AD 339

31 Novembro 2017 AutoData em 2011, antes, portanto, do colap- so da economia brasileira, mais de oitenta tiveram a falência decretada e outras setenta estão em recupe- ração judicial. Segundo números da ANP, Agência Nacional de Petró- leo, Gás Natural e Biocombustíveis, há 384 usinas de etanol em operação no Brasil. Eram 450. Muitas delas podem ser compra- das a preço de banana – um cenário triste quando vêm à mente os tempos de bonança da economia brasileira em que éramos tratados, potencial- mente, como a Arábia Saudita dos biocombustíveis. Deu ruim. Na visão de Elizabeth Farina, o re- presamento do preço da gasolina de 2011 a 2014 complicou a vida das usinas, pois colocou também um teto para o preço do etanol. De acordo com Marcos Palasio, gerente de produtos da Bosch, “uma Petrobras pode absorver um perío­ do de rentabilidade menor, mas um produtor de etanol, com custos em elevação, acaba quebrando”. Nigro lembra ainda que o preço do petróleo despencou no mercado internacional. “Ficou difícil para o etanol competir.” A VOLTA – Com o fim do represa- mento do preço da gasolina há quem diga que voltou a valer a pena encher o tanque com etanol. A velha con- ta para fazer tal verificação é sim- ples: se o preço do etanol estiver até 70% do cobrado pela gasolina, prefira o primeiro. Um estudo recente feito pelo IMT, Quanto mais gente estiver jogando o nosso jogo, melhor. A entrada da China no universo do etanol é boa para o Brasil Francisco Nigro, conselheiro da SAE RECUPERAÇÃO JUDICIAL – Tanq, da CCIBC, confirma os olhos arrega- lados dos chineses: “Há empresas dispostas a se associar com usinas brasileiras saudáveis para adminis- trar as que estão nas mãos dos ban- cos”. Não são poucas, diga-se. Desde a crise do setor alcooleiro, iniciada Divulgação/SAEBrasil Divulgação/CNH

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