{"id":72444,"date":"2024-05-22T10:00:00","date_gmt":"2024-05-22T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/72444\/"},"modified":"2024-05-22T11:18:57","modified_gmt":"2024-05-22T14:18:57","slug":"volkswagen-prepara-fornecedores-para-produzir-veiculos-eletrificados-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2024\/05\/22\/volkswagen-prepara-fornecedores-para-produzir-veiculos-eletrificados-no-brasil\/72444\/","title":{"rendered":"Volkswagen prepara fornecedores para produzir ve\u00edculos eletrificados no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 \u201cQuando n\u00f3s colocarmos os pedidos eles telefonar\u00e3o para a matriz e aprovar\u00e3o o investimento. Eles j\u00e1 t\u00eam a tecnologia.\u201d Simples assim. Alexander Seitz acredita que surgir\u00e1 no Pa\u00eds, no curto prazo de mais dois ou tr\u00eas anos \u00e0 frente, uma cadeia de suprimentos preparada para fornecer componentes para ve\u00edculos eletrificados, principalmente h\u00edbridos, que a Volkswagen e outras empresas planejam produzir aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Como chairman executivo da Volkswagen Am\u00e9rica do Sul e, at\u00e9 2012, vice-presidente de compras da empresa, Seitz avaliou que os fornecedores est\u00e3o melhor preparados e capacitados para dispor, no Pa\u00eds, de manufatura pr\u00f3pria para  boa parte dos componentes para a produ\u00e7\u00e3o dos novos h\u00edbridos que a companhia pretende oferecer ao mercado, provavelmente j\u00e1 a partir do ano que vem: \u201cN\u00e3o direi quando ser\u00e1 exatamente mas posso afirmar que n\u00e3o ser\u00e1 em 2028 [quando termina o atual ciclo de investimentos de R$ 16 bilh\u00f5es no Brasil]. Temos que fazer antes disso at\u00e9 para cumprir a legisla\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e de seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Seitz revelou que uma parte dos investimentos dos fornecedores ser\u00e1 feita pela pr\u00f3pria Volkswagen: \u201cQuando pensamos nos investimentos temos de dividir em tr\u00eas partes, quase iguais: uma para o desenvolvimento dos produtos, outra para produzir esses ve\u00edculos nas nossas f\u00e1bricas e a terceira parte \u00e9 investida em ferramentais que ser\u00e3o usados pelos fornecedores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos para financiar a evolu\u00e7\u00e3o vir\u00e3o de fontes diversas, como a recente linha de R$ 500 milh\u00f5es tomada pela Volkswagen no BNDES, mas Seitz apontou que a maior parte dos R$ 16 bilh\u00f5es prometidos \u201cter\u00e1 de vir de nosso fluxo de caixa: portanto, se n\u00e3o vendermos, n\u00e3o haver\u00e1 dinheiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os novos ve\u00edculos que ser\u00e3o lan\u00e7ados dentro do ciclo de investimentos da Volkswagen, segundo Seitz, \u201ccertamente trar\u00e3o aumento do or\u00e7amento de compras, pois carros h\u00edbridos e h\u00edbridos plug-in t\u00eam mais componentes, s\u00e3o praticamente dois powetrains, um a combust\u00e3o e outro el\u00e9trico\u201d. Ele tamb\u00e9m lembra que novos sistemas de assist\u00eancia \u00e0 condu\u00e7\u00e3o, os ADAS, tamb\u00e9m ser\u00e3o incorporados em volumes crescentes nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais flexibilidade com fornecedores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O executivo avaliou que atualmente a cadeia de suprimentos no Brasil tem situa\u00e7\u00e3o mais est\u00e1vel do que em sua \u00e9poca na lideran\u00e7a das compras, no in\u00edcio da d\u00e9cada passada. Segundo Seitz, naquela \u00e9poca, \u201cproduzindo de 850 mil a 950 mil carros por ano em tr\u00eas turnos na Volkswagen havia uma luta por pe\u00e7as muito grande, mesmo que os carros n\u00e3o tivessem tantas tecnologias como hoje\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, disse ele, existe maior flexibilidade com os fornecedores, que aceitam contratos com varia\u00e7\u00f5es de volumes de 15% a 20%: \u201cFoi isto que nos permitiu crescer a produ\u00e7\u00e3o muito acima da m\u00e9dia da ind\u00fastria\u201d. O executivo acrescenta ainda que os trabalhadores tamb\u00e9m aceitaram contratos mais flex\u00edveis, trabalham em dois turnos e, eventualmente, fazem horas extras e s\u00e3o convocados para jornadas aos s\u00e1bados quando \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Globaliza\u00e7\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mercado era mais aquecido e havia mais globaliza\u00e7\u00e3o. Hoje vejo mais desglobaliza\u00e7\u00e3o, com Am\u00e9rica do Norte e Europa se protegendo da concorr\u00eancia da \u00c1sia, principalmente China\u201d, observa Seitz. \u201cA vida ficou um pouco mais dif\u00edcil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo observou que o Brasil sempre foi mais fechado em compara\u00e7\u00e3o a outros mercados, as fabricantes t\u00eam certa independ\u00eancia mas o Pa\u00eds tamb\u00e9m precisa de maior relacionamento comercial internacional porque depende de importa\u00e7\u00f5es de itens que n\u00e3o consegue produzir, especialmente eletr\u00f4nicos para os ADAS e baterias para el\u00e9tricos e h\u00edbridos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda dependemos da Alemanha para desenvolver os modelos a combust\u00e3o e da China para os el\u00e9tricos e h\u00edbridos\u201d, ponderou Seitz. \u201cPrecisamos deixar as portas abertas, um mercado livre, para n\u00e3o ficarmos como uma ilha isolada, mas tamb\u00e9m precisamos localizar tecnologias. N\u00e3o quero importar 80% do carro porque amanh\u00e3 ou depois temos uma nova crise em algum lugar do mundo e ficamos sem pe\u00e7as para produzir. Localizar \u00e9 meu seguro, mas tamb\u00e9m n\u00e3o posso fazer 100% de tudo aqui.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os carros el\u00e9tricos chineses que come\u00e7am a ganhar mercados \u2013 e a provocar medidas para proteger a ind\u00fastria local, como a taxa\u00e7\u00e3o de 100% nos Estados Unidos e a retomada do imposto de importa\u00e7\u00e3o no Brasil \u2013 Seitz afirmou que n\u00e3o v\u00ea problemas em concorrer com os fabricantes chineses, mas desafia: \u201cQueremos que eles venham produzir aqui, que enfrentem as mesmas dificuldades que temos fazendo carros no Brasil: a\u00ed, sim, veremos se a festa continua\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aumento de volumes de h\u00edbridos e el\u00e9tricos dever\u00e1 induzir investimentos da cadeia de suprimentos no Pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":72443,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[390],"class_list":["post-72444","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-fornecedores"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72444","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72444"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72444\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72524,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72444\/revisions\/72524"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}