AD 339

17 Novembro 2017 AutoData e tentamos conectar as empresas daqui a eles. Essa é a única influência que podemos ter. Mas os fornecedores têm que demonstrar interesse e atingir patamar de competitividade mundial. Se falarmos de carros elétricos daqui a quinze, vinte anos queremos fornecedores locais, e novos fornecedores globais vão aparecer. A escala de produção Brasil- Argentina possibilita trazer esses fornecedores? Um volume de 5 a 6 milhões de carros no ano é o suficiente, mas o fornecedor precisa ter competitividade, esse é o maior problema. Algumas falhas nas plantas também. Nos últimos dois anos aumentamos nossa produtividade em termos de horas por carro produzido em 30%. Se a Volkswagen, aqui, tem essa possibilidade acho que muitos dos nossos fornecedores também têm. Perdemos muita competitividade nos últimos três anos. Muitos fornecedores não têm a mentalidade e, às vezes, nem o equipamento novo para facilitar a meta de produtividade. Mas há uma grande oportunidade para melhorar nossa produtividade na cadeia de fornecedores, e se não conseguirmos em cinco anos importaremos. Ajustes: tomados em função da crise ou evolução natural? As duas coisas. Usamos a crise aqui e na Argentina para reorganizar Dependerá do mercado, da sua velocidade de crescimento. Na Anchieta já voltamos para três turnos, usando 60% da nossa capacidade. Temos muito espaço para aumentar a produção sem investir. Nosso investimento durante os próximos três a cinco anos estará concentrado em produtos novos e na melhoria nos processos. A casa parece ajustada. E o que se reserva para a cadeia de fornecimento? Precisamos facilitar a renovação dessa cadeia, pois muitos não têm tecnologias para o futuro. Toda vez que lançamos uma nova plataforma elas têm novas necessidades, tecnologias. Muitos fornecedores não têm essa competência, têm medo de investir devido à crise. Mas para assegurar o futuro eles precisam investir em melhorias. Uma parte do nosso plano é tentar facilitar e convencê-los a investir nessas novas tecnologias. Ajudaremos com volume, escala e melhores condições e, por outro lado, reduziremos nossa gama de produtos. Reduzir essa complexidade nos ajudará muito a melhorar a nossa produtividade. Ajudaremos, também, ao trazer escala para os fornecedores. Há exemplos de problemas com fornecedores? Falamos sobre conectividade e o mundo digital, e há espaço para aumentar nossa competência no futuro. Para os novos carros teremos que gastar nessas tecnologias de conectividade, active safety. Em muitos casos não temos competência nem as peças pequenas, mas de alto valor agregado. Os carros do futuro terão materiais mais leves para atender às metas do governo mas os fornecedores não têm equipamentos e tecnologias para usar esses novos materiais. Se não investirmos nessas áreas perderemos mercado. Historicamente conseguimos construir carros com 95% de conteúdo local mas agora, não só a Volkswagen mas outras marcas, temos problemas para atingir 70%, 75%. Perdemos nos últimos dez, quinze anos 20% de localização. Isso continuará a acontecer se não investirmos na cadeia local. O Brasil tem problemas sérios em localizar peças eletrônicas? Esse problema crescerá nos próximos anos pois aumentará o custo do carro com essas tecnologias. Às vezes os fornecedores precisam fazer joint-venture com fornecedores mundiais. É um sacrifício criar essa competência, mas será um investimento: nós, talvez com o apoio de BNDES e de algumas outras instituições, provavelmente conseguiremos facilitar esses investimentos. Qual o papel da companhia com relação a esses fornecedores de componentes eletrônicos? Temos muitos contatos mundiais com fornecedores dessas tecnologias

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