AD 339

14 AutoData Novembro 2017 From the Top Haverá investimento em novas plataformas ou a MQB já é o máximo? Na América do Sul concentraremos os investimentos na plataforma MQB. E teremos pelo menos quatro, cinco... talvez um pouco mais de novos veículos feitos sobre essa plataforma. Isso só no Brasil? Há mais ou menos um ano assumi a responsabilidade também pelos outros 27 países da região, e temos um planejamento de longo prazo. Hoje 67 pessoas da equipe trabalham aqui no Brasil e concentram as decisões de todas as operações em todas as áreas, inclusive nas de novos projetos. Certamente aproveitaremos todas as potencialidades possíveis dessa plataforma. Então essa nova Volkswagen é regional? É uma nova organização para a América Latina que, nos últimos oito meses, registrou crescimento de 63% nas vendas. Há muito a fazer, mas estamos otimistas diante do potencial desses 29 mercados. Temos, agora, participação mais ou menos de 3,3% e projetamos vender 1 milhão de unidades na região até 2025. Brasil e Argentina são as principais bases exportadoras para a região? Não serão só Brasil e Argentina, pois lançaremos produtos importados se necessário, a infraestrutura, reduzindo custos de franquias. Anteriormente usamos alguns padrões da Alemanha mas, às vezes, esses padrões não são relevantes para um carro vendido aqui. O custo de franquia é muito alto, e estamos definindo novos padrões e um custo de franquias eficiente para este mercado. Queremos relacionamento mais transparente com nossos concessionários. Tivemos muitas brigas com eles, com as associações... não vale a pena. Precisamos de relacionamento aberto, parceria. Pelo que ouvimos, isso é apenas um começo, certo? Há também o relacionamento do concessionário com o consumidor. Isso também será diferente. Hoje muitos clientes se conectam conosco de forma digital durante as primeiras investigações para comprar um carro, e o concessionário não tem condições nem competência para dar continuidade nesse relacionamento que começa digital. A nova Volkswagen estará mais atuante na linha de frente e ainda mais forte com os seus concessionários. Quanto tempo essa transformação demorará para tornar-se realidade? Até 2020 lançaremos vinte produtos. Um portfólio combinado, grande parte produzido no Brasil e na Argentina, além de produtos importados do México, Estados Unidos e Europa. Muitos clientes se conectam conosco de forma digital. E o concessionário não tem condições continuar esse relacionamento.

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