{"id":75090,"date":"2024-07-17T19:32:03","date_gmt":"2024-07-17T22:32:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/noticias-preview\/75090\/"},"modified":"2024-07-18T10:06:09","modified_gmt":"2024-07-18T13:06:09","slug":"hidrogenio-verde-estara-consolidado-no-brasil-em-2035","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/2024\/07\/17\/hidrogenio-verde-estara-consolidado-no-brasil-em-2035\/75090\/","title":{"rendered":"Hidrog\u00eanio verde estar\u00e1 consolidado no Brasil em 2035"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 O potencial da ind\u00fastria do hidrog\u00eanio j\u00e1 est\u00e1 se tornando realidade principalmente na Europa e indica caminho a ser trilhado no Brasil. A partir do ano que vem o plano proposto pelo MiBI H2 GE8, grupo de estudo n\u00famero oito do Made in Brazil Integrado, \u00e9 disseminar f\u00e1bricas piloto de hidrog\u00eanio verde, gerado por fontes de energia renov\u00e1vel, como e\u00f3lica e fotovoltaica, da eletr\u00f3lise, de biomassa e biocombust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que o Brasil se estabele\u00e7a em 2030 como o produtor mais competitivo do mundo na modalidade verde, hoje emergente. E, em 2035, consolide hubs reunindo produtores, consumidores, geradores de energia e log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o e transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>Os usos tradicionais do hidrog\u00eanio, hoje, majoritariamente cinza, ou seja, de origem f\u00f3ssil, come\u00e7am no refinamento do petr\u00f3leo e no uso industrial para fertilizantes ou metanol na ind\u00fastria qu\u00edmica. Este consumo de fonte n\u00e3o sustent\u00e1vel \u00e9 da ordem de 95 mega toneladas por ano, enquanto que o hidrog\u00eanio verde ainda est\u00e1 no est\u00e1gio de crescimento. Dados de 2022 apontam para produ\u00e7\u00e3o de 1 mega tonelada por ano e outras quase 2 mega toneladas em constru\u00e7\u00e3o, com expectativa para 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos os contratos j\u00e1 anunciados, por\u00e9m, indicam algo em torno de 120 mega toneladas dispon\u00edveis at\u00e9 2030&#8243;, assinalou Andr\u00e9 Ferrarese, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Tupy. &#8220;Sendo assim h\u00e1 potencial significativo de substitui\u00e7\u00e3o do hidrog\u00eanio cinza e sobra para maior utiliza\u00e7\u00e3o, onde pode entrar o setor automotivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ferrarese fez apresenta\u00e7\u00e3o durante o webinar Integra\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Brasileira na Nova Economia de Hidrog\u00eanio, realizado de forma online pelo Sindipe\u00e7as na quarta-feira, 17.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que se possa colocar no cen\u00e1rio mais agressivo de descarboniza\u00e7\u00e3o, no entanto, a perspectiva \u00e9 a de que at\u00e9 2030 ser\u00e1 necess\u00e1ria a produ\u00e7\u00e3o de 200 mega toneladas de hidrog\u00eanio verde: \u201cA\u00ed entra papel importante do Brasil, que pelos diferentes acessos a energia renov\u00e1vel e biomassa tem potencial de 1,8 bilh\u00e3o de toneladas de hidrog\u00eanio por ano. Mas h\u00e1 estudos apontando que de 200 mega a 245 mega toneladas por ano j\u00e1 seriam vi\u00e1veis economicamente no ambiente internacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele alguns contratos ainda n\u00e3o foram anunciados por causa da inseguran\u00e7a jur\u00eddica em torno do tema, mas ele cr\u00ea em ambiente mais f\u00e9rtil nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecisamos entender como formamos a ind\u00fastria local para que a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja somente exporta\u00e7\u00e3o de energia limpa via hidrog\u00eanio verde a outros pa\u00edses. O ideal \u00e9 que em 2030 tenhamos consolida\u00e7\u00e3o mais competitiva e de maior intensidade de uso e, em 2035, os custos energ\u00e9ticos do hidrog\u00eanio alcancem os n\u00edveis de g\u00e1s natural.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-opt-id=964030471  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"536\" src=\"https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:auto\/h:auto\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/webinar_PNH2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75099\" srcset=\"https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:960\/h:536\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/webinar_PNH2.jpeg 960w, https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:300\/h:168\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/webinar_PNH2.jpeg 300w, https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:768\/h:429\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/webinar_PNH2.