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22 AutoData Novembro 2017 Seminário AutoData leiro crescerá 40%. Para tudo isso a ca­ minhada da empresa passará pelo rea­ linhamento da rede de concessionários às características do novo portfólio – serão vinte lançamentos nos próximos três anos – e também pela avaliação dos fornecedores para ver se a rede tem estrutura para corresponder ao apetite do crescimento. Para David Mele, COO da FCA, o setor automotivo não tinha mais para onde cair “até chegarmos ao fundo do poço e começarmos um processo discreto de recuperação”. Sua expec­ tativa para o mercado deste ano é de 2,2 milhões de unidades vendidas: “O mercado pode chegar a 2,5 milhões de automóveis vendidos no ano que vem”. No cenário de crise Mele destacou os investimentos da empresa: R$ 21,9 bi­ lhões de 2012 a 2017 no Brasil. Depois dele subiram ao palco o vice-presidente da Fenabrave, Gláucio José Geara, o presidente da Assobrav, Luiz Eduardo Guião, o presidente da Abrac, Carlos Spochiado, e o presidente da As­ sobens, João Batista Saadi. De acordo com a Fenabrave as vendas internas de veículos de passeio e comerciais leves devem crescer de 8% a 10% em 2018. Guião disse que os concessionários fize­ ram a lição de casa e reduziram custos e pediu política de redução da taxa de juros. Spochiado destacou o esforço da Chevrolet na venda de serviços duran­ te os anos de crise, “focada na qualida­ de do pós-vendas”. Saadi projetou um crescimento de 20% para 2018 graças principalmente à safra, “que deverá chegar aos 250 milhões de toneladas”. Ele ponderou que, havendo renovação de 7% da frota de 1,1 milhão de cami­ nhões, as vendas atingiriam 70 mil uni­ dades. PROJETOS DESENGAVETADOS – Flávio Del Soldato, conselheiro do Sin­ dipeças, fez a apresentação seguinte e recordou que a entidade projeta alta de 6% no faturamento, para R$ 79,6 bilhões, e que as montadoras estão “desengavetando projetos”. Outro fator positivo é o índice de utilização da capa­ cidade instalada nas empresas de auto­ peças, que em agosto chegou a 67%, o melhor do ano. Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing da Mercedes-Benz, projetou alta de 20% nas vendas de ca­ minhões em2018: a taxa de juros baixa e com tendência de queda, a previsão de crescimento do PIB acima de 2% e os cenários político e econômico mais favoráveis ajudarão na recuperação do mercado. Segundo ele existe falta de vontade para levar adiante a renovação de frota: bastaria controlar o tráfego dos caminhões commais de 30 anos. Miguel Fonseca, vice-presidente executivo da Toyota, garantiu que os investimentos da empresa no Brasil continuarão depois do lançamento do Yaris, em janeiro. Ele acredita que o segmento de sedãs médios, o de maior volume da empresa, deve per­ der participação no Brasil, de 6,5% em 2016 para 5,5% em 2018 e 4,8% em 2020. Ao mesmo tempo os compactos de entrada devem viver fase de alta: 8,8% de participação em 2016 para 11,9% em 2020. Os representantes do setor de ôni­ bus, a seguir, estimaram que as vendas devem fechar o ano com números simi­ lares aos de 2016 – 11,2 mil unidades. Por isso Gilberto Vardânega, diretor co­ mercial de ônibus da Volvo, classificou 2017 como “um ano perdido”. Já para 2018 esperam resultados de 10% a 15% superiores. No painel de veículos os represen­ tantes da PSA e da CAOA mostraram seu otimismo diante do crescimento Zarlenga, da GM: R$ 13 bi para o Brasil de 2014 a 2020

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