AD 339
18 AutoData Novembro 2017 O que significa ver nascer essa nova Volkswagen? É uma coisa que bate a emoção. Já trabalho aqui por trinta anos. Essa marca no Brasil tem um grande espaço para melhorar e conseguiremos aplicar nossa visão para o futuro. É uma coisa que está me energizando todos os dias. Depois de trinta anos é difícil pensar em trabalhar para outra marca. Assim como eu as pessoas, aqui, têm paixão pela marca. Para mim isto é uma coisa muito importante. Se você não tem essa paixão não sobreviverá. Esse é o meu trabalho. Quando você entra em uma companhia você recebe uma missão e precisa tentar melhorar passo a passo, dar sustentabilidade à operação. Mas no fim do dia você precisa entregar uma marca melhor do que aquela que você recebeu. Essa é a nossa atitude. Ninguém ficará aqui a vida inteira, mas no fim precisamos entregar uma marca um pouco melhor daquela que recebemos. Esse é o meu objetivo e a minha paixão. Falando em paixão: o senhor ainda tem tempo para velejar? Os últimos três anos foram os mais difíceis da minha vida. Já trabalhei em várias situações críticas, mas os últimos três anos, não só para mim, mas para a equipe de executivos, foi muito difícil. Não tive muito tempo para pensar, ou executar, outras coisas: foi muito trabalho! From the Top o negócio, para aumentar a produtividade, pois não tivemos outra alternativa. Ao mesmo tempo perdemos volume e identificamos várias possibilidades nos outros 27 países da região. É preciso usar a crise para alguma coisa. A indústria depois da crise ficou mais forte, mas esse patamar de competitividade de agora é suficiente para garantir o futuro? Acho que não. Com 35% de impostos? Com o patamar de produtividade de hoje não sobreviveremos. E os sindicatos precisam ter tratativas realísticas, se não o potencial é matar essa indústria. Em um ano perdemos 6% mas se o processo continuar por dez anos o ambiente ficará insustentável. Qual o objetivo agora? Voltaremos à liderança. Com uma imagem completamente diferente, mais aberta, mais humana, mais próxima dos consumidores. E no fim combinaremos a história de 60 anos com produtos e conectividade. Nossa história tem vários aspectos muito positivos. Vamos combiná-la com a nova realidade, mais tecnológica, com pensamento jovem. Uma marca mais jovem, mais conectada, as pessoas dentro das plantas com uma atitude diferente. Estaremos mais focados no cliente, nos concessionários e nos fornecedores. Acho que outras marcas não têm essa possibilidade, de combinar história com o futuro. Nossos negócios na América do Sul continuarão a crescer mas com outra mentalidade. Voltaremos à liderança. Estaremos mais focados no cliente, nos concessionários e nos fornecedores. E vamos combinar nossa história com o futuro.
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