es privadas do motorista em tempo real \u2013 e quase todas as montadoras j\u00e1 possuem esses componentes que est\u00e3o sendo desenvolvidos e adotados nos carros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAnalisar os dados tudo bem, mas compartilhar a informa\u00e7\u00e3o do motorista de forma cont\u00ednua e completa n\u00e3o. Em breve os carros ter\u00e3o c\u00e2maras, por exemplo, para a detec\u00e7\u00e3o de uso de cinto de seguran\u00e7a, de fadiga, de distra\u00e7\u00e3o do motorista. Mas \u00e9 preciso haver regras para acess\u00e1-los. A transmiss\u00e3o de 100% deste tipo de informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o nos agrada muito. O NCAP vai atacar essa quest\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Cardoso, da Stellantis, concordou que \u00e9 fundamental que as montadoras tenham esta responsabilidade, mas de forma estruturada: \u201cA quest\u00e3o de seguran\u00e7a tem roadmap que vem sendo estruturado. Porque endere\u00e7ar dados envolve, tamb\u00e9m, as quest\u00f5es de ciberseguran\u00e7a. Para isto funcionar bem \u00e9 preciso que o papel de cada steakholder seja pr\u00e9-definido. N\u00e3o adianta haver movimento de um lado sem que tudo esteja concatenado. Sempre que falamos em conectividade \u00e9 preciso ter um ecossistema bem estruturado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como tornar o carro mais acess\u00edvel sem abrir m\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de seguran\u00e7a e conectividade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos oito anos a conectividade avan\u00e7ou bastante. Houve adi\u00e7\u00e3o de custos de hardware e novas plataformas. Mas, ao mesmo tempo, as fabricantes tamb\u00e9m se comprometem a otimizar estes itens a fim de que o pre\u00e7o do carro n\u00e3o sofra cont\u00ednuos e expressivos aumentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir do momento que voc\u00ea traz elementos que salvam vidas, reduzem riscos de seguran\u00e7a e proporcionam fluidez ao dia a dia dos clientes acredito que come\u00e7aremos a romper barreiras.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Cardoso justificou que a maioria das montadoras conta com solu\u00e7\u00f5es globais. Contudo, devido aos por ora baixos volumes, n\u00e3o conseguem trazer para c\u00e1 as todas as tecnologias por barreiras financeiras na forma de custos: \u201cA partir do momento em que se tem escala forma-se um c\u00edrculo virtuoso. S\u00f3 que este ainda n\u00e3o \u00e9 um cen\u00e1rio comum a todos. Por isto \u00e9 um grande desafio, embora a quest\u00e3o legislativa ajude a acelerar essas coisas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00edlton Spiler, diretor de seguran\u00e7a veicular da AEA, concordou que \u00e9 necess\u00e1rio ganhar escala para reduzir pre\u00e7os porque se trata de tecnologias que demandam bastante desenvolvimento e s\u00e3o muito intrusivas, envolvem atualiza\u00e7\u00e3o constante de hardwares e softwares: \u201cQuando h\u00e1 utiliza\u00e7\u00e3o da mesma tecnologia em v\u00e1rias plataformas \u00e9 um fator que pode ajudar, assim como se um mesmo equipamento for adotado por diversas montadoras. Isso seria capaz de reduzir o pre\u00e7o da tecnologia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ajudaria, segundo Spiler, n\u00e3o s\u00f3 para trazer a um valor mais justo como, tamb\u00e9m, para reduzir o atraso do Brasil frente \u00e0 Europa, mesmo com sistemas de ESP e ABS: \u201cAcredito que estamos acelerando com sistema de detec\u00e7\u00e3o de visibilidade traseira ou de identifica\u00e7\u00e3o de objetos na traseira dos ve\u00edculos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cardoso ponderou que a constru\u00e7\u00e3o de agendas com parceiros demanda evolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua: \u201cPensamos muito na escala de hardware, mas o mundo conectado traz outros potenciais desenhos. H\u00e1 s\u00e9rie de elementos novos. Temos de abrir a cabe\u00e7a. Talvez a constru\u00e7\u00e3o de parcerias dependa da cocria\u00e7\u00e3o que existir\u00e1 com players tradicionais do mercado, que s\u00e3o os competidores. Mas, para ter relev\u00e2ncia no business, se tiv\u00e9ssemos todas as montadoras ou todos trabalhando em um mesmo desenho ou modelagem \u00fanica aquilo se tornaria vi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como ampliar os testes de seguran\u00e7a e incluir todos os modelos dispon\u00edveis no mercado?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto itens de seguran\u00e7a e conectividade n\u00e3o s\u00e3o massificados Alejandro Furas, do Latin NCAP, afirmou que o ideal seria que sua ONG testasse tudo o que est\u00e1 no mercado. No entanto, infelizmente, a entidade sem fins lucrativos conta com recursos limitados e pode pagar por poucos carros por ano. Mas, a fim de n\u00e3o limitar o trabalho, contou que s\u00e3o aceitas tanto doa\u00e7\u00f5es como sugest\u00f5es para testar mais ve\u00edculos, sejam do governo ou de empresas privadas, a fim de n\u00e3o limitar informa\u00e7\u00e3o aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFormas de mudar essa realidade s\u00e3o, por exemplo, que grandes frotistas exijam que seus carros sejam testados pelo Latin NCAP, ou que haja programa de etiquetagem obrigat\u00f3ria do governo, assim como ocorre em pa\u00edses da Europa, em que h\u00e1 acordo de cavalheiros para que todos os carros lan\u00e7ados passem antes pelo Euro NCAP.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ou, ainda, que o governo pudesse exigir que fossem testados carros que possuem maior popularidade, uma vez que o crit\u00e9rio da Latin NCAP \u00e9 sempre testar a vers\u00e3o mais b\u00e1sica. E isso em toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a possibilidade de as montadoras retirarem itens de seguran\u00e7a avan\u00e7ados a fim de baratearem os ve\u00edculos e ofertarem novos carros Furas disse n\u00e3o concordar com o fato de que um carro de entrada tenha de ser menos seguro: \u201cA configura\u00e7\u00e3o do carro \u00e9 uma decis\u00e3o comercial da montadora. Se ela decidir tirar itens de seguran\u00e7a para baratear o carro precisa voltar a test\u00e1-lo. A seguran\u00e7a e a sa\u00fade dos brasileiros n\u00e3o \u00e9 algo negoci\u00e1vel. A montadora ter\u00e1 que economizar em outras \u00e1reas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora nem todos os carros estejam conectados, ou sejam mais seguros, objetivo \u00e9 disseminar tecnologias para que elas possam ser incorporadas de vez no Pa\u00eds sem elevar tanto os pre\u00e7os dos ve\u00edculos<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":59457,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[3476,28],"class_list":["post-59456","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-clube-autodata","tag-especial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59456"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59459,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59456\/revisions\/59459"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59457"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}