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13 Novembro 2017 AutoData O lançamento do Polo é simbólico. Será um dia histórico? É um símbolo de que muitas coisas estão mudando. Nossos carros, a tecnologia e muitas outras coisas na Volkswagn. O Polo simboliza todo o trabalho realizado desde 2014. O que será essa nova companhia? Nós não temos problemas apenas com os produtos, vocês sabem. Nossa ação, nos últimos anos, foi resolver outros desafios que nós mesmos criamos. Em primeiro lugar a nova Volkswagen significará uma nova atitude com relação aos clientes, pois nos últimos cinco, dez anos, perdemos um pouco o contato com eles. Trabalhamos para ficar mais perto deles. Seremos uma companhia mais conectada com os clientes. Qual o argumento mais forte para trazê-los de volta? O custo de propriedade é um dado muito importante em nossa estratégia. A Volkswagen nunca será marca com os carros mais baratos: nossos preços sempre estarão mais próximos dos Premium. O importante é que no futuro nossos carros tenham custo de propriedade menor do que os outros, considerando todos os custos, como seguro, manutenção, depreciação... Nosso objetivo é atender ao cliente com relação aos custos que envolvam a propriedade de um Volkswagen, para garantir oferta mais atraente. Como o senhor trabalhou esse conceito, de propriedade, com a rede? Ponto importante desse plano é o concessionário, e exercemos uma reinvenção nesse nível da operação. Investigamos como podemos mudar, N a manhã de 25 de setembro, mesmo dia do lançamento do novo Polo, o então presi- dente da Volkswagen, David Powels, recebeu os jornalistas Leandro Alves e Márcio Stéfani, para a já tradicio- nal entrevista da edição Perspectivas. Foi uma conversa de quase uma hora e meia na qual o executivo anali- sou não apenas as perspectivas da sua empresa para 2018, mas fez um pano- rama de todo o seu trabalho ao longo dos quase dois anos e meio em que esteve à frente da Volkswagen Brasil e SAM, região que engloba 29 países da América do Sul, Central e Caribe. À noite, durante a festa de lança- mento do Polo, os dois jornalistas de AutoData foram apresentados para o argentino Pablo Di Si e, no dia seguin- te, tiveram acesso, em primeira mão, à informação da troca de presidente da empresa. Di Si sucederia Powels. Ainda sem todas as informações em mãos e respeitando um pedido da montadora, AutoData decidiu não publicar a notícia de imediato. O prê- mio por esta postura ética foi a pales- tra de Di Si no Congresso Perspectivas. Ele havia sido anunciado oficialmente de manhã, mas sua apresentação ao mercado aconteceu, de fato, em nosso evento, no dia 9 de outubro. Apesar de feita sob a ótica da edição Perspectivas, a entrevista de Powels foi uma verdadeira aula de administra- ção e liderança. Como um tributo ao executivo, decidimos publicá-la neste espaço, o mais nobre da revista. Boa sorte à Powels em sua nova missão na China. Seja bem-vindo Pablo Di Si à VW Brasil e América Latina. A nova Volkswagen significará uma nova atitude com relação aos clientes. Nos últimos anos perdemos o contato com eles.

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