AD 339
21 Novembro 2017 AutoData 2018, da recontratação de funcionários em lay-off, do cancelamento das férias coletivas e do processo de admissão de trezentos novos funcionários. O presidente da GM Mercosul, Car los Zarlenga, anunciou que investimen tos deverão crescer: de 2014 a 2020 a empresa aporta R$ 13 bilhões no Brasil. Ele revelou o desejo de colocar a empre sa na dianteira da corrida rumo à eletri ficação, e acredita que esse processo representa “a maior oportunidade da indústria automobilística desde a sua própria criação”. Depois, Rogelio Golfarb, vice-presi dente da Ford para assuntos corporati vos, relações governamentais e Estraté gia de negócios para a América do Sul, mostrou-se cauteloso quanto ao cresci mento da indústria, pois “a inadimplên cia das famílias está em queda mas o ritmo é lento e o mesmo acontece com a taxa de juros para pessoas físicas e com a taxa de desemprego”. Segundo números que apresentou a atual alta da produção está calcada nas exportações para a Argentina e nas vendas diretas, aquelas do fabricante para o consumi dor, sem participação das concessioná rias: “As vendas diretas estão ajudando o mercado, mas as vendas para pessoas físicas ainda sofrem para crescer”. A VOLTA DOS CAMINHÕES – No painel que reuniu três representantes do setor de caminhões houve o consen so de que o mercado deve crescer dois dígitos em 2018. João Pimentel, presi dente da Ford Caminhões, Bernardo Fe dalto, diretor comercial de caminhões da Volvo, e Ricardo Barion, diretor de marketing da Iveco, acreditam na reto mada do segmento. Um dos temas foi a capacidade de a cadeia de suprimentos retomar a produção: Pimentel acredita que na hora da recuperação todos tra balharão em conjunto para atender à demanda, apesar dos problemas, e Ba rion contou que toda semana descobre fornecedores em dificuldade. O painel de máquinas agrícolas con tou com representantes da AGCO, da CNH, da John Deere e da Volvo CE, que projetaram um 2018 de pouco cresci mento por causa da cadeia de forneci mento, frágil com a crise dos últimos três anos. Luís Pasquotto, presidente da Cummins, disse que “a taxa de câmbio e a Selic previstas para 2018 estão dentro do que a indústria espera para continu ar crescendo. Mas o nível de desempre go precisa cair”. A Volkswagen aproveitou o Congres so AutoData para apresentar seu novo presidente no Brasil, o argentino Pablo Di Si, que trouxe boas perspectivas: ele calcula que até 2020 o mercado brasi A eletrificação é a maior oportunidade da indústria automobilística desde a sua própria criação Carlos Zarlenga, presidente da GMMercosul Golfarb, da Ford: preocupação com dependência da Argentina
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