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>No setor automotivo, ve\u00edculos comerciais sair\u00e3o \u00e0 frente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Camilo Adas, diretor de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica da Be8 e ex-presidente da SAE Brasil, toda a ind\u00fastria automotiva j\u00e1 vem trabalhando fortemente e comercializando carros a hidrog\u00eanio: \u201cA quest\u00e3o \u00e9 quando o Brasil entrar\u00e1 neste mercado, seja no carro completo, como parte do sistema de produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as para ve\u00edculos a hidrog\u00eanio ou como mercado consumidor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No Exterior o uso da tecnologia no setor est\u00e1 sendo motivado pelos caminh\u00f5es pesados. Europa e Estados Unidos planejam ter 100 mil caminh\u00f5es rodando com hidrog\u00eanio at\u00e9 2030, e empresas como Daimler Trucks, Hyundai e Nikola t\u00eam avan\u00e7ado para colocar em pr\u00e1tica estes produtos, o que dever\u00e1 ser ampliado a partir do ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil Adas lembrou que a Tupy \u00e9 fornecedora exclusiva do cabe\u00e7ote da MAN para motores a combust\u00e3o a hidrog\u00eanio e que foi lan\u00e7ado, no ano passado, <a href=\"https:\/\/www.autodata.com.br\/noticias\/2023\/08\/10\/usp-tera-primeira-estacao-de-hidrogenio-verde-do-mundo-obtido-a-partir-do-etanol\/60199\/\">projeto para a produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio verde a partir do etanol em parceria da USP com Toyota, Marcopolo, Ra\u00edzen, Shell e Hytron<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mundo inteiro est\u00e1 se organizando para esta tecnologia. Fran\u00e7a, Austr\u00e1lia, Estados Unidos, Alemanha, Jap\u00e3o e Coreia do Sul. Se n\u00e3o tomarmos cuidado perderemos esta janela de oportunidades, pois, se n\u00e3o fizermos, outros far\u00e3o, e a tecnologia ser\u00e1 importada. A economia do hidrog\u00eanio j\u00e1 nasceu e n\u00e3o podemos ficar de fora.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-opt-id=2035295236  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"955\" height=\"516\" src=\"https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:auto\/h:auto\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/webinar_carros-a-hidrogenio.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-75098\" srcset=\"https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:955\/h:516\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/webinar_carros-a-hidrogenio.jpeg 955w, https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:300\/h:162\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/webinar_carros-a-hidrogenio.jpeg 300w, https:\/\/mlqt0se4pk9p.i.optimole.com\/w:768\/h:415\/q:mauto\/f:best\/ig:avif\/https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/webinar_carros-a-hidrogenio.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Custo ainda \u00e9 ponto a ser superado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os custos da tecnologia a tend\u00eancia \u00e9 que diminuam com a maior oferta e o ganho de escala. De acordo com Andr\u00e9 Ferrarese cerca de 3 litros de diesel est\u00e3o para 1 quilo de H2 no consumo de um caminh\u00e3o. Com isto \u00e9 preciso multiplicar por tr\u00eas e, no caso da gasolina, por quatro. Na refer\u00eancia europeia de \u20ac 2, na m\u00e9dia do litro de diesel, \u00e9 poss\u00edvel comparar a produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio de \u20ac 9 a \u20ac 11 o quilo do hidrog\u00eanio contra \u20ac 6 do diesel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 um potencial significativo nos pr\u00f3ximos anos e, com ganho de escala da produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio baixo carbono, teremos redu\u00e7\u00e3o sens\u00edvel no custo de produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Ferrarese. \u201cQuando compomos os custos do combust\u00edvel temos duas principais parcelas, uma delas ligada ao custo de produ\u00e7\u00e3o, que temos potencial grande no Brasil de acessar energia limpa a um custo menor e o uso de biomassa, e outra \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o, este mais desafiador porque requer infraestrutura, portanto, trabalho de longo prazo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto \u00e9 que todo combust\u00edvel, inclusive os f\u00f3sseis, possuem subs\u00eddios. Se for feita a transfer\u00eancia, aos poucos, para os renov\u00e1veis, a viabilidade econ\u00f4mica cresce sem press\u00e3o inflacion\u00e1ria significativa. Isso endossa perspectiva futura de redu\u00e7\u00e3o de custos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proje\u00e7\u00e3o do MiBI \u00e9 que at\u00e9 2030 o Pa\u00eds seja o produtor mais competitivo do mundo  na modalidade<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":75096,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[348],"class_list":["post-75090","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sustentabilidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75090"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75090\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75120,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75090\/revisions\/75120"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.autodata.com.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